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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou esta segunda-feira um ataque contra os arredores da capital libanesa, alegando que o grupo xiita Hezbollah violou o cessar-fogo em vigor.

Um comunicado conjunto do primeiro-ministro de Israel e do ministro da Defesa, Israel Katz, indicou que os bombardeamentos contra o Hezbollah (“Partido de Deus”) nos subúrbios do sul da capital libanesa têm como finalidade fragilizar um bastião do grupo terrorista.

Durante várias semanas, os Estados Unidos pressionaram Israel para não atacar Beirute no âmbito das negociações em curso para um cessar-fogo, com o objetivo de travar os ataques do Hezbollah contra o norte de Israel.

Mais de 3.400 pessoas morreram no Líbano em consequência dos ataques israelitas desde 2 de março, quando Israel começou a atacar o Líbano em retaliação pelo lançamento de foguetes de artilharia contra o território de Israel.

Em Israel, os ataques do Hezbollah, no auge do conflito, provocaram a morte de dois civis, enquanto 26 soldados israelitas morreram no sul do Líbano.

A pedido da França, o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai realizar esta segunda-feira uma reunião de emergência. O Presidente francês Emmanuel Macron já afirmou que “nada justifica o grande agravamento da situação no sul do Líbano”.

A reunião do Conselho de Segurança da ONU vai decorrer enquanto os Estados Unidos ainda mantêm as negociações com o Irão para pôr fim de “forma duradoura” à guerra no Médio Oriente.

Teerão reiterou esta segunda-feira que um acordo com Washington está condicionado a um cessar-fogo no Líbano.