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O restaurante Gruta abriu as portas na Rua de Santa Catarina, no Porto
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O restaurante Gruta abriu as portas na Rua de Santa Catarina, no Porto

© Divulgação

O restaurante Gruta abriu as portas na Rua de Santa Catarina, no Porto

© Divulgação

Comida do mundo, produtos sazonais e receitas reinventadas: 26 novos restaurantes para conhecer em Lisboa e no Porto

Espaços multifunções, projetos familiares e menus criativos. Nos últimos meses, Lisboa e Porto receberam uma fornada de novos restaurantes, onde comer, beber e até dançar.

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Lisboa

Gambar

Em meados de outubro, o restaurante Gambar abria as portas na zona do Cais do Sodré para dar a conhecer pratos dominados apenas por duas proteínas: gambas e polvo. O projeto de Dimas Cavallo e Tiago Drummond é um três em um: além de restaurante, transforma-se em bar assim que o relógio decreta o fecho da cozinha, e é sempre uma espécie de galeria (de momento tem expostos os murais do artista Pedro Versteeg). As gambas e o polvo exercem aqui um efeito diferenciador e chegam ao prato na forma de receitas clássicas reinterpretadas a mando de Dimas, cujas influências das muitas viagens que fez a título pessoal e profissional são notórias, sendo que a maior parte dos pratos goza ainda do calor do grelhador a carvão. Que não haja dúvidas, o chef executivo quer que este seja uma referência em Lisboa no que às gambas diz respeito.

© gambarlisboa/Instagram

Rua do corpo santo 20. Tel.: 968 510 297. Terça e quarta, das 19h às 00h; quinta, sexta e sabádo, das 19h às 02h (cozinha encerra por volta das 23h30)

XXL

Políticos, artistas, membros da alta finança e do jet set nacional sentaram-se às suas mesas nos anos 90, empurrando a fama do restaurante até aos dias de hoje. O legado do projeto gastronómico fundado em 1994 é evidente na troca de pastas e de nome: de Vasco Gallego para Olivier da Costa, de XL para XXL. Continua a morada dos últimos 27 anos, em São Bento e frente à Assembleia da República, e na carta ficam os soufflés e os bifes que ajudaram a contar a história de uma geração, mas não sem o twist de quem agora assume a gerência — o bistrô faz-se de sabores tradicionais e outros originais (destaque para o croquete de rabo de boi, o bife XXL e o bitoque de lagosta). Olivier da Costa, com 25 anos de carreira, soma agora 19 restaurantes em quatro países e três continentes. Caso a fome tenha dado de si, pode consultar a carta aqui.

SALVADOR COLACO

Calçada da Estrela 57, Lisboa. Tel.: 911 807 513. Todos os dias, das 19h30 às 01h

Contra

Abriu em setembro de 2021 com um conceito gastronómico propositadamente difícil de definir, com a gerência a garantir que o Contra “não pertence a uma só nação” e é antes uma “viagem por vários mundos”. Instalado no local antes ocupado pelo Irish & Co., ambiciona dar o seu contributo para revitalização das Docas. À entrada está a escultura que durante anos foi símbolo do LX Factory — mudou de morada, mas não de vista, com o Cristo Rei a permanecer ao fundo do cenário. De seleção musical e menu ecléticos (tártaros, polvo grelhado, picanha ou croquetes de cachaço são exemplos da variedade), o Contra quer ser mais do que um restaurante-bar, e pretende ser mostruário de bandas emergentes e de artes várias.

Restaurante Contra

© Divulgação

Docas de Santo Amaro, Lisboa. Tel.: 211 64 1637 (hello@contralisboa.pt). Quarta e quinta, das 12h às 02h; sextas e sábados, das 12h às 04h; aos domingos, das 12h às 17h

Taqueria

É a terceira Taqueria da cidade, depois da estreia em absoluto ter acontecido em 2020 em pleno Cais do Sodré; sensivelmente um ano depois, um segundo espaço invadia o Chiado. Mais recente é a aposta que traz às Avenidas Novas os já conhecidos tacos nas suas muitas variantes, feitos a partir de carne e peixe. Desde outubro que há mais uma casa para o “guacamole con totopos y pico de gallo”, para as “quesadillas de cheddar, frango, espinafres ou chouriço” e para o “MexiBurguer”. Isto sem esquecer os burritos, sejam eles de frango, costela de vaca ou de camarão.

Taqueria Avenidas Novas

© Divulgação

Avenida Conde Valbom 111, Lisboa. De domingo às quintas, das 12h às 00h; às sextas e sábados, das 12h às 01h

La Villa Lisboa

É o primeiro restaurante do qual Klodjan Taci é dono: nasceu na Albânia mas cresceu em Itália, onde se formou nas lides dos tachos e panelas. Com quase 20 anos de experiência em restauração — muita dela adquirida em casas lisboetas —, abriu em meados de julho um espaço voltado para um jardim, no Campo Mártires da Pátria, dedicado às pizzas e às massas frescas, embora também haja opções de carne e peixe. Ao Observador fala em “produtos de qualidade” e dá o exemplo do leite que vem de Itália para fazer a burrata que chega às mesas do La Villa Lisboa. Com cerca de 200 lugares sentados e todo envolvido por janelas, o espaço é um agregador de diferentes gostos gastronómicos, culturas e bolsos, esclarece o dono e gerente, que abre as portas todos os dias às 10h para servir os primeiros café a quem passar.

Restaurante La Villa

© lavilla.lisboa/Instagram

Campo Mártires da Pátria 40/41, Lisboa. Tel.: 21 050 8171. Todos os dias, das 10h às 01h (cozinha abre das 12h às 00h)

Descarado

Ocupa o espaço onde em tempos operou o icónico Doca Peixe, nas Docas de Santo Amaro, e apresenta-se agora com o nome Descarado. Além da zona bar com direito a DJ, no piso superior destaca-se a vista para a ponte e para o Cristo Rei. Aos comandos da cozinha está o chef Sandro Farinho, que já antes assinalou no currículo paragens por restaurantes como A Cevicheria, Feitoria e Talho. Na ementa estão sugestões como ceviche de corvina, salada de polvo coreana ou taco de salmão, nas entradas frias, mas também pica-pau de atum asiático e ovos rotos com trufas, nas entradas quentes. Polvo assado, arroz nero de carabineiro ou carnes diversas grelhadas no carvão são algumas das sugestões nas lides do prato principal, sem esquecer os menus de grupo para almoços e jantares a partir de 35 euros, o menu executivo na hora de almoçar, de terça a sexta-feira (couvert, prato do dia, bebida e café por 20 euros), e o buffet de cozido à portuguesa acompanhado de música ao vivo aos domingos (25 euros por pessoa).

© Divulgação

Armazém 14, Doca de Santo Amaro, Lisboa. Tel.: 213 970 109/925 778 834. Terça e quarta, das 12h às 02h; às quintas, sextas e sábados, das 12h às 04h; domingo, das 12h às 18h. Encerrado à segunda

Salta

Abriu em maio deste ano pelas mãos de quatro amigos brasileiros que, depois de viverem e trabalharem em diferentes coordenadas do globo, assentaram em Lisboa em plena pandemia. O restaurante com ambiente industrial divide-se em três salas, sendo que da cozinha resultam sabores que refletem uma mistura de culturas e ideias. Ainda que a matéria-prima de qualidade seja o grande denominador de todos os pratos (a sazonalidade é prioritária), a ementa cruza gastronomia asiática e centro americana. O chef Tomaz Reis, um dos sócios — estudou na Le Cordon Bleu, passou pelo Boa Bao, em Lisboa, pelo Villa Joya, no Algarve, e pelo Mr. Wong, na Austrália —, vai construindo a carta ao sabor da estação. E nela encontram-se croquetes de perna de pato confitada, tiradito de hamachi com jalapeño fermentado, planta gelo e molho tamari com yuzu ou bife de wagyu com soja (existem também menus de degustação, por 42 e 58 euros por pessoa). Os cocktails de autor são aposta forte, bem como os vinhos naturais (é o primeiro restaurante em Portugal a configurar na app internacional Raisin, dedicada aos vinhos naturais).

Rua Rodrigo da Fonseca 82 A, Lisboa. Tel.: 211 325 822. De terça a sexta, das 12h30 às 15h30 e das 19h às 00h; aos sábado, das 18h às 00h. Encerrado ao domingo e à segunda-feira. 

Copper Branch

Abriu as portas nos últimos dias de novembro no Príncipe Real para dar a conhecer receitas “plant-based”, conceito gastronómico tido como uma tendência global — esclarecem que são usados alimentos não processados, “com múltiplos benefícios, para a saúde e o bem-estar pessoal”, que promovem ainda a agricultura sustentável. A Copper Branch, que já escolheu a cidade do Porto para abrir o segundo espaço, ainda sem data oficial de inauguração, é a “maior cadeia mundial de fast food 100% plant based” e no seu menu encontram-se propostas de comida saudável, entre saladas, bowls, sanduíches, hambúrgueres, sopas, sobremesas, smoothies e até bebidas orgânicas.

Rua do Século 238, Lisboa

Thank You Mama

Ainda o calor se fazia sentir e a luz caía sobre as ruas de Lisboa até mais tarde quando o novo espaço nos Anjos serviu o primeiro café de especialidade, não fosse esse o produto estrela do Thank You Mama, juntamente com bagels, a iguaria judaica babka e o chocolate — tudo feito no espaço. O dia 10 de setembro marcou o arranque daquela que já é a terceira coffee shop de Anna Santos, russa que se casou com um português e que vive na capital há três anos. Duas salas compõem este projeto: numa primeira está visível o espaço de confeção em formato de open kitchen, estando a segunda reservada para funcionar como galeria de arte — a ideia é expor o trabalho de artistas locais — e zona de workshops (já foram feitos de café e de chá).

© thankyoumama.cafe/Instagram

Rua do Forno do Tijolo 9A, Lisboa. De segunda a sexta-feira, 09h às 17h; sábado e domingo, das 10h às 17h (vão estar abertos no dia Natal) 

Dear Breakfast Alfama

Ovos benedict, mexidos, escalfados ou cozidos fazem parte do portefólio da casa, uma realidade que não muda com a inauguração da nova morada. O primeiro espaço abriu em 2017 na Bica, pelas mãos de Julien Garrec; seguiu-se a abertura no Chiado e, mais recentemente, em Alfama, junto à Sé. Duas enormes salas decoradas pelas arcadas da estrutura original ajudam a contar a história do espaço e juntam-se aos detalhes minimalistas do restaurante que se dedica, na sua essência, a prolongar nas horas e nos sabores a experiência do pequeno-almoço, seja através de panquecas doces ou salgadas, tartine de salmão, as já típicas bowls, sumos ou smoothies.

Dear Breakfast Alfama

Photography by Sanda Vuckovic

Largo de Santo António da Sé 16, Lisboa. Tel.: 964 867 125. Todos os dias, das 09h às 20h

Food Hub

A ideia é servir como espaço multiusos, onde é possível comer a diferentes horas do dia — o Maria Food Hub querer ser, na sua essência, um ponto de encontro para locais e visitantes de outras paragens, mais ou menos longínquas. De raízes fixas nos Anjos, em Arroios, nasce da vontade de três sócios portugueses que, juntos, somam uma longa experiência de vida no estrangeiro, incluindo Londres, Paris e Bruxelas. A aposta é nos produtos portugueses, sustentáveis, com a carta a sofrer alterações sazonalmente. E é por lá que figuram propostas como hambúrgueres de bacalhau ou tostas de polvo e pimentos, saladas e bowls, mas também ostras, vinhos de pequenos produtores nacionais (as provas de vinhos são regulares), cerveja artesanal (Dois Corvos) e cocktails.

Restaurante Maria Food Hub

© Divulgação

Rua Maria Andrade 38, Lisboa. Tel.: 218 121 281. Todos os dias, das 8h30 às 23h

By Koji Lisboa

Depois de dois restaurantes em São Paulo, o chef Koji Yokomizo escolheu Lisboa, especificamente o bairro de Santos-o-Velho, para inaugurar o terceiro espaço, onde quem figura aos comandos da cozinha é Shinya Koike que, entre outras paragens, trabalhou no Bonsai, um dos primeiros restaurantes japoneses da capital. No By Koji Lisboa, cuja decoração sóbria é marcada pela presença da madeira quase omnipresente, servem-se os habituais sushis e sashimis, mas também outras preparações das cozinhas fria e quente da culinária japonesa: o menu pode ser consultado na íntegra aqui.

By Koji Lisboa

© bykojilisboa/Instagram

Calçada Marquês de Abrantes 138, Lisboa. Tel.: 211 526 721. De terça a sábado, das 12h às 15h30 e das 19h30 às 23h

Quattro Teste

O pequeno bar junto ao Castelo de Lisboa, na Mouraria, é o reflexo de uma união multicultural. Alf del Portillo e Marta Premoli (ele do País Basco, ela italiana) são os proprietário do Quattro Teste que honra o legado do duo através de cocktails de assinatura (incluindo reinterpretações de clássicos e várias versões de negroni, mas também vinho, cerveja e cidras bascas) e da gastronomia. O casal que acumula anos de experiência na área do bartending em diferentes pontos do mapa conheceu-se Londres e, em ano de pandemia, mudou-se para Lisboa para projetar um negócio onde o tradicional aperitivo — tanto no berço dele, como no dela — é a estrela da companhia numa antiga tasca. Da carta fazem parte pintxos, pequenos pratos tradicionais no País Basco, com influências italianas: ei-los, o escabeche de carapau com pimento assado e rúcula, o mil-folhas de batata, pickles de curgete e tapenade, o ravioli de abóbora com cebola e amêndoa ou os croquetes de presunto ibérico, mas também os tagliere italiano e as tábuas com uma seleção mista de charcutaria e queijos (a cozinha, essa, está a cargo da jovem brasileira Clara Uchôa).

Rua de São Cristóvão 32, Lisboa. De terça a sábado, das 17h às 02h (cozinha aberta das 17h às 22h). Encerrado ao domingo e à segunda. Reservas aqui

#SeaTheFuture

Desde o dia 10 de novembro que está a aberto o novo restaurante do Grupo SushiCafé. Inserido no Oceanário de Lisboa, tem por base refeições saudáveis. Os produtos são orgânicos, sazonais e de proveniência conhecida, sendo que no topo da lista de preferências estão produtores e empresas locais. O #SeaTheFuture revela ainda preocupações para com a dieta vegana e sem glúten, com o menu a ser invadido por produtos confecionados a vapor, saladas, sanduíches, tostas, smoothies, sumos naturais e sobremesas veganas — há também pratos de carne, embora esses sejam considerados a exceção e não a regra. O “bunch all day” é ainda uma realidade, composto por torradas com manteiga, abacate ou cogumelos, mas também granola, panquecas ou papas de aveia.

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Oceanário de Lisboa – Esplanada Dom Carlos I s/nº, Lisboa. Todos os dias, das 10h às 19h

Museu erótico de Lisboa

É um bar, mas também um restaurante e sobretudo um museu. Como o nome deixa antever, o MEL procura estimular o erotismo através de todos os detalhes que compõem o projeto, da decoração à ementa, da qual fazem parte elementos afrodisíacos. A experiência gastronómica está a cargo do chef David Joudar e a isso acresce o empratamento cuidado e o facto não existirem talheres — como esclarece a gerência ao Observador, a ideia é o cliente “utilizar os dedos, a língua e a imaginação”. Na carta estão propostas como croquetes de rabo de boi com mostarda e mel, ostras da ria de Aveiro com espuma de yuzo e quitaba ou bife tártaro, pani puri e gema de ovo curada com soja. Os cocktails, esses, são criação do barman Evy Silva.

© Divulgação

Rua de S. Paulo 18, Lisboa. Tel.:  966 028 229 (mel@museueroticodelisboa.pt). Todos os dias, das 19h30 às 03h; de quinta a sábado, até às 04h 

Porto

Seiva – Plant Based Restaurant

É o primeiro restaurante do chef David Jesus — apesar de jovem, no currículo já soma carimbos do Feitoria ou da Fortaleza do Guincho, entre outros exemplos. Embora natural de Setúbal, foi em Leça da Palmeira que encontrou o espaço para materializar o conceito Seiva, cujo nome é uma referência à família — seiva vem de resina e homenageia o resineiro, profissão tanto do pai como o do avô de David Jesus. O restaurante plant based (100% de origem vegetal) data dos últimos dias de setembro e é o resultado da necessidade do chef em aproximar-se da natureza, sobretudo durante a pandemia. Existem três menus distintos, o Despertar (pequenos-almoços), o Non Stop (que consiste em snacks para lanchar) e o Assinatura (o menu principal). Praticamente tudo o que chega à mesa tem base vegetal, com a exceção a ser o prato “Fora da Carta”, que todos os dias resulta de uma proteína diferente. E é também todos os dias que o chef vai ao Mercado de Matosinhos (quando não consegue, há quem faça as compras por ele), sendo que apenas cozinha o que é local e o que está na estação. A paella de raízes (arroz de alcácer, bola de aipo, batata doce e maionese de alho assado) e a lasanha tailandesa (tofu estufado, especiarias, coco, caril tailandês, molho tomate assado) são os pratos com mais saída. A carta completa pode ser consultada aqui.

Seiva restaurante

© seiva.restaurante/Instagram

Rua Sarmento Pimentel 63, Leça da Palmeira, Porto. Tel.: 910 546 756. De terça-feira a sábado, das 11h às 22h; aos domingos, das 11h às 16h

The Orthodox

Primeiro, as introduções: Andrey Mikheev, oriundo da Rússia, é o chef, Fanis Stylianou, do Chipre, é o barista, e Emanuele Mangialardi e Dario Papale, ambos italianos, os donos. O The Orthodox abriu no final de agosto e é o resultado da ambição das duas duplas. Andrey e Fanis já se conheciam e andavam à procura de um lugar onde pudessem trabalhar juntos. Certo dia são apresentados a Emanuele e Dario, engenheiros de profissão e amantes de comida, que decidem investir no espaço que pretende ser um ponto de encontro no bairro, onde é possível beber café da especialidade e provar comida do mundo, fruto das muitas viagens feitas pelo chef, sobretudo por terras asiáticas, e da vontade de experimentar. Vai daí que, além da pastelaria e do menu fixo, todos os fins de semana haja receitas de diferentes nacionalidades — a título de exemplo, já desenharam menus russos, gregos, mexicanos, americanos ou tailandeses (todos os dias, na última meia-hora os artigos de pastelaria e pão ficam com 50% de desconto). O espaço quer ainda encorajar artistas locais e orquestrar pequenas exibições.

© the.orthodox_cafe/Instagram

Rua de Miguel Bombarda 418, Porto. Contacto: theorthodox.pt@gmail.com. De quarta a sexta, das 09h às 16h; aos sábados, das 10h às 19h; aos domingos, das 10h às 16h

Monteen

Shanny Alma e Guil mudaram-se há cinco meses para o Porto vindos de Tel Aviv. Vindos também do mundo da restauração, não descansaram enquanto não criaram o próprio negócio: e é dessa vontade que nasce o muito recente Monteen (remete para a alcunha da avó de Shanny, cujo nome Mazal significa “sorte” em hebraico). A paixão pela Invicta aconteceu inesperadamente durante uma das muitas viagens do casal. “Sentimos que o Porto era o local para nós”, diz a proprietária em inglês — apesar de compreender português, ainda lhe é difícil falar a língua de Camões. Aqui, a comida é essencialmente mediterrânea e à mesa chegam nomes familiares: tahini, húmus, baba ganoush ou laffa (uma espécie de pão). É tudo fresco e feito no local, garantem, e a matéria-prima nacional é usada ao máximo (exceto as especiarias e o thanini que vieram de Israel). É normal que o menu mude, até porque a dupla apenas trabalha com produtos sazonais, e há também opções para vegetarianos e veganos. O vinho, esse, é português e os cocktails são tão caseiros quanto o possível. No futuro, Shanny e Guil querem ter música ao vivo e acolher o trabalho de artistas variados.

© monteen.porto/Instagram

Largo do Doutor Tito Fontes 147, Porto. Tel.: 220 993 983. Das 12h30 às 18,h aos dias de semana; até mais tarde aos fins de semana (o horário ainda está a sofrer ajustes dado o soft opening)

Muro do Bacalhau

João Pupo Lameiras e Pedro Sottomayor já eram sócios no restaurante Bacalhau quando, a sensivelmente 50 metros dali, surgiu a oportunidade de abrir um outro espaço, agora com um terceiro elemento, João Sottomayor. Um minuto a andar é a distância que separa o primeiro do segundo restaurante, Muro do Bacalhau, que abriu em agosto deste ano — o nome remete para o projeto que nasceu primeiro e é também uma referência imediata à morada. De tanto gostarem daquela zona, na Ribeira, os três sócios arregaçaram as mangas e viram nascer uma nova casa com uma carta baseada na comida portuguesa (mas nem por isso nos pratos tradicionais portugueses). No menu “livre e democrático”, de pratos pequenos, para dividir, estão exemplos como a sopa de castanhas com tosta de queijo de ovelha e pera, choco com molho de vinho verde e coentros, e ainda bacalhau com molho de gema.

© murodobacalhau/Instagram

Muro dos Bacalhoeiros 122, Porto. Tel.: 220 101 186 Todos os dias, das 12h às 22h

Manso

Setembro marcou a abertura em modo soft opening do Manso, nascido a quatro mãos de uma amizade de 15 anos. Jorge Azevedo e João Magalhães, ambos de 31 anos, são os amigos de longa data que assinam o projeto — o primeiro está ligado à área do turismo, o segundo é cozinheiro. Quando em 2020 surge a proposta de investir na padaria Cultura, João aceita o desafio. Com o tempo, começa a perceber que as refeições vão ganhando mais peso do que o pão em si — a reformulação e a mudança de conceito e nome para Manso acontece também à boleia de Jorge, que se torna no segundo sócio. Após dois ou três meses de obras (ainda que mais reformulações sejam feitas no futuro), o restaurante reabre ao público, onde o destaque vai para os produtos sazonais de pequenos produtores (também os vinhos e as cervejas são nacionais). No Manso, a ideia é ficar a meio caminho entre o tradicional tasco e o fine dinning, até porque entre os dois há um “gap muito grande”, diz a dupla, que opta pela informalidade. Na carta, ei-los: o tártaro de gambas do Algarve, o arroz de polvo, a cachaça de porco alentejano e puré de castanha e ainda o pombo com brioche e cogumelos.

© mansorestaurant/Instagram

Rua Professora Mota Pinto 170, Porto. Tel.: 912 497 648. De terça a domingo, das 12h às 15h e das 19h30 às 23h (fecham no dia de Natal e Passagem de Ano)

Real by Casa da Calçada

O antigo restaurante Graça Real transformou-se recentemente no Real by Casa da Calçada. O espaço que agora leva a assinatura do portuense Paulo Lobo ao nível do design de interiores é um restaurante, mas também um café bistro e um cocktail bar, tendo ainda um espaço reservado para eventos. Olhando para o que chega à mesa, a aposta é nos produtos de qualidade e nacionais trabalhados por uma equipa jovem liderada pelo chef  Hugo Rocha. Também a carta de vinhos faz o elogio ao que é nacional, com cerca de 100 referências vindas de pequenos produtores (os champanhes são, naturalmente, a exceção). Ao almoço há menu executivo e ao jantar o serviço acontece à carta. Já o cocktail bar funciona às sextas e sábados, com direito a DJ residente — na carta estão mais de 30 referências de rum.

© Luis Ferraz

Rua do Bonjardim 185, Porto. Tel.: 912 551 909 / 220 144 470. De terça a sábado, das 12h30 às 15h3o e das 19h30 às 23h (horário do restaurante)

Gruta

Não foi apenas o São João de 2018 que fez o casal Rafaela Louzada e João Ricardo Moraes mudar de armas e bagagens para o Porto, mas certamente ajudou. Bem como as raízes portuguesas daquela que hoje está aos comandos da cozinha do Gruta — com quase 20 anos de experiência na cozinha, incluindo passagens por restaurantes de fine dinning em três continentes, Rafaela é a maestra de uma orquestra composta apenas por mulheres entre tachos e panelas. No restaurante em plena rua de Santa Catarina — que recentemente figurou na lista dos 24 “Best New Restaurants in the World” da edição internacional da Time Out — o peixe, o marisco e os vegetais são os grandes protagonistas, com os dois primeiros a virem, na sua grande maioria, da lota de Matosinhos (a exceção são as ostras do Sado). Carpaccio de polvo, salada de courgettes, arroz de marisco, ravioli de queijo e cogumelos ou o couvert, um dos pratos que mais trabalho dá por causa da manteiga de algas, são algumas das sugestões na carta do Gruta, inaugurado em agosto de 2021, depois de um atraso substancial devido à pandemia. Mas o que interessa mesmo é o “respeito pelo produto”, afirma João.

© Divulgação

Rua de Santa Catarina 447, Porto. Tel.: 911 017 007. De terça a sábado, das 19h30 às 22h (almoços aos sábados, das 12h30 às 15h)

Cúmplice Stakehouse & bar

O dia 7 de julho marcou a inauguração do projeto que foi desenhado de raiz por três amigos — Telmo Melo (também ele associado ao restaurante Muu, no Porto), Pedro Brito e Verónica Seabra. Embora a vontade de o desenvolver existisse há muito tempo, foi no período atípico da pandemia que as peças do puzzle fizeram finalmente sentido. “Pareceu a altura certa e o espaço certo”, comenta Vanessa, que admite que o trio sentiu que o momento de arriscar tinha finalmente chegado. A stakehouse viria a abrir portas num espaço de dois pisos e com um jardim interior, em plena baixa da Invicta. “Temos uma sala em vidro no exterior e, à noite, fica tudo muito mágico”, comenta ainda. A ementa é feita para todos os gostos, com predomínio óbvio da carne, e o conceito tido como “intimista”. Só as “peças de qualidade” dão entrada no Cúmplice, com os produtores a serem (não só, mas também) de Portugal e norte de Espanha. Já a carta de vinhos é “99,9% nacional”, com a exceção a serem os champanhes da casa Ruinart. A carta pode ser consultada aqui.

© cumplice_steakhouse/Instagram

Rua Passos Manuel 225. Tel.: 913 355 235 (booking@cumplicesteakhouse.com). Todos os dias, das 19h às 00h (estão encerrados no Natal e na passagem de ano)

ComPosto Food & Club

Vem embrulhado no novo Hilton Porto Gaia, hotel de cinco estrelas atracado no Cais de Gaia desde setembro, cujas áreas sociais foram decoradas por Nina Andrade Silva, incluindo o ComPosto Food & Club. No restaurante que também é um bar é possível gozar do conceito “all-day dining”, ainda que haja propostas adaptadas aos diferentes momentos do dia: do almoço de trabalho à refeição ligeira fora de horas (há serviço a la carte durante todo o dia). A cozinha é liderada pelo chef Hugo Portela e de encontro à mesa viajam receitas reinterpretadas — das tripas à moda do Porto aos rojões à moda do Minho, ao almoço, e do arroz cremoso de vitela à açorda, pela hora de jantar. Aos domingos há cozido à portuguesa. A par da comida, o DJ que opera às sextas e sábados.

Nick Bayntun

Hilton Porto Gaia Tel.: 222 449 200. Todos os dias, das 11h às 23h

Onze

O mês de junho assinalou a inauguração do restaurante que goza da consultoria do chef Vítor Matos, o mesmo que manteve a estrela Michelin no Largo do Paço, em Amarante (atualmente é responsável pelo Antiqvvm, também com uma estrela). A ideia do Onze é proporcionar o conceito de fine dinning de uma forma mais acessível e num ambiente mais descontraído, já que o restaurante ambiciona ser o prolongamento da noite portuense — ou seja, antes e depois do jantar, os clientes são convidados a beber um copo no bar. Os muitos espelhos prolongam em imaginação o espaço cosmopolita e o aglomerar de experiências do chef consultor é espelhado nos pratos, que prometem sabores e aromas do mundo. Queijo de cabra com pera e gengibre, lulas em tempura de cerveja com caril madras e borrego em crosta de mostarda e ervas são alguns exemplos do que se pode encontrar.

© onze_restaurante/Instagram

Travessa do Senhor da Boa Morte 11, Porto. Tel.: 967 751 357. De terça a sábado, das 12h30 às 15h e das 19h30 às 02h

Torto

Abriu no final de setembro no seguimento de uma parceria prévia entre alguns dos sócios e o Selina, proprietário do edifício onde está o Torto. No “seu coração”, diz Pedro Segurado, o projeto é um bar de cocktails de autor, mas também um espaço onde se pode comer, beber e dançar. Sendo os cocktails a “joia da coroa”, o ambiente é descontraído e a carta à base de petiscos e desenhada por Tiago Lessa e Diana Barnabé — além de “bons amigos”, são “bons garfos” com experiência acumulada nas lides da gastronomia. No menu de “comida gulosa” estão pratos tradicionais portugueses reinventados: croquetes de cozido à portuguesa com pickle de nabo, arancinis de arroz de cabidela com maionese de vinho tinto ou churros com leite creme. Na vez de terceiro vértice do triângulo está o DJ ou a música ao vivo, às quintas, sextas e sábados.

Torto

© Divulgação

Rua José Falcão 199, Porto. Tel.:  916496863. De quarta a domingo, das 18h às 02h; de quinta a sábado, das 19h às 03h

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