O ministro dos Negócios Estrangeiros russo irá viajar até aos Estados Unidos para participar na próxima cimeira do G20 que decorre durante a próxima sexta-feira e sábado, anunciou esta quarta-feira o Governo russo.

Serguei Lavrov “liderará a nossa delegação na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G20” prevista em Atlanta, no estado norte-americano da Geórgia, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova.

A porta-voz recordou que a reunião terá lugar sob a presidência dos Estados Unidos nos dias 30 e 31 de outubro.

Zakharova denunciou o atraso de Washington na emissão dos vistos à delegação russa, mas assinalou que os problemas “foram resolvidos à última hora”.

“Ficou a impressão, sobretudo, claro, no que diz respeito à embaixada dos Estados Unidos em Moscovo, que emitiu vistos norte-americanos aos delegados russos, de que nem todos em Washington estavam satisfeitos com a visita prevista da delegação russa“, comentou.

Moscovo “espera que a reunião inclua um debate exaustivo sobre um vasto leque de desafios geopolíticos, incluindo os conflitos e as tendências de confronto que minam os alicerces da economia global”, descreveu Zakharova.

Já o lado norte-americano prevê que o encontro sirva para “abordar as crises geopolíticas que contribuem para as perturbações económicas mundiais“, numa referência às guerras na Ucrânia e no Irão.

Esta cimeira ao nível dos chefes de diplomacia servirá para lançar as bases para a cimeira de líderes de dezembro, também acolhida pelos Estados Unidos e que irá decorrer no clube de golfe do Presidente norte-americano, Donald Trump, nos arredores de Miami.

Embora tenha sido convidado para o encontro, o Presidente russo, Vladimir Putin, ainda não confirmou a sua presença na cimeira.

A última participação presencial do chefe de Estado russo numa cimeira do G20 foi no Japão, em 2019.

Trump, Putin e o homólogo chinês, Xi Jinping, estão a preparar uma reunião trilateral em novembro, na China, na qual abordarão os problemas mundiais, a desnuclearização e conflitos como os do Irão e da Ucrânia.