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Em 2024, foram registados 127.350 casos de sarampo na região da Europa, segundo os mais recentes dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). É o dobro de 2023 e o valor total mais elevado nesta região, que engloba 53 países na Europa e Ásia Central, desde 1997. O Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sua sigla em inglês) dá conta de 32.265 pessoas diagnosticadas com sarampo só na União Europeia (UE). Quase 90% destes casos correspondem a pessoas que não tinham sido vacinadas em criança, o que suscitou a preocupação da OMS. Quanto a Portugal, com um número extremamente reduzido de casos de sarampo e uma grande adesão às campanhas de vacinação, os especialistas ouvidos pelo Observador estão mais tranquilos.
“O sarampo está de volta, e é uma chamada de atenção. Sem taxas de vacinação elevadas, não há segurança sanitária“, avisou o diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, Hans Kluge. O responsável nota que um terço de todos os casos registados em 2024 foram em território europeu e que, só em 2023, mais de meio milhão de crianças não receberam a primeira dose da vacina — apesar de todos os Estados da União Europeia incluírem as duas doses no seu plano nacional de vacinação. “O vírus do sarampo nunca descansa — e nós também não podemos“, avisa.
Em Portugal, o plano nacional de vacinação (PNV) prevê a administração de duas doses da VASPR (vacina anti-sarampo, papeira e rubéola), aos 12 meses e aos cinco anos, respetivamente.
Na região da Europa, mais de 40% dos 127.350 casos registados no último ano foram identificados em crianças com menos de cinco anos, com mais de metade a precisar de internamento, informa a Unicef. A taxa de mortalidade não é alta, registando-se apenas 38 mortes em 2024, mas os especialistas alertam para complicações da doença após o contágio, principalmente do foro neurológico.
Juntamente com problemas de desidratação, febres, diarreias e uma série de outras condições, em casos mais graves o vírus pode até originar debilitações a longo prazo, como a cegueira, podendo ainda danificar permanentemente o sistema imunitário, “apagando” o mecanismo de combate contra infeções e deixando o hospedeiro vulnerável para os efeitos de outras doenças. Entre pneumonias e, em casos mais extremos, encefalites, o risco de uma complicação se traduzir numa alteração drástica do estado de saúde da pessoa — incluindo a morte — não é reduzida. “Há doenças em que a contagiosidade não é tão grande e, portanto, passam mais despercebidas, mesmo quando não há cobertura vacinal. O sarampo não perdoa”, reforça o epidemiologista Manuel Carmo Gomes.
O sarampo é um dos vírus mais contagiosos porque se transmite por aerossóis, ou seja, as pessoas espirram, tossem e falam, e as partículas — de dimensões extremamente reduzidas — ficam em suspensão no ar. Qualquer pessoa não imunizada acaba, quase garantidamente, por contrair o vírus quando em contacto com alguém já infetado. Quando se fizer o rastreio e perceber que alguém está infetado, pode já ser tarde demais. “A pessoa adquire capacidade de infetar antes de ter aqueles sintomas que a obrigam a isolar-se”, explica o especialista, indicando que o contágio pode acontecer desde quatro dias antes e até quatro dias depois do início da demonstração de sintomas.
“A percentagem de pessoas que fica sem sintomas ou assintomática é muito pequena”, salienta Manuel Carmo Gomes. No início da infeção, os sintomas são os mais comuns: febre, mal-estar geral, tosse e corrimento nasal — os mesmos sintomas associados à mais comum infeção viral. Em algumas situações, podem até surgir pontos brancos no interior da bochecha, mas é garantida a erupção cutânea, primeiro na cara, e que depois se espalha para o resto do corpo. Estas “manchas” vermelhas fazem-se acompanhar por uma febre alta e um estado de extremo cansaço físico e psíquico, de acordo com a informação disponível no portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Não existe um tratamento único para o sarampo. É feito um “tratamento sintomático”, ou seja, a pessoa é medicada de acordo com os seus sintomas e complicações. Nos casos em que a doença evolui para uma pneumonia, “a complicação mais temível e mais frequente” de acordo com os especialistas, pode implicar a necessidade de cuidados intensivos, de oxigénio, ventilação mecânica e antibióticos. No entanto, Maria João Rocha Brito, infecciologista pediátrica na CUF, nota que este tratamento “pode não ser suficiente”, e que a causa de morte associada ao sarampo está habitualmente ligada à pneumonia.
Assim, uma vez que é um vírus com elevado grau de transmissibilidade, que passa de pessoa para pessoa mesmo antes de os infetados saberem que o estão, “é só uma questão de tempo até se ter um surto” numa área geográfica onde a taxa de vacinação não corresponda à grande maioria da população. Estes são os casos que se têm vindo a verificar em vários países na Europa e em certas comunidades nos Estados Unidos da América e no Canadá.
Os especialistas europeus alertam que a atividade do sarampo é mais elevada no inverno e na primavera, notando que, com o aproximar da Páscoa, e o aumento iminente de viagens internacionais, apelam aos governos que tomem “ações urgentes para evitar um número semelhante de infeções em 2025”.
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O que se passa na Europa e na América?
A atenção mediática para o sarampo surgiu na sequência do mais recente comunicado do ECDC, que indicava o “aumento acentuado” de casos em países da UE ou do Espaço Económico Europeu (EEE). Se em 2023 o número de casos foi já sinalizado como sendo um aumento depois de um “período de atividade invulgarmente baixa” durante a pandemia de Covid-19, então os casos registados neste último ano fizeram soar todos os alarmes.
Centro europeu alerta que vírus do sarampo está a circular em vários países
Passamos de 3.973 casos em 2023, para 32.265 em 2024. Entre o primeiro dia de fevereiro de 2024 até ao fim de janeiro de 2025, a grande maioria destes casos foi identificada na Roménia, que apresentou 27.568 infetados — dos quais 18 acabaram mesmo por morrer. Este é um dos casos mais dramáticos da Europa onde a taxa de vacinação diminuiu drasticamente ao longo da última década, passando de 92% para 78% — significativamente abaixo dos 95% necessários para atingir a imunidade de grupo.
Fora da UE, o mesmo fenómeno verifica-se também na Bósnia e Herzegovina e na Macedónia do Norte, onde menos de 80% das crianças são vacinadas contra o sarampo e, no Montenegro, a percentagem nem chega a atingir os 50%. Apesar de taxas mais elevadas de vacinação, também Itália (1.097), Alemanha (637), Bélgica (551) e Áustria (542) foram sinalizadas pelo aumento considerável de casos em 2024. Numa escala global, foram mais de 350 mil casos, e a ECDC diz que a transmissão do vírus “atravessa fronteiras e continentes regularmente”, pelo que os surtos surgem quando o sarampo encontra comunidades de pessoas não vacinadas, nomeadamente crianças.
Também no Reino Unido, onde o padrão tem sido o decréscimo da taxa de vacinação, o número de casos para 2024 ficou muito perto dos 3.000 (2.911). As autoridades britânicas dão nota de uma morte resultante do vírus, e que a grande maioria dos casos foi registado na região da capital. Tal como nos restantes países, o mais comum é afetar as crianças de idades inferiores a 10 anos, que representam cerca de 60% dos infetados.
Nos Estados Unidos da América, embora com menos casos totais, a evolução do número de infetados tem acontecido de uma forma bastante acelerada. No final do mês de janeiro, foram registados os primeiros dois casos no condado de Gaines, no estado do Texas. No levantamento feito a 11 de março, esse número já ultrapassou as 220 pessoas, já em comunidades vizinhas, com 29 hospitalizações e a morte de uma criança não vacinada — a primeira no país em mais de uma década, segundo o New York Times. Com vários casos isolados espalhados pelo país, as autoridades de saúde revelam que se trata sempre de pessoas não vacinadas, ou com apenas uma dose da vacina.
Pela primeira vez numa década, morreu uma criança com sarampo nos EUA. Não estava vacinada
Foram identificados quase 200 casos de sarampo no estado do Ontário, no Canadá, desde o final de fevereiro. O serviço de saúde pública estadual informa que 31 pessoas foram já hospitalizadas e a tendência mantém-se — 30 não eram vacinadas, e o estado de imunização de uma pessoa não é conhecida. É um aumento “acentuado” e “massivo” segundo a agência, atribuindo a expansão do surto à transmissão entre crianças e adolescentes não imunizados. Em 2002, o vírus foi eliminado na América do Norte. Duas décadas depois, o sarampo reaparece em grande escala nos dois maiores países do continente.
Vacina contra o sarampo provoca autismo? O ceticismo e a emergência de surtos localizados
Em 1998, foi publicado um estudo do médico britânico Andrew Wakefield na revista Lancet — uma das mais reputadas na comunidade científica e médica — que sugeria uma possível ligação entre a vacina contra o sarampo e o autismo. Neste estudo, Wakefield e o seu grupo de investigadores disseram ter investigado uma amostra de 12 crianças com “enterocolite crónica e uma perturbação regressiva do desenvolvimento”. Desta forma, associaram a perda de competências adquiridas, nomeadamente linguísticas, com a vacina, concluindo que estes “fatores ambientais” estão relacionados com o aparecimento tanto da doença gastrointestinal como da regressão do desenvolvimento cognitivo.
Este estudo recebeu uma grande atenção do público especialmente no Reino Unido, onde a taxa de vacinação desceu para os 80% nas crianças com menos de dois anos. Consequentemente, o número de casos de sarampo subiu de 56 em 1998 para 92 em 1999. Nos tempos que se seguiram, surgiu também um movimento de indignação vindo de pais de crianças com autismo, que procuravam uma justificação para a condição de saúde dos filhos, e que a encontraram responsabilizando a VASPR. Entre os casos mais populares, Tony Blair, o então primeiro-ministro britânico, demonstrou reticência em revelar se o seu filho havia sido vacinado, disseminando ainda mais a incerteza e o ceticismo relacionado com esta vacina.
Wakefield defendia a administração de vacinas individuais ao invés de uma única para o sarampo, papeira e rubéola. “Se dão às pessoas três vírus ao mesmo tempo, então aumenta-se o risco de acontecer um episódio adverso, particularmente quando um desses vírus influencia o sistema imunitário como o sarampo”, dizia. À medida que o médico britânico começou a aparecer cada vez mais na televisão e imprensa, o movimento anti-vacinação começou a crescer à escala global.
Anos mais tarde, em 2004, um jornalista do The Sunday Times acusou Andrew Wakefield de conflito de interesses no estudo realizado seis anos antes. De acordo com a investigação de Brian Deer, alguns dos pais das 12 crianças que participaram nesta experiência inicial foram recrutados através de um advogado que estava a preparar uma ação judicial contra os produtores da vacina contra o sarampo — tendo recebido mais de 400 mil euros ao longo do processo. Com esta investigação, Wakefield foi acusado formalmente de “conduta profissional imprópria” e “desonestidade”.
O estudo acabou por ser desmentido pela comunidade científica internacional e retirado da revista mas o dano já tinha sido feito. Muitas pessoas permanecem céticas até aos dias de hoje, não só acerca da vacina contra o sarampo, mas quanto a muitas outras. Uma dessas pessoas é Robert F. Kennedy Jr, o atual Secretário da Saúde dos EUA na nova administração de Donald Trump. “[A vacina] Causa mortes todos os anos. Causa todas as complicações que o próprio sarampo é responsável por causar”, afirmou o responsável pela saúde norte-americana.
A sua posição sobre a vacinação está mais atenuada desde que entrou na administração do país, mas continua a defender “tratamentos alternativos para o sarampo” como o óleo de fígado de bacalhau e a vitamina A. Robert F. Kennedy Jr. acredita ainda que existem outros fatores, como o estilo de vida e a alimentação, que podem determinar a gravidade do vírus na população — diz que é “quase impossível” um indivíduo saudável morrer por causa do sarampo.
De acordo com dados citados pela ABC, uma em cada cinco pessoas infetadas e não vacinadas acabam por ser hospitalizadas e uma em cada 20 crianças contrai uma pneumonia por efeito do sarampo. É a causa de morte mais comum nesta população com menos de cinco anos. Kennedy é um grande apologista do que descreve como “imunidade natural”, adquirida através de um estilo de vida saudável, aplicando os mesmos critérios para o cancro e doenças cardiovasculares.
Além das personalidades influentes no espaço mediático, também existem várias comunidades que invocam motivos religiosos para não aderirem às campanhas de vacinação. Por “terem fé na proteção divina“, vários grupos religiosos recusam-se a tomar qualquer tipo de vacinas e a frequentar os serviços de saúde tradicional, recorrendo, habitualmente, a métodos alternativos. No estado do Texas, onde se verifica o maior número de casos no país, as crianças são obrigadas a receber certas vacinas, incluindo a do sarampo, mas os pais podem recorrer a “dispensas” por “motivos de consciência” como a crença religiosa. Gaines, o grande foco de sarampo atualmente nos EUA, foi um dos condados com maior taxa de “dispensas” vacinais no estado.
Tanto os especialistas portugueses contactados pelo Observador como os internacionais nas agências mundiais reforçam que a vacinação é a chave para conter e erradicar o vírus do sarampo. “A partir do momento em que a gente não atinge aquele patamar mínimo da cobertura vacinal [95%], isso quer dizer que há um acumulado de pessoas que não têm proteção. E quando esse acumulado ultrapassa uma certa densidade ou um certo número absoluto, temos um surto de sarampo”, explica Manuel Carmo Gomes.
“Não há razão para que as crianças não se protejam“, defende o epidemiologista, reforçando que a amostra de pessoas vacinadas já é suficientemente alta para demonstrar que as “falsas acusações” sobre efeitos secundários da vacina já foram “desacreditados”. “A vacina é extremamente segura“, frisa. Para o vírus se espalhar numa determinada comunidade e provocar um surto, basta que 10% ou 15% das pessoas não estejam vacinadas, avisam os especialistas. Nos casos destacados tanto na Europa como nos EUA, é este mesmo fenómeno que se verifica, notando-se também uma maior adesão às “campanhas de difamação da vacina”.
Há risco de um surto em Portugal?
“Uma pessoa infetada com sarampo em Portugal tem muita dificuldade em encontrar uma pessoa que seja vulnerável a ser infetada pelo sarampo. Porquê? Porque estamos todos vacinados”, afirma o epidemiologista Manuel Carmo Gomes ao Observador. Atingida a marca dos 95% de taxa de vacinação da população, a transmissão do vírus está essencialmente eliminada em Portugal. Existem casos esporádicos devido a importações vindas de países onde existem surtos, mas as cadeias de transmissão não se sustentam.
A 11 de março, foi confirmado um caso de sarampo em Lisboa, o de uma criança de 11 meses que foi internada no Hospital Santa Maria e que, segundo o Observador apurou junto de fonte oficial, já teve alta hospitalar. Desde então, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou em comunicado a que o Observador teve acesso que foram diagnosticados um total de três casos em Portugal desde janeiro deste ano, todos importados do estrangeiro (um caso de um “país europeu” e outros dois de “fora da Europa”), e que nenhum dos doentes é vacinado. O Observador conseguiu apurar que além da criança de 11 meses — que ainda não pode ser vacinada —, a sua mãe também esteve infetada com o vírus, mas não necessitou de internamento. O terceiro caso foi confirmado numa pessoa adulta, no Centro do País.
A diretora do serviço de urgências pediátricas do Hospital da Luz, em Lisboa, Joana Rios, adverte para o número de casos importados do estrangeiro, vindos de países que não têm a taxa de vacinação portuguesa e, por consequência, podem acabar por infetar as crianças de idade inferior aos 12 meses — antes da primeira dose. “Existe sempre a possibilidade de existirem surtos associados a casos importados”, admite ao Observador o médico de saúde pública da ULS Santo António, Gustavo Tato Borges, que apesar disso não acredita que por exemplo “a imigração traga um risco extraordinário” para a ocorrência de surtos de sarampo em território nacional.
A partir do momento em que crianças imigrantes são apresentadas ao SNS, acrescenta, é sempre efetuada uma avaliação do seu estado vacinal e, se for necessário, é lhes proposta a vacinação em falta, de acordo com o PNV. O especialista nota que esta população é incluída nos relatórios de vacinação da DGS, pelo que o estatuto atingido de eliminação do vírus, tendo uma taxa de vacinação superior a 95%, tem em conta também a população imigrante.
O último caso fatal registado em território nacional foi em 2017, quando uma jovem de 17 anos, internada no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, morreu “na sequência de uma situação clínica infecciosa com pneumonia bilateral”, resultante da infeção de sarampo. O hospital, na época, revelou que a adolescente “não estava protegida do ponto de vista imunitário”, depois de ter contraído o vírus no Hospital de Cascais, através do contacto com uma bebé de 13 meses — também não vacinada. A jovem de 17 anos não recebeu a segunda dose de imunização por ter tido uma reação adversa à primeira toma.
A grande campanha de vacinação em Portugal começou no final do século passado, apesar de a vacina contra o sarampo ter entrado no plano nacional (PNV) em 1974. Com uma epidemia em 1987-89 em que se registaram cerca de 12 mil casos e 30 mortes, as autoridades perceberam que seria necessário introduzir uma segunda dose da vacina no PNV, em 1990, de modo a “ultrapassar as falências vacinais primárias” que, de acordo com a DGS, representavam cerca de 5% da população vacinada.
Para evitar um novo surto, e devido a uma meta definida pela OMS em 1998 para a erradicação do vírus na Europa no espaço de nove anos, foi implementada uma estratégia complementar de vacinação, através da qual cerca de 400.000 portugueses foram vacinados. Com este incentivo e o cumprimento do PNV, em 2006, Portugal atingiu a marca dos 95% de taxa de vacinação e conseguiu a imunidade de grupo. O atual plano nacional de vacinação prevê a administração da primeira dose da vacina aos 12 meses e a segunda aos cinco anos de idade. Para os adultos que não foram vacinados em criança, sendo já imunizados ou não, os especialistas recomendam uma vacinação única.
Se em 2022, até aos sete anos de idade, a taxa de vacinação ultrapassava os 95%, nos adultos a história é um pouco diferente. Mesmo tendo apenas 80% vacinados, o caso dos adultos não é grave, uma vez que os nascidos antes de 1970, que representam uma percentagem considerável dos casos, são considerados como imunizados, assumindo-se que a grande maioria deverá ter tido a doença no passado. Os que nasceram depois, à partida, foram vacinados de acordo com o PNV.
Em 2024, houve um total de 231 casos suspeitos notificados à DGS, dos quais apenas 35 foram confirmados — cinco pessoas foram internadas, nenhuma morreu. De todos os países europeus, apenas quatro têm, atualmente, imunidade de grupo: Portugal, Hungria, Malta e Eslováquia. Já os EUA são um caso de um país que atingiu essa imunidade no passado, e que lida atualmente com um aumento acentuado de casos.