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Foi um interrogatório sem grandes novidades na defesa de José Sócrates face aos 31 crimes que lhe são imputados pelo Ministério Público mas acabou por ficar marcado pelas duras palavras dirigidas a José Maria Ricciardi (“uma mente delirante”), à tentativa de ligar António Costa ao Banco Espírito Santo de Ricardo Salgado e, acima de tudo, ao ataque fortíssimo a Passos Coelho e ao seu primeiro Executivo.

Com o juiz Ivo Rosa a determinar que este primeiro dos quatro dias reservados para o interrogatório a José Sócrates serviria para abordar quase exclusivamente o caso da Portugal Telecom (PT) e o alegado favorecimento que José Sócrates terá concedido ao Grupo Espírito Santo (GES) para manter o controlo da operadora nas mãos da família liderada, o ex-líder do PS não se fez rogado e acusou o Governo de Passos Coelho de ter promovido a captura da PT por parte do GES de Ricardo Salgado ao acabar com a golden-share que permitia ao Estado ter direitos especiais nas decisões relevantes para o futuro da operadora.

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