A instituição de apoio a pessoas em situação de sem-abrigo Centrepoint afirmou que “não tem planos para [voltar a] trabalhar no futuro” com Sharon Osbourne, depois de esta ter manifestado apoio a um comício organizado pelo ativista de extrema-direita Tommy Robinson.

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A decisão surge depois de um comentário deixado numa publicação no Instagram sobre o comício com o lema “Unite the Kingdom”, no qual a conta oficial de Osbourne escreveu: “Vejo-vos na marcha”.

Em resposta, a Centrepoint — que recentemente tinha associado Osbourne como embaixadora no âmbito de uma campanha — declarou: “Esse tipo de evento não está alinhado com os nossos valores”.

Osbourne, cujo marido — o vocalista dos Black Sabbath, Ozzy Osbourne — faleceu em julho passado aos 76 anos, já tinha apoiado a Centrepoint na sua campanha Omaze para angariar fundos, incentivando o público a participar num sorteio para ganhar uma casa de luxo.

“Embora a Sharon nos tenha apoiado nesta campanha, na qual foi referida como embaixadora, tal como é habitual nos sorteios da Omaze, ela não é uma embaixadora oficial permanente da Centrepoint e não temos planos de trabalhar no futuro”, referia o comunicado citado pela imprensa britânica.

A organização reforçou ainda a sua posição, sublinhando a sua história de apoio a jovens: “A Centrepoint tem uma longa história de apoio a jovens, independentemente da sua origem, etnia ou religião. Se queremos que os jovens prosperem neste país, precisamos de garantir que a nossa sociedade continue a permitir que vivam sem medo e tenham acesso às oportunidades de que precisam para iniciar os seus estudos ou trabalhar e deixar para trás a situação de sem-abrigo”.

Sob o lema “Unite the Kingdom”, a manifestação está marcada para 16 de maio, em Londres, liderada por Tommy Robinson, cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon. O protesto anterior, realizado em setembro, reuniu uma multidão entre 110.000 e 150.000 pessoas.

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