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Era um interrogatório que deveria ter ficado marcado pelas explicações do arguido José Sócrates sobre os alegados favorecimentos ao Grupo Lena mas que acabou por ter como principal protagonista o juiz Ivo Rosa e a sua revolta contra as notícias sobre o primeiro dia do interrogatório do ex-primeiro-ministro. O magistrado do Tribunal Central de Instrução Criminal zurziu nos advogados, acusou-os de serem as fontes da comunicação social e ameaçou-os com buscas e apreensão dos telemóveis feitas pela Polícia da Segurança Pública na própria sala do tribunal.

Quanto a José Sócrates, o interrogatório não trouxe nada de novo: negou qualquer favorecimento ao Grupo Lena quer no concurso do TGV, quer na internacionalização da empresa para a Venezuela e negou que tenha indicado o nome de Armando Vara para o Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos.

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