A presidente da IL defendeu esta terça-feira que o próximo Orçamento não deve prever aumentos de despesa e deve reduzir impostos e apelou ao Governo que apresente medidas que aliviem a “asfixia” resultante da subida do custo de vida.
Mariana Leitão falava aos jornalistas à margem da participação nos Fóruns do Futuro, evento organizado pelo gabinete de estudos da IL, depois de ser questionada sobre que exigências levará o partido para a reunião desta quarta-feira com o Governo sobre o Orçamento do Estado para 2027.
“Em relação ao Orçamento do Estado temos sido bastante perentórios, não só agora, mas nos últimos anos, há duas coisas que para nós são essenciais: por um lado, que não se aumente a despesa, que tem sido galopante nos últimos anos, e, por outro, que obviamente haja uma redução de impostos significativa, nomeadamente nos impostos do trabalho”, começou por responder.
Sobre as palavras do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que pediu que se evitem “aventuras”, a presidente dos liberais afirmou que o país “não está num tempo de aventuras há algum tempo”, mas que o próprio Governo não está a cumprir o que pede à oposição.
“Parece-me que eles próprios [o Governo] entraram em grandes aventuras, nomeadamente com o aumento de despesa, que, assim, continua a aumentar sucessivamente, sem que depois se veja qualquer melhoria nos serviços públicos”, criticou.
Mariana Leitão defendeu ainda que, com a subida do custo de vida, “compete também ao Governo garantir que alivia as pessoas para que elas não vivam nesta asfixia”.
“Temos uma situação internacional que não controlamos, […] mas há uma coisa que depende inteiramente de nós, que é como é que nós nos preparamos para reagir a estas situações quando elas acontecem e que resposta é que damos quando elas acontecem. E aí parece-me, manifestamente, que este Governo tem ficado aquém daquilo que é a necessidade das pessoas”, sublinhou.
A líder dos liberais adiantou também que o partido vai insistir, na discussão orçamental, na criação de contas poupança isentas de impostos. A IL já tinha proposto a criação de um regime para este tipo de contas com isenção de impostos até 20 mil euros por ano.