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"Cerca de um quarto dos doentes internados com Covid-19 indicaram ter falta de ar, diarreia ou vómitos e dor de corpo ou muscular", diz estudo americano

Getty Images

"Cerca de um quarto dos doentes internados com Covid-19 indicaram ter falta de ar, diarreia ou vómitos e dor de corpo ou muscular", diz estudo americano

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Covid-19, gripe e constipação. Quais são as principais diferenças? Uma tabela ajuda a distingui-las

Estudo mostra que crianças internadas com Covid-19 têm mais sintomas do que as hospitalizadas com gripe. Que sintomas são comuns nas duas doenças? E na constipação? Esta tabela ajuda a distingui-las.

A febre é um sintoma comum tanto para a Covid-19 como para a gripe, mas não para a constipação. Já a falta de ar não afeta as pessoas com gripe e constipação, mas pode surgir em pessoas infetadas com o novo coronavírus. Dores no corpo? São frequentes no caso da gripe, aparecem em algumas pessoas com Covid-19, mas não em quem tem apenas uma constipação.

A chegada do Inverno é sinónimo de casos de gripe e, com o aumento do número de infeções por Covid-19, é preciso saber distinguir os seus sintomas. E o mesmo se aplica à constipação. Essa é uma preocupação dos sistemas de saúde, que temem o colapso dos serviços com o previsível maior afluxo de utentes, mas também das famílias, agora que se aproxima o outono e o início do ano letivo. O Governo da Austrália, com base em dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), esquematizou os diferentes sintomas consoante o diagnóstico.

Veja nesta tabela as principais diferenças entre Covid-19, gripe e constipação:

Crianças internadas com Covid-19 têm mais sintomas do que hospitalizadas com gripe

E como é no caso das crianças? A forma como são afetadas pela gripe e pela Covid-19 é igual? Um estudo publicado no dia 8 de setembro na revista científica JAMA Network Open dá conta de que há poucas diferenças entre as crianças que são internadas devido à Covid-19 e por causa de gripe no que toca à hospitalização, mas aquelas hospitalizadas devido ao novo coronavírus tinham mais sintomas e mais comorbilidades.

“A gripe nas crianças tem sido bem descrita e está associada complicações graves, incluído morte. Em contraste, tem havido uma grande escassez de dados pediátricos em relação à Covid-19”, lê-se no documento,  referindo que a morte associada ao novo coronavírus continua a ser algo raro.

O estudo analisou 315 crianças infetadas com o novo coronavírus, entre 25 de março e 15 de maio, e 1.402 com gripe A ou gripe B, entre 1 de outubro de 2019 e 6 de junho de 2020. Todas diagnosticadas no Children’s National Hospital, na cidade de Washington.

A febre foi o sintoma mais referido aquando do diagnóstico, tanto nas crianças internadas com Covid-19 como nas hospitalizadas com gripe

MARIO CRUZ/EPA

Dos menores com Covid-19, 17% (54 crianças) tiveram de ser hospitalizadas, sendo que 6% (18) estiveram na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e 3% (10) tiveram de ser ventiladas. Comparativamente com as crianças que tiveram gripe, a percentagem de hospitalização é muito semelhante, ainda que ligeiramente superior: 21% (291), das quais 143 com gripe A (49% ) e 148 (51%) com gripe B. Desses 291 doentes, 7% (98) estiveram na UCI e em 2% (27) foi necessário o uso de ventilador. Isto é, dados também parecidos com os dos menores infetados com o novo coronavírus.

Em termos de sintomas, a febre foi o mais referido aquando do diagnóstico, tanto nas crianças internadas com Covid-19 como nas hospitalizadas com gripe, seguindo-se a tosse. Estes doentes infetados com o novo coronavírus tinham, porém, mais sintomas do que os que estavam hospitalizados com gripe.

Houve mais crianças internadas com Covid-19 a queixarem-se de febre do que as que estiveram hospitalizadas com gripe: 76% (41 crianças com Covid-19) e 55% (159 crianças com gripe) respetivamente. O mesmo se passou com outros sintomas como diarreia ou vómitos — 26% (14) e 12% (36); dor de cabeça — 11% (6 crianças) e 3% (9); dores no corpo ou musculares — 22% (12) e 7%; e dores no peito — 11% (6) e 3% (9).

Os investigadores do hospital pediátrico — e autores do estudo — referem, contudo, que não se notaram diferenças significativas, do ponto de vista estatístico, no que toca à tosse — 48% (24 crianças com Covid-19) e 31% (90 menores com gripe) —, congestão nasal — 17% (9) e 18% (52) —, dor de garganta — 6% (3) e 2% (6) — e falta de ar —30% (16) e 20% (59).

Cerca de um quarto dos doentes internados com Covid-19 indicaram ter falta de ar, diarreia ou vómitos e dor de corpo ou muscular”, lê-se no estudo, que refere ainda que 48% destas crianças queixaram-se de tosse.

Notam-se também diferenças relativamente a comorbilidades. O número de crianças hospitalizadas com pelo menos um problema médico subjacente é significativamente superior naquelas com Covid-19 (65% — 35 menores) do que as com gripe (42% — 121 crianças). As patologias mais referidas foram problemas neurológicos associados a atrasos no desenvolvimento ou convulsões e foram identificados em 20% das crianças internadas (11 pacientes) devido ao novo coronavírus e 8% daqueles hospitalizados devido à gripe (24 crianças).

Outro ponto divergente são as idades. As crianças internadas com Covid-19 eram mais velhas do que as hospitalizadas com gripe: a média de idades naquelas com Covid-19 era de 9.7 anos e nas com gripe era de 4.2 anos. “Doentes com mais de 15 anos representaram 37% daqueles com Covid-19, em comparação com 6% dos que tiveram gripe”, lê-se no estudo.

Reconhecendo que a próxima época de gripe pode ocorrer com a circulação da Covid-19 na comunidade, acreditamos que é prudente garantir que as pessoas com comorbilidades recebem a vacina da gripe para prevenir um agravamento da doença que leve à hospitalização.”

Relativamente a vítimas mortais, só foram registados dois óbitos em crianças com gripe A. Não houve mortes em doentes com Covid-19 e gripe B.

Os investigadores do Children’s National Hospital sublinharam ainda se notou um “decréscimo acentuado” no número de casos de gripe a partir de 15 de março, quando as escolas encerraram e depois quando as autoridades deram ordem às pessoas para ficarem em casa. O que pode ter contribuído para que nenhuma das crianças deste estudo estivesse infetada com Covid-19 e gripe.

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