O agente que desvendou os casos de tortura na esquadra do Rato, em Lisboa, decidiu investigar por conta própria os rumores de violência de PSP contra sem-abrigo, toxicodependentes e imigrantes sem documentos. A informação é avançada pelo semanário Expresso, citando uma fonte próxima do processo.

De acordo com o jornal, os rumores sobre violência praticada por agentes nas esquadras do Rato e do Bairro Alto terão começado a ganhar expressão em 2024.

No início de 2025, após uma queixa apresentada “contra desconhecidos” numa zona de diversão noturna no centro histórico da capital, o agente terá suspeitado de que as agressões teriam sido feitas por colegas. Decidiu investigar, requisitando as imagens de videovigilância do local da queixa.

As imagens terão apresentado agentes da PSP a usar a força de maneira indiscriminada contra o autor da denúncia. Terá sido a partir dessas imagens que foi possível reconhecer um agente, mesmo que os agressores não estivessem fardados. A partir daí, o agente decidiu denunciar o caso a superiores hierárquicos. “Foi a peça do puzzle que faltava à investigação para avançar com uma operação a alegados abusos policiais cometidos sobre civis“, relatou uma fonte ao jornal.

[Renato Seabra matou Carlos Castro, isso ninguém contesta. A pergunta a que os jurados têm de responder é outra: o jovem modelo português pode ou não ser responsabilizado pelo crime? Sentiu raiva ou estava mentalmente perturbado? Ouça o sexto e último episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o Podcast Plus do Observador narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro episódio, aqui o quarto episódio e aqui o quinto episódio]