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O Presidente de Taiwan, Lai Ching-te, apelou este domingo aos Estados Unidos para manterem a venda de armas à ilha, defendendo que o apoio militar norte-americano é “essencial” para garantir a estabilidade regional face à crescente pressão da China para “esmagar” qualquer tentativa de independência do país.
Numa publicação no Facebook, Lai Ching-te afirmou que Pequim “nunca abandonou a intenção de anexar Taiwan pela força” e continua a “reforçar as capacidades militares para alterar o equilíbrio na região e no Estreito de Taiwan”.
“A venda de armas e a cooperação de segurança com os Estados Unidos não são apenas necessárias. São também elementos-chave para manter a paz e a estabilidade regionais”, escreveu, acrescentando: “Taiwan não provocará nem intensificará o conflito, mas não cederá à pressão para renunciar à soberania e dignidade nacionais nem ao seu modo de vida democrático e livre”.
A posição do líder taiwanês surge depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter admitido que está a adiar a aprovação de uma venda de armamento a Taipé, avaliada em 14 mil milhões de dólares (cerca de 12 mil milhões de euros), usando-a como “moeda de negociação” nas relações com Pequim.
As declarações de Trump foram feitas após uma cimeira de dois dias com o Presidente chinês, Xi Jinping, que terminou sem resultados concretos. A suspensão das vendas de armas norte-americanas a Taiwan é uma exigência antiga da China, que considera a ilha parte do seu território.
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Apesar disso, o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, garantiu que não existe qualquer alteração na política de Washington relativamente a Taiwan. “O Presidente [Trump] foi muito claro: não há qualquer mudança na política norte-americana sobre Taiwan”, afirmou à ABC News.
Lai Ching-te insiste que Taiwan já é “uma nação democrática, soberana e independente que não está subordinada à República Popular da China” e alertou para o impacto global de uma eventual invasão chinesa. Segundo o Presidente taiwanês, qualquer ação que comprometa a estabilidade no Estreito de Taiwan terá consequências na segurança do Indo-Pacífico, nas cadeias de abastecimento globais e na economia mundial.
Taiwan quer reforçar cooperação com Estados Unidos para uma dissuasão eficaz
Há mais de sete décadas que os Estados Unidos são um ator central no contexto das disputas entre Pequim e Taipé, sendo que Washington está legalmente comprometida a fornecer a Taiwan os meios necessários para a sua autodefesa e, embora não mantenha laços diplomáticos com a ilha, poderia defendê-la em caso de conflito com a China.