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Desta vez foi José Sócrates quem concentrou as atenções durante o mais longo interrogatório até ao momento — e não o juiz Ivo Rosa. Perante um magistrado feliz por as suas ameaças de terça-feira de apreensão dos telemóveis dos advogados ter surtido efeito, Sócrates manteve o tom de sempre ao longo de mais de seis horas: rejeitou qualquer espécie de favorecimento que lhe é imputado pelo Ministério Público (MP) na acusação da Operação Marquês, nomeadamente ao Grupo Lena, mostrando documentação e citado relatórios oficiais para desmentir a “tese mirabolante.”

A principal dificuldade de Sócrates prendeu-se com a primeira abordagem às despesas que costumavam ser pagas pelo seu amigo Carlos Santos Silva. As explicações para os alugueres das casas de Paris que foram usadas por Sofia Fava, o seu filho mais velho e ainda pelo filho de Pedro Silva Pereira não tiveram o habitual tom confiante de Sócrates.

No entanto, os pontos mais fortes da acusação — a circulação de dinheiro vivo entre Sócrates e Santos Silva, os sucessivos pagamentos das despesas pessoais do ex-líder do PS — ainda não foram abordados. O juiz Ivo Rosa deverá questionar José Sócrates esta quinta-feira sobre essas matérias.

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