Uma avioneta com cinco pessoas a bordo caiu e embateu contra um prédio residencial na região nordeste de Belo Horizonte, em Minas Gerais, no Brasil. De acordo com o portal de notícias da Globo, o G1, a aeronave descolou do aeroporto da Pampulha, também na capital mineira, pelas 12h16, hora local (16h16 em Lisboa). Despenhou-se poucos minutos depois.

As autoridades brasileiras começaram por dar conta da morte do piloto e copiloto da aeronave, dois homens de 34 e 36 anos. O óbito do empresário Leonardo Berganholi, que seguia na avioneta, foi confirmado mais tarde ao final do dia desta segunda-feira, após  ter sido internado em estado crítico.

Outros dois passageiros ficaram feridos com gravidade, um deles o filho de Leonardo, Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, que também estava à bordo, mas foi socorrido e levado em estado crítico para o Hospital João XXIII, com uma fratura na perna. O mesmo aconteceu com Hemerson Cleiton Almeida Souto, um homem de 53 anos, que também estava no avião. Segundo as autoridades, a vítima apresentava lesões mais graves nas duas pernas, mas já foi sujeito a cirurgia e permanece estável.

Imagens nas redes sociais mostram o momento em que a avioneta se despenha, perdendo rapidamente altitude e acabando por embater num prédio. Nenhum dos moradores ficou ferido, de acordo com a CNN Brasil.

Os destroços da avioneta caíram no parque de estacionamento do edifício residencial na localidade brasileira. Um especialista de aviação consultado pela G1 observou de forma preliminar que a queda poderá ter sido provocada por uma falha na potência do avião. “As imagens que nós temos até agora mostram uma aeronave com, provavelmente, uma dificuldade de potência… Pode ser um problema de combustível, pode estar relacionado com a potência do motor. No momento final o piloto tenta procurar uma área para fazer uma aterragem de emergência, mas não tem, porque é uma área densamente habitada”, afirmou o analista.

A aeronave havia aterrado no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, proveniente da cidade de Teófilo Otoni, também localizada no estado de Minas Gerais. Transportava seis pessoas, duas das quais desembarcaram, tendo uma terceira ingressado no veículo. Com cinco passageiros, o avião voltou a descolar com destino a São Paulo. A NAV Brasil, que presta serviços de navegação aérea no país, informou que o pilotou declarou emergência (mayday no meio aeronáutico) instantes após a descolagem, por alegadas dificuldades de efetuar a subida.

O proprietário do avião, Fernando Souto Moreira, foi uma das vítimas mortais do acidente, e havia adquirido o veículo recentemente. Por esse motivo, a aeronave ainda se encontrava em processo de transferência, estando registada no nome do anterior proprietário, Flavio Loureiro Salgueiro.

Após ter sido atingido o prédio, situado no bairro Silveira, o acidente mobilizou equipas do corpo de bombeiros local, a fim de mitigar o risco de explosão da aeronave — abastecida de gasolina de aviação, altamente inflamável. Segundo especialistas e autoridades, contactados pela G1, a combinação de fatores técnicos e a resposta imediata das equipas de emergência foram decisivas para evitar um incêndio de grandes proporções.

O edifício foi evacuado e sujeito a um isolamento preventivo, que se estendeu ao parque de estacionamento do supermercado ao lado. As autoridades decretaram a insalubridade de dois apartamentos, tendo notificado o condomínio a respeito do isolamento da fachada lateral do prédio, por motivo da acumulação de destroços do veículo que devem ser investigados por pessoas competentes. Entre os residentes, não foram identificadas vítimas.

“Ela [a aeronave] bateu entre o terceiro e o quarto andar, na caixa de escada. Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido alguma residência, esses apartamentos estavam ocupados, segundo informações. O que visualizamos foi a estrutura dessa aeronave projetada dentro da caixa da escada, sem atingir outros apartamentos”, relatou o tenente Raul, do corpo de bombeiros.

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