A Organização Regional de Braga do PCP criticou esta quinta-feira o anúncio do início do processo de criação da Área Metropolitana do Minho, considerando que foi feito de “cima para baixo”, sem discussão ou consulta prévia aos interessados e com falta de seriedade.

Em conferência de imprensa, em que marcaram presença os dirigentes Nour Ribeiro, Torcato Ribeiro e Sílvio Sousa, o partido considerou que a área metropolitana não passará de uma operação de cosmética e sublinhou que só a regionalização pode responder às necessidades de desenvolvimento da região.

O anúncio do início do processo de criação da Área Metropolitana do Minho foi feito, na terça-feira, pelos presidentes das câmaras de Braga e Guimarães, João Rodrigues e Ricardo Araújo, respetivamente, ambos do PSD.

“Num esforço de propaganda, disseram algumas generalidades, passando uma falsa ideia de defesa da região e das populações. Estes são presidentes de câmara que fazem eco na região das políticas do Governo PSD/CDS, ignorando os interesses das populações que dizem representar”, aponta o PCP.

Lembra que o partido apresentou recentemente uma proposta de criação das regiões administrativas e que o PSD votou contra.

Os comunistas acusam João Rodrigues e Ricardo Araújo de subalternizarem os demais municípios das comunidades intermunicipais do Cávado, do Ave e do Alto Minho, procurando “impor-lhes” as suas “posições (e do Governo)”.

“Falam em descentralização das decisões, mas começam o processo com conclusões já tiradas e que os restantes municípios terão de aceitar. Se é grave a forma como os presidentes de câmara de Braga e Guimarães tratam os seus pares, não é menos grave a forma como não envolvem os órgãos autárquicos dos seus municípios. Anunciam uma medida que apresentam como histórica sem qualquer discussão prévia em reuniões de câmara ou assembleia municipal”, critica o PCP.

Diz ainda que aqueles dois autarcas “estão longe de fazer tudo o que está ao seu alcance nas atuais CIM” e que agora pretendem avançar com “medidas de cosmética que não alteram nada em concreto”.

Assim, “exige que João Rodrigues e Ricardo Araújo deixem de atirar areia para os olhos das populações e cumpram as suas responsabilidades de resolver os problemas existentes, empenhando-se na concretização da regionalização e na defesa e valorização do poder local democrático”.