A PJ desmantelou esta terça-feira um esquema de vendas simuladas de casas de luxo na região da Grande Lisboa, avança esta quarta-feira a CNN Portugal. A operação das autoridades resultou na detenção de oito suspeitos — cinco homens e três mulheres — que terão lesado várias pessoas em mais de dez milhões de euros em supostos negócios de compra e venda de dez casas. E, além disso, foi detido em flagrante um nono suspeito, mas pelo crime de por posse de armas proibidas.
Primeiro os suspeitos procuravam pessoas que quisessem vender as suas casas, sobretudo cidadãos estrangeiros com casas vazias, para depois forjar os documentos dos imóveis de forma a criar a aparência de que eram os seus reais proprietários, tudo sem o conhecimento dos donos.
A investigação, aliás, refere a Polícia Judiciária em comunicado, “teve origem em queixas apresentadas em julho de 2025, por cidadãos estrangeiros, com Autorizações de Residência por Investimento em Portugal (ARI), vulgo, “Vistos Gold”, cujas casas que haviam adquirido, mas não habitadas por residirem no estrangeiro” e que “foram fraudulentamente vendidas, em seu suposto nome e sem o seu consentimento, a desconhecidos”.
No mesmo comunicado, a Judiciária esclarece que “já na posse dos imóveis e do título de registo de propriedade, procediam então à troca das fechaduras, manifestando a vontade de os alienar rapidamente por preços abaixo dos valores reais e de mercado, recorrendo para o efeito a investidores ou a mediadoras imobiliárias”. Os interessados na compra teriam de dar um sinal de 10% para a realização do contrato promessa de compra e venda.
O esquema era tão complexo que, “por vezes, antes de os alienar definitivamente a terceiros de boa-fé, transferiam novamente a propriedade dos imóveis para um outro nome falso ou inexistente, recorrendo ao mesmo esquema de autenticação e de registo predial de contratos simulados”, diz a PJ. E o circuito dos valores recebidos era também ele pensado ao pormenor: é descrito pelas autoridades como um “dissimulado esquema de circulação de capitais, através da aplicação dos mesmos na compra e posterior venda de outros bens, tais como viaturas de luxo ou de gama alta, ou através de transferências sucessivas e fracionadas entre contas bancárias, tituladas por diversas sociedades que dominavam”.
Para tornar mais fidedigno o esquema, realizava visitas com as vítimas aos interiores dos imóveis, a que acedia sem o consentimento dos verdadeiros proprietários, em alguns casos mudando a fechadura.
A investigação acredita que para que a adulteração de documentos fosse bem sucedida, foi necessário a ajuda de solicitadores, que se encontram entre os detidos. Segundo a Polícia Judiciária, existem fortes indícios da prática de crimes de burla qualificada, branqueamento, associação criminosa, falsificação ou contrafação de documento e posse de armas proibidas.
Entre as vítimas estarão vários cidadãos de nacionalidade chineses que recorreram aos chamados Vistos Gold.
No âmbito da operação “Chave Dourada”, a PJ fez dez buscas domiciliárias e não domiciliárias, na zona de Lisboa, com a presença das autoridades judiciárias e de representantes de ordem profissional. Nas diligências foram apreendidos “abundantes elementos com relevância probatória, automóveis de gama alta, documentação falsa, dinheiro, equipamentos informáticos e de telecomunicações”.
A PJ esclarece ainda que até ao momento, já foram recuperados diversos imóveis e apreendidas “consideráveis vantagens obtidas com a venda fraudulenta dos mesmos, entre elas os saldos bancários de cerca de 1,5 milhões de euros”.
Os detidos têm idades entre os 26 e os 62 anos serão agora presentes a primeiro interrogatório judicialade dos imóveis para um outro nome falso ou inexistente, recorrendo ao mesmo esquema de autenticação e de registo predial de contratos simulados.
Os montantes dos preços pagos pelos adquirentes eram depois alvo de um complexo e dissimulado esquema de circulação de capitais, através da aplicação dos mesmos na compra e posterior venda de outros bens, tais como viaturas de luxo ou de gama alta, ou através de transferências sucessivas e fracionadas entre contas bancárias, tituladas por diversas sociedades que dominavam.
O principal suspeito, cujos rendimentos provinham exclusivamente das vantagens obtidas com estes crimes, envolvia terceiros, também detidos, levando-os a agir sob as suas orientações.
No âmbito da operação “Chave Dourada”, foram realizadas dez buscas domiciliárias e não domiciliárias, na zona de Lisboa, com a presença das autoridades judiciárias e de representantes de ordem profissional.
Foram apreendidos abundantes elementos com relevância probatória, automóveis de gama alta, documentação falsa, dinheiro, equipamentos informáticos e de telecomunicações.
Até ao momento, a investigação já recuperou diversos imóveis e apreendeu consideráveis vantagens obtidas com a venda fraudulenta dos mesmos, entre elas os saldos bancários de cerca de 1,5 milhões de euros.
Os detidos têm idades entre os 26 e os 62 anos e serão agora presentes a primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coação.