Acompanhe o nosso liveblog sobre as tensões internacionais
O Presidente brasileiro, Lula da Silva, classificou de “ação injustificável” a decisão da Justiça de Israel de prorrogar a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila, que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
Thiago Ávila e o espanhol Saif Abu Keshk foram detidos por forças militares de Israel na madrugada de 30 de abril com outros 173 tripulantes de 22 barcos, que integravam a flotilha “Global Sumud”.
Tribunal israelita prolonga por dois dias detenção de dois ativistas da Flotilha para Gaza
“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha ‘Global Sumud’, é uma ação injustificável do Governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos”, escreveu Lula da Silva nas redes sociais.
Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha “Global Sumud”, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado…
— Lula (@LulaOficial) May 5, 2026
O chefe do executivo brasileiro considerou a detenção dos ativistas em águas internacionais “uma séria afronta ao direito internacional“.
“Por isso, nosso Governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, sublinhou na rede social X.
Conforme noticiou o jornal “The Times of Israel”, o ativista brasileiro e o espanhol estão detidos preventivamente por serem suspeitos de ligação a um grupo que, “segundo os Estados Unidos”, agiria em nome do “grupo terrorista Hamas”.
Assim como os EUA, Israel também considera a Conferência Popular para os Palestinos no Estrangeiro (PCPA na sigla em inglês) como organização terrorista.
Na última sexta-feira, os Governos do Brasil e da Espanha divulgaram uma nota conjunta em que condenaram “nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel”.
O comunicado descreve que os dois ativistas estavam em embarcações da flotilha Global Sumud, quando foram abordadas por forças israelitas próximo da Grécia, e não foram libertados após o desembarque dos passageiros e tripulantes na ilha de Creta.
“Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao Direito Internacional, acionável em tribunais internacionais, e configura delito em nossas respetivas jurisdições”, afirmaram os dois países em nota divulgada pelo Ministério de Relações Exteriores.
[Ao décimo dia em Nova Iorque dá-se o homicídio brutal. As últimas horas, o que aconteceu no quarto 3416 e a confissão de Renato sobre como matou Carlos Castro. O acesso aos ficheiros da investigação permite reconstituir toda a investigação ao crime. Ouça o quinto episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro episódio e aqui o quarto episódio]