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Presidente dos EUA anuncia conversações com Cuba a pedido de Havana

O Presidente dos EUA escreveu nas redes sociais que Cuba "está a pedir ajuda", sem dar pormenores. Havana denunciou medidas "coercivas e ilegais" e diz estar preparada para enfrentar agressão.

epa12948646 US President Donald Trump delivers remarks during a special dinner for law enforcement leaders in the Rose Garden of the White House in Washington, DC, USA, 11 May 2026.  EPA/AARON SCHWARTZ / POOL
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▲Os Estados Unidos reforçaram igualmente as sanções contra a ilha, medida criticada por Havana

AARON SCHWARTZ / POOL/EPA

▲Os Estados Unidos reforçaram igualmente as sanções contra a ilha, medida criticada por Havana

AARON SCHWARTZ / POOL/EPA

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O Presidente norte-americano afirmou esta terça-feira que Cuba “está a pedir ajuda” a Washington e que os dois países “vão falar”, depois de repetidas ameaças contra a ilha, incluindo a possibilidade de uma ofensiva militar.

“Nenhum republicano alguma vez me falou sobre Cuba, que é um país falido e só vai numa direção: para baixo”, escreveu Donald Trump numa mensagem publicada nas redes sociais.

“Cuba está a pedir ajuda, e nós vamos falar”, acrescentou, sem avançar pormenores, antes de iniciar uma visita oficial à China, onde se vai reunir com o homólogo chinês, Xi Jinping.

Trump referiu-se à possibilidade de os Estados Unidos “assumirem o controlo” de Cuba num futuro próximo, chegando mesmo a sugerir uma hipotética intervenção militar após o fim de uma ofensiva contra o Irão, lançada em 28 de fevereiro em conjunto com Israel e relativamente à qual vigora atualmente um cessar-fogo.

Os Estados Unidos reforçaram igualmente as sanções contra a ilha, medida criticada por Havana.

Neste contexto, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que estas medidas económicas “coercivas e ilegais” não “vão intimidar” as autoridades cubanas.

No início deste mês, Trump anunciou um reforço das sanções contra Cuba, onde foi organizado um desfile por ocasião do 1.º de Maio para “defender a pátria” e denunciar as ameaças de agressão militar norte-americana.

O Presidente norte-americano considerou que a ilha comunista, situada a 150 quilómetros da costa da Florida (sudeste) continua a representar “uma ameaça extraordinária” para a segurança nacional dos Estados Unidos.

Trump reiterou também a ameaça de “assumir o controlo” de Cuba, sugerindo que um porta-aviões norte-americano podia ali fazer escala “no regresso do Irão”.

Além do embargo norte-americano em vigor desde 1962, Washington, que não esconde a vontade de ver uma mudança de regime em Havana, impõe à ilha, desde janeiro, um bloqueio petrolífero, tendo autorizado desde então apenas a chegada de um petroleiro russo.

Por seu lado, o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou, em meados de abril, que o país estava preparado para enfrentar uma agressão militar dos Estados Unidos e reafirmou o caráter socialista do Estado cubano, por ocasião do 65.º aniversário da tentativa de invasão da Baía dos Porcos.

No final da mensagem, o Presidente norte-americano escreveu: “Entretanto, parto para a China!”.

Trump parte dos Estados Unidos para uma visita de dois dias a Pequim, tendo como pano de fundo a guerra no Médio Oriente e vários temas de tensão, entre os quais o comércio e Taiwan, assuntos que pretende abordar com Xi Jinping.

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