O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse esta quinta-feira que Portugal não vai desistir de defender a liberdade de navegação, nomeadamente no estreito de Ormuz, sublinhando que está em causa a segurança alimentar do mundo.

“Não é apenas a liberdade de navegação que está em causa, mas também a segurança alimentar de todo o mundo e, em particular, dos países africanos”, afirmou, durante o seu discurso nas Conferências do Estoril 2026, que decorrem até sexta-feira em Carcavelos, Cascais.

O ministro alertou para a necessidade de “lutar pelo direito internacional e pelo direito do mar” numa altura em que os conflitos armados atuais colocam em risco o comércio marítimo internacional.

Em causa estão pontos críticos como o Mar Negro, onde a guerra na Ucrânia afeta os navios cargueiros que transportam cereais para todo o mundo, o Mar Vermelho, o Canal do Suez e o estreito de Bab-el-Mandeb, onde ataques frequentes têm bloqueado a passagem mais rápida entre a Ásia e a Europa, forçando os navios a desviar as suas rotas, bem como o estreito de Ormuz, por onde costumava passar 20% do petróleo consumido e que está fechado desde o início da guerra no Irão.

Para o ministro, a defesa do direito internacional tem de passar pelas Nações Unidas, mas é preciso também apostar mais nas relações bilaterais.

“As nossas relações bilaterais com os diferentes países do mundo estão a tornar-se cada vez mais importantes”, adiantou, considerando que é a forma de “encarar os grandes desafios que temos de enfrentar”.

Embora Portugal mantenha a integração europeia e a relação transatlântica como os seus principais objetivos, as relações com os países do Pacífico, por exemplo, são “uma parte importante da política externa” nacional, disse Rangel.

“Temos laços históricos de longa data com a China”, lembrou o ministro dos Negócios Estrangeiros, adiantando que foi aberta este ano a primeira embaixada no Vietname, estando também prevista a abertura de uma embaixada na Malásia em 2028.

As Conferências de Estoril 2026, que assinalam este ano a sua décima edição, focam-se no tema “Reignite Democracy” (Reacender a Democracia) numa altura de conflitos globais, desinformação e crescente polarização.

Durante os dois dias em que decorre, o evento vai contar com a presença de várias figuras internacionais como a ativista política e líder da oposição russa Yulia Navalnaya, o ex-primeiro-ministro de Itália Enrico Letta, a antiga primeira-ministra da Nova Zelândia Jacinda Ardern, o vice-primeiro-ministro da Ucrânia para a Integração Europeia e Euro-Atlântica, Vsevolod Chentsov, e a Nobel da Paz (2003) Shirin Ebadi.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]