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O novo líder do Hamas afirmou esta quarta-feira que a prioridade do movimento palestiniano é alcançar o fim total das operações militares de Israel na Faixa de Gaza e a retirada das tropas israelitas do enclave.
“A nossa prioridade principal e clara é o fim total da agressão, dos assassínios e do terrorismo da ocupação, bem como a concretização da retirada completa da Faixa de Gaza”, afirmou Khalil al-Hayya, numa mensagem em vídeo, no primeiro discurso dirigido à população palestiniana.
Antes de assumir a liderança do Hamas, Al-Hayya chefiava a delegação do movimento islamita palestiniano nas negociações com Israel e exercia, a partir do exterior, funções de direção da organização relativamente à Faixa de Gaza.
O dirigente islamita definiu como segunda prioridade garantir condições de vida dignas na Faixa de Gaza, face ao que classificou como projeto israelita de deslocação da população.
Como terceira prioridade, manifestou a intenção de construir um projeto palestiniano comum em conjunto com as restantes facções palestinianas.
“Esta fase não pode tolerar unilateralismo nem exclusão”, afirmou.
No entanto, a Fatah, movimento rival do Hamas e que lidera a Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), responsável pela administração de partes da Cisjordânia ocupada, excluiu o Hamas das eleições autárquicas e prepara-se para adotar a mesma posição nas eleições legislativas previstas para novembro.
Como quarta prioridade, Al-Hayya apontou o reforço das relações com os países árabes e islâmicos, agradecendo o apoio prestado à causa palestiniana pelo Iémen, Líbano, Iraque e Irão.
O novo líder do Hamas dirigiu também parte do discurso às Brigadas Al-Qassam, o braço armado do movimento.
“Alá escolheu-vos e confiou-vos uma grande missão, e estiveram e continuam a estar à altura dessa responsabilidade”, afirmou.
“Convosco enfrentamos os desafios e as dificuldades, pelo nosso povo, pela nossa causa, pela nossa pátria e por Jerusalém, porque este movimento pertence ao povo e existe para o povo”, acrescentou, sem fazer qualquer referência ao eventual desarmamento da organização.
Um dos principais obstáculos à passagem para a fase seguinte do cessar-fogo em Gaza, além dos ataques diários de Israel, é a recusa do Hamas em depor as armas enquanto Israel não se retirar da Faixa de Gaza.
De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, os ataques diários israelitas causaram mais de 1.180 mortos palestinianos desde a entrada em vigor da trégua na Faixa de Gaza, em outubro de 2025.
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