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O secretário-geral do PCP alertou esta quinta-feira que o Governo quer “destrancar a porta” do aumento das propinas e defendeu o fim daquela prestação no Ensino Superior e a rejeição do pacote laboral como “medidas necessárias” para o futuro do país.

“Eu diria assim, rejeitar o pacote laboral e acabar com a propina, são duas medidas essenciais para o futuro do país”, afirmou Paulo Raimundo, em Matosinhos, no distrito do Porto, à margem de uma visita à 17ª edição da Qualifica — Feira da Educação, Formação e Juventude.

Questionado sobre a vontade demonstrada pelo Governo de aumentar as propinas no Ensino Superior, Paulo Raimundo deixou um alerta: “Se este Governo destrancar a porta hoje do aumento das propinas, o valor hoje é um e amanhã será aquele que [o Governo] quiser. Veja-se o valor das propinas de doutoramento, ou o valor das propinas de mestrado, que não tem essa tranca”, disse.

Para o líder comunista, a questão das propinas “não é uma questão de valor, a questão é o princípio” e, defendeu, “é preciso pôr fim” às propinas porque o país não precisa de “elitizar o acesso ao Ensino Superior”.

“O que nós precisamos é democratizar e generalizar ainda mais”, defendeu.

Paulo Raimundo considerou ainda que o atual Governo deve manter a medida do Governo de António Costa de devolver aos estudantes que “fiquem em Portugal” o valor das propinas, uma “medida menos má”.

“Tudo o que seja menos mau deve-se manter, não se deve retirar”, referiu.