O passado ajuda a compreender o presente e a perspetivar os próximos tempos. Com duas décadas de história, é para o futuro que a Fundação EDP quer olhar. Acabada de celebrar o seu vigésimo aniversário, a instituição organiza cinco conversas sob o mote O Futuro Conta a Nossa História para debater temas como a energia, a comunidade ou a beleza no presente e no futuro das sociedades.

A Fundação EDP é uma das maiores fundações corporativas em Portugal. Foi criada em Dezembro de 2004 pela EDP para levar mais longe a responsabilidade social da empresa de energia e definiu desde logo como objetivos contribuir para a qualidade de vida das comunidades onde atua, através de iniciativas sociais, culturais e em torno da ciência. O ciclo de conversas O Futuro Conta a Nossa História, nos espaços da Fundação EDP, em Lisboa, quer ser um espelho desta missão.

Será possível definir o que é Belo? A arte faz parte da nossa vida e está presente nas mais variadas coisas. Mas será que ainda faz sentido, nos dias que correm, falar-se de beleza na arte? O que fará de uma obra de arte uma coisa bela?

Para responder a estas e outras questões, no dia 18 de fevereiro teve lugar, no MAAT, em Lisboa, a 5ª e última conversa do ciclo de conversas que celebram os 20 anos da Fundação EDP. Trazendo para o centro do debate o tema da Beleza, a conversa contou com a moderação Joana Stichini, host do Observador, e com a presença de João Pinharanda, Diretor do MAAT; Sara Bichão, Artista Plástica; e Pedro Cabrita Reis, Artista Plástico. Oiça toda a conversa.

Fará sentido falar-se de beleza na arte?

A quarta conversa do ciclo “O Futuro Conta a Nossa História”, promovida pela Fundação EDP no âmbito do seu 20º aniversário, teve o mote “O Pensamento Conta a História” e aconteceu no dia 2 de dezembro. Fizeram parte da conversa José Manuel dos Santos, Administrador da Fundação EDP e Diretor da revista ELECTRA; António Guerreiro, Ensaísta e Jornalista, e Graça Castanheira, realizadora de cinema e colunista na imprensa.

Sob a moderação de Carla Jorge de Carvalho, Host do Observador, o pensamento contemporâneo esteve no centro do debate e serão discutidos temas como o espaço para pensar no mundo atual, de que forma a arte e o pensamento coabitam numa sociedade de consumo de massas, bem como o papel do pensamento numa revista como a ELECTRA. Pensamento, comentário e opinião, como podemos segmentá-los? Haverá um esgotamento do pensamento crítico? O que podemos esperar do futuro? Onde fica a arte no meio de tudo isto?

A terceira conversa do ciclo “O Futuro Conta a Nossa História” teve lugar no dia 7 de outubro no MAAT Central, em Lisboa. Paulo Ferreira, host da rádio Observador, é moderador desta talk, cujo tema foi a energia, refletindo sobre tópicos como:

  • De que forma a eletrificação e o acesso à energia moldaram o desenvolvimento económico, social e cultural de Portugal nas últimas décadas;
  • Como podemos garantir que ninguém, mesmo as comunidades mais vulneráveis, fica para trás no processo de transição energética;
  • Qual o papel que a inovação e a ciência têm para alavancar e transformar o sistema energético;
  • Como é que Portugal se posiciona internacionalmente para o cumprimento das metas climáticas globais;
  • O que podemos fazer para assumir uma maior autonomia energética, dada a crescente weaponização da energia;
  • E qual o papel da Fundação EDP enquanto catalisadora de impacto social e positivo no que à transformação energética diz respeito.

Para debater estes temas, marcaram presença António Coutinho, CEO EDP Inovação; Júlia Seixas, Professora da Universidade NOVA de Lisboa; e Assunção Cristas, Professora da Nova School of Law e Partner da VdA.

No dia 29 de julho a Comunidade assumiu um papel central em mais um debate do ciclo de conversas “O Futuro Conta a Nossa História”, uma iniciativa em parceria com a Fundação EDP. No MAAT Central, lugar emblemático em Lisboa, o diálogo foi moderado pela host do Observador, Carla Jorge de Carvalho, e contou com a presença de Filipe Santos, Dean da CATÓLICA-LISBOA e Presidente do Conselho de Curadores da Fundação EDP, Filipa Pinto Coelho, Presidente da VilacomVida e CEO da Joyeux Portugal, e Filipe Almeida, Presidente da Portugal Inovação Social.

Que papel pode ter a comunidade neste futuro? Que história poderá contar sobre nós? Nesta segunda conversa, o futuro foi, sem dúvida, visto de uma forma coletiva e é com a ajuda de todos que poderemos discuti-lo.

A estreia foi no dia 8 de julho, com uma conversa no MAAT Central, sobre o papel das fundações nas sociedades contemporâneas. O painel contou com Vera Pinto Pereira, Membro do Conselho de Administração Executivo da EDP e Presidente da Fundação EDP; António Gomes de Pinho, Presidente da Fundação Arpad-Szenes Vieira da Silva e membro do Conselho de Curadores da Fundação EDP; e Isabel Capeloa Gil, Reitora da Universidade Católica Portuguesa. A moderação ficou a cargo de José Manuel Fernandes, do Observador.

As conversas têm lugar até ao final do ano, e tocarão nos restantes temas que refletem a atividade da Fundação EDP: a comunidade, a energia, a beleza e o pensamento. Estes últimos temas, que se ligam intimamente à cultura, talvez sejam aqueles pelos quais a Fundação é mais reconhecida.

Arte contemporânea para todos

Além da relevante coleção de arte e dos dois prémios que atribui — o Prémio Novos Artistas Fundação EDP e o Grande Prémio Fundação EDP Arte — a Fundação EDP criou, em 2016, o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia. A força da sua arquitetura tornou este edifício num ícone na frente ribeirinha de Belém Tejo e, a par da centenária Central Tejo, hoje MAAT Central, já acolheu, desde a sua abertura, mais de 115 exposições e recebeu mais de 2,3 milhões de visitantes.

Mas não é só nos espaços da Fundação EDP que o público pode usufruir das suas iniciativas. Ao longo dos anos a Fundação EDP apostou em maximizar o impacto da sua ação através de parcerias com diversas instituições, como Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação de Serralves e a Orquestra Sinfónica Juvenil e dezenas de entidades do terceiro sector.

Pensamento que chega mais longe

Desde 2018 que a revista Electra é mais uma forma de chegar a mais públicos a nível nacional e internacional. Uma revista dedicada à crítica, pesquisa, ensaio e reflexão cultural, social e política.

Outra das áreas em que a Fundação EDP aposta é na proteção, investigação e valorização do património energético nacional. No edifício da Central Tejo, classificada como Imóvel de Interessa Público, conflui a memória tecnológica e as energias do futuro e há um grande foco da divulgação destes conhecimentos junto das escolas. A abertura ao público deste edifício tão importante para a história tecnológica portuguesa é um marco no trabalho da Fundação EDP.

A energia da inovação social

Menos visível mediaticamente do que a ligação à cultura é a intervenção da Fundação EDP na área social. No entanto, está presente desde a criação desta instituição privada. O programa EDP Energia Solidária é umas das principais linhas de financiamento social privado em Portugal e já apoiou cerca de 430 projetos de promoção de qualidade de vida de pessoas socialmente desfavorecidas e de integração de comunidades em risco de exclusão. Nos últimos 20 anos, teve um investimento de 19 milhões de euros e, em 2023, este programa passou a estar orientado para projetos sociais que promovam a transição energética justa.

A este programa ligam-se outros de promoção de literacia e eficiência energética que se destinam ao terceiro setor e a famílias em contexto de vulnerabilidade socioeconómica. A Fundação EDP promove a divulgação de temas da sustentabilidade nas escolas, promovendo junto dos alunos valores, atitudes e conhecimentos no âmbito das energias renováveis, direitos humanos e consciencialização para a importância dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Estes pilares sociais, culturais e científicos motivam a Fundação EDP há 20 anos e prometem-se bem patentes no ciclo de conversas que celebra estas duas décadas.