Acompanhe o nosso liveblog sobre as tensões internacionais

O Governo português voltou esta segunda-feira a condenar o aumento dos ataques israelitas no Líbano e apelou para que as negociações “possam levar ao respeito integral pelo cessar-fogo”.

“Portugal reitera a condenação da intensificação das operações israelitas no Líbano”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) num comunicado publicado nas redes sociais.

Na nota, salientou que o ministro Paulo Rangel já tinha defendido, em Beirute, ser “essencial pôr fim aos ataques e garantir o respeito pelo cessar-fogo”.

O MNE recordou também que o Governo português “tem condenado sistematicamente toda a atividade do [grupo xiita pró-iraniano] Hezbollah e elogia a coragem do atual Governo libanês para a enfrentar e lhe pôr termo”.

“Encoraja também que as negociações em curso possam continuar e levar a um respeito integral pelo cessar-fogo”, referiu ainda.

Portugal, acrescentou, “apoia as forças armadas libanesas e destaca a importância da missão da Finul, cuja segurança deve ser plenamente assegurada”, referindo-se à missão de paz das Nações Unidas no Líbano.

Nos últimos dias, as forças armadas israelitas lançaram uma invasão além da chamada “linha amarela” (semelhante à estabelecida na Faixa de Gaza) a cerca de 10 quilómetros da fronteira entre Israel e o Líbano, o que gerou novas críticas internacionais e aumentou a pressão diplomática sobre o que já levou a que vários países e organizações internacionais alertaram para o risco de uma maior desestabilização na região.

No domingo, as tropas israelitas tomaram a icónica fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano, motivando um pedido da França — um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU — a pedir uma reunião de emergência deste órgão, prevista para esta noite.

A reunião vai acontecer imediatamente após outro encontro de emergência solicitado pela Roménia, na sequência da queda, na sexta-feira, de um drone num edifício em Galati, agendado para as 15h00 (20h00 em Lisboa), avançou a agência de notícias France-Presse (AFP) citando fontes diplomáticas.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou esta segunda-feira um ataque contra os arredores de Beirute, alegando que o Hezbollah violou o cessar-fogo em vigor.

Os confrontos entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irão, continuam quase diariamente, apesar da trégua em vigor desde 17 de abril.

As hostilidades intensificaram-se no início de março, num contexto de crescentes tensões regionais ligadas ao conflito entre EUA e Israel e o Irão.