Antes do clássico, o Benfica passou em Barcelos. Na cada vez mais difícil deslocação ao reduto do Gil Vicente, as águias levaram a melhor pela margem mínima, num jogo que foi decidido por Andreas Schjelderup, que já tinha sido o melhor em campo na jornada anterior. O norueguês apareceu na partida na ponta final, já depois de António Silva ter voltado aos golos e de Héctor Hernández ter empatado no arranque da segunda parte (1-2). Para além disso, esta visita dos encarnados a casa do galo ficou marcada pela substituição forçada de Fredrik Aursnes e pelo jogo 300 de Rafa Silva na Primeira Liga.
Apesar de ainda estarmos em março, esta já é a época mais goleadora de Schjelderup ao serviço do Benfica, com o extremo a sair de Barcelos com seis golos em 2025/26, superando o registo da temporada passada (cinco). Já o central internacional português voltou aos golos mais de época e meia depois, já que não faturava desde setembro de 2024. Em termos coletivos, é a primeira vez na temporada que as águias conseguem quatro vitórias consecutivas no Campeonato, depois de terem superado Alverca, Santa Clara e AVS. Noutra perspetiva, o conjunto lisboeta continua sem derrotas nesta Primeira Liga, sendo uma das quatro equipas europeias invictas no seu campeonato. Para além do Benfica, Slavia Praga, Vardar e Fenerbahçe ainda não perderam nas suas ligas, sendo que turcos (segundo) e portugueses (terceiro), as equipas que José Mourinho treinou em 2025/26, são as duas equipas que não estão na liderança.
“O Gil Vicente fez um jogo competente, como tem feito ao longo da época. Jogam para ganhar, mesmo contra os grandes, e isso proporcionou um jogo difícil. Nos primeiros minutos da segunda parte tivemos um acumular de situações. A saída do Aursnes não estava prevista, o Enzo Barrenechea entrou sem aquecer, houve uma acumulação de lançamentos laterais e cantos junto da nossa área, o Trubin teve uma reposição rápida que ficou a meio-campo e originiu a situação do empate… Acho que tudo isso é normal e reagimos. Não era o resultado que nos satisfazia e empurrámo-los para trás até fazer o golo. Quando fizemos o golo já praticamente não podia mexer, já tinha esgotado dois espaços para substituições. Os dois médios que tinha no banco já estavam em campo [Ríos e Enzo] e o Rafa já estava em dificuldades. Tememos que nos empurrassem para trás, mas conseguimos equilibrar”, começou por dizer José Mourinho à sport tv.
???? Liga Portugal Betclic – Jornada 24
⚽️ Gil Vicente FC 1-2 #SLBenfica
Boa réplica do Gil, mas a vitória caiu para os encarnados! pic.twitter.com/L3C3bC22Ch
— xLP (@xLP_oficial) March 2, 2026
“Bola parada? Há equipas que têm condições para serem mais fortes pelas características dos seus jogadores. Não somos uma equipa de gigantes e não temos grande especialistas na execução. Temos muitos cantos fruto do futebol ofensivo que jogamos e temos um número significativo de penáltis. Hoje [segunda-feira] devia de ter sido mais um. Deveriam haver mais penáltis para nós que não foram assinalados ao longo da época. O lance que antecede o nosso golo é penálti claro. Se o árbitro não viu, aceito, porque se joga a 200 à hora, mas o VAR devia de estar a beber um cafezinho por não ver um penálti claro. Aursnes? Não sei se o vou ter ou não. É um jogador muito importante para nós. Decidi tirar o Leandro Barreiro e colocar o Enzo ao lado do Ríos. Durante muito tempo foram as primeiras escolhas para aquelas posições. Ainda temos o Manu, que não foi convocado por opção, e o Diogo Prioste, que está a fazer uma época fantástica na Segunda Liga. Se o Fredrik não jogar, é uma janela de oportunidade para outro”, prosseguiu, antes de rematar.
“Clássico? A obrigação é dar ao pedal, como damos sempre. Se eventualmente tivéssemos saído daqui com o empate, [a obrigação] era os jogadores darem tudo. Essa era a nossa obrigação, é o nosso compromisso entre nós e para com os benfiquistas. Obviamente jogamos em nossa casa um jogo desta importância. O nosso objetivo é ganhar, mas sabemos que temos pela frente um jogo duríssimo”, concluiu Mourinho.
Artigo atualizado às 23h32 depois de a Liga Portugal ter alterado o marcador do primeiro golo
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