Na primeira metade do ano, o grupo Mercedes (Mercedes e Smart) comercializou 1.011.500 veículos, um valor interessante mas, ainda assim, menos 6% do que o registado nos primeiros seis meses de 2025. E as vendas ainda cresceram 2% no primeiro trimestre de 2026, com o segundo trimestre a ser o responsável pelos maus resultados comerciais, ao tropeçar 8%. Em 2026 e até agora, só a Mercedes vendeu 837.200 unidades, menos 7% do que nos primeiros seis meses do ano transacto, com o desempenho comercial a piorar ligeiramente na segunda metade do semestre, pois de Abril a Junho as transacções comerciais caíram 8%.
Face a estes resultados menos encorajadores, menos mal que os veículos eléctricos da marca conquistaram 97.100 novos clientes, o que significa um incremento de 28% face ao mesmo período de 2025. Mais importante do que isto, no segundo trimestre de 2026, o construtor alemão vendeu 52.900 unidades de modelos a bateria, o que se traduz num aumento de 51% face aos resultados anteriores.
Mercedes GLC
E nem só de automóveis eléctricos vive a Mercedes, uma vez que também os veículos comerciais a bateria, os tradicionais furgões em que a marca é particularmente forte, revelaram um melhor comportamento do que a gama em que o motor principal é a gasolina ou diesel, sejam eles mild hybrids, full hybrids ou híbridos plug-in. E, se juntarmos os furgões EV aos automóveis EV, então o total de unidades vendidas atingiu 113.300 de Janeiro a Junho, o que representa um aumento de 30% face a 2025.
Mercedes GLB
Segundo a marca, grande parte do desempenho positivo dos veículos a bateria é devido à aceitação pelos clientes de modelos como as versões eléctricas do CLA, GLB e GLC. Contudo, é bom ter presente que grande parte das perdas de vendas tem a ver com os mercados asiáticos, o que aqui é sinónimo de China, que é cada vez mais o “monstro” que ameaça os construtores europeus, com ênfase para os alemães. Apesar do esforço destes, junto da União Europeia, para evitar taxas penalizadoras e correspondentes àquelas que a China sempre usou para refrear os fabricantes europeus, norte-americanos, sul-coreanos e japoneses de entrar no mercado chinês.