A Áustria expulsou três diplomatas russos esta segunda-feira por suspeitas de espionagem, anunciou a ministra austríaca dos Negócios Estrangeiros, Beate Meinl-Reisinger. As atividades de espionagem aconteceriam “com a ajuda de instalações de satélite” nos telhados da “Embaixada da Rússia e do assentamento diplomático russo”, que recolhiam dados de organizações nacionais e internacionais, segundo a televisão pública austríaca ORF.
“Comunicámos ao lado russo em termos inequívocos, incluindo em relação à floresta de antenas na embaixada russa”, afirmou a ministra, que considerou “inaceitável” o uso da imunidade diplomática destes três membros para as alegadas atividades de espionagem. O país já tinha exigido à Rússia o levantamento da imunidade diplomática, destes três diplomatas, em abril, que não foi cumprido.
A decisão foi condenada pela embaixada russa que, em comunicado, afirmou que a medida é “injustificável, exclusivamente politicamente motivada e categoricamente inaceitável“, alegando não existirem evidências da acusação feita.
A representação diplomática russa em Viena prometeu uma “dura reação de Moscovo a essas ações absolutamente impensadas do lado austríaco” e lamenta a “deteriorização de já baixo nível das relações bilaterais” com a Áustria.
Viena é desde os tempos da Guerra Fria um dos principais centros de espionagem do mundo, e o governo tem empreendido esforços para rever a legislação que atualmente permite, na prática, atividades de espionagem, desde que não afetem diretamente os interesses da Áustria.
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