Acompanhe aqui o liveblog sobre a guerra dos EUA e Israel contra o Irão
“Há pouco tempo, as Forças Armadas do EUA começaram uma grande operação de combate no Irão. O objetivo é defender o povo americano, ao eliminar ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo de pessoas muito más e terríveis”. Foi assim, num vídeo com oito minutos publicado na rede social Truth Social, que Donald Trump anunciou ao mundo que tinha atacado o Irão. A partir daí, o Irão retaliou e atacou vários países aliados dos EUA, como se registaram várias reações, entre as quais a da União Europeia.
No seu curto discurso, o líder dos EUA explicou que, “durante 47 anos, o regime [iraniano] desejou morte à América e liderou uma campanha de derrame de sangue”. “Não vamos aturar mais isto. As suas atividades põem em perigo os EUA, as nossas tropas e os nossos aliados em todo o mundo.”
Vincando várias vezes que foi sempre objetivo da sua administração que o Irão “nunca tenha uma arma nuclear”, Trump afirmou que as tropas do seu país estavam “a levar a cabo uma operação massiva e contínua para impedir que esta ditadura muito perversa e radical ameace a América e os interesses fundamentais de segurança nacional”.
“Vamos destruir os seus mísseis e arrasar completamente a indústria de mísseis deles. Vai ser totalmente obliterado. Vamos anular a Marinha deles, vamos garantir que não podem atacar as nossas forças. Vamos assegurar que não têm uma arma nuclear. É uma mensagem muito simples: este regime vai aprender que ninguém deve desafiar as Forças Armadas dos EUA”, afirmou com dureza.
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) February 28, 2026
Donald Trump, que falou ao mundo com um boné branco com grandes letras em preto a dizer “USA”, admitiu que o país poderá ter baixas, mas desvalorizou, porque “isso acontece com frequência na guerra”, disse. “Estamos a fazer isto pelo futuro e é uma missão nobre. As nossas crianças nunca serão ameaçadas pelo poder militar do Irão.”
No fim, deixou uma mensagem direta ao Irão, a quem alertou que tem de “pousar as armas ou, em alternativa, aceitar a morte”. E ainda uma mensagem ao povo iraniano: “Tomem o controlo do Governo. Nenhum presidente foi capaz de fazer o que eu fiz hoje. Estou a dar-vos o que pediram. Este é o momento para agir. Esta será, provavelmente, a vossa única oportunidade durante as próximas gerações.”
Pouco tempo depois, os EUA anunciavam o nome da operação que já fez mais de 80 mortos: “Fúria Épica”.
OPERATION EPIC FURY ????????
— Department of War ???????? (@DeptofWar) February 28, 2026
Mas a operação que teve início este sábado é uma ação conjunta entre EUA e Israel, para quem guerra tem outro nome: “Rugido do Leão”.
O anunciou de que, por detrás desta mega-operação, estava também a colaboração dos israelitas foi feito poucas horas depois pelo próprio Benjamin Netanyahu. Num comunicado em vídeo, o líder israelita confirmou esta “operação conjunta” contra aquilo que chamou de “ameaça existencial” por parte de Teerão. Assim como Trump, Netanyahu disse que esta ação militar pode “criar as condições” necessárias para provocar uma mudança de regime do Irão.