Karl Lagerfeld. O último kaiser sabia que parar é morrer /premium

10 Setembro 2018110

Numa indústria onde a mudança é constante, Karl Lagerfeld esteve na dianteira mais de 60 anos. O designer de moda que dizia ter um “contrato vitalício” com a Chanel e a Fendi, morreu aos 85 anos.

Este artigo foi originalmente publicado em setembro de 2018, quando o designer celebrou 85 anos, e atualizado a propósito da sua morte

Karl Lagerfeld, ou o “Kaiser Karl”, como a revista Vanity Fair lhe chama, aludindo à palavra alemã para imperador, já não tem muito a provar. A Chanel estava sem rumo quando ele chegou ao poder da mais famosa maison de luxo francesa e, nos 35 anos que se seguiram – Karl era o diretor criativo desde 1983 –, nunca parou de levar a visão de Coco Chanel mais além. Muito do que conhecemos e amamos da Chanel existe por causa de Lagerfeld. A elegante camélia como acessório, a icónica Boy Bag e até o próprio logo composto por dois Cs entrelaçados foram reincorporados durante a década de 1980. De zombie aborrecido, no reinado de Karl, a Chanel tornou-se no império que é hoje.

Em 2015, um ano depois de ter recebido o Outstanding Achievement Award, Anna Wintour regressou ao palco dos British Fashion Awards para entregar o mesmo prémio a Karl Lagerfeld, o novo homenageado. “O Karl e eu já vivemos muitos momentos extraordinários ao longo dos anos e eu adoraria partilhar alguns desses momentos convosco não fosse eu saber quão horrorizado o Karl ficaria. Olhar para trás para quê, quando há tanto à nossa espera no futuro? Mais do que qualquer outra pessoa, ele representa a alma da moda: irrequieto, alguém interessado no que está por vir que vorazmente observa a nossa cultura em constante transformação,” disse para uma plateia recheada de ícones da moda.

Talvez pelo temperamento alemão, talvez por pura sobrevivência, Karl Lagerfeld nunca foi dado a nostalgia. De Paris, onde vivia, criava anualmente seis coleções para a Chanel, duas para a italiana Fendi, da qual era diretor criativo há mais de 50 anos, e duas para a sua própria Karl Lagerfeld, que fundou em 2004. Como se estas dez coleções não fossem suficientes, Karl desdobrou-se em outros papéis, fotografando campanhas de moda e editoriais, realizando curtas-metragens, desenhando apartamentos de luxo no Dubai ou criando colaborações tão inusitadas como uma coleção de lápis para a Faber-Castell, um modelo para a Rolls Royce ou uma edição especial da Coca-Cola… Diet, claro.

“Posso ser comercial, mas não voo em comercial”, que é como quem diz em classe económica, explicou Largerfeld numa entrevista à CNBC, atirando outra pérola para os fãs de memes e sites de citações. Claro que Karl Lagerfeld apenas cruza céus e oceanos no seu jato privado. Impensável seria visualizar o diretor criativo mais bem pago do mundo, com um valor estimado em 110 milhões de euros, a degustar uma sandes da TAP e a pedir café enquanto estica a xícara de plástico à assistente de bordo. Ainda assim, Lagerfeld quis que soubéssemos a razão pela qual não podia viajar em classe económica. É porque as pessoas o incomodam muito. “Não faz ideia!”, desabafou à jornalista da CNBC, “Mas a culpa é minha, sou demasiado fácil de reconhecer”.

Karl Lagerfeld, a sua marca homónima, reproduz a figura do criador em roupa e acessórios © Wikimedia Commons

O seu perfil gravado a preto e branco com óculos de sol e rabo-de-cavalo tornou-se na sua imagem de marca, literalmente. Uma forma fácil de reproduzir e de identificar que tornou Karl Lagerfeld num ícone incontornável da cultura pop dos últimos 50 anos. Há uma versão amarela Simpson de Karl, diferentes bonecos para colecionadores feitos de madeira em estilo artesanal e versões mais futuristas a tender para o robótico. Há conjuntos de cama, porta-chaves, ursos de peluche e canções rap sobre Karl Lagerfeld. Eat your heart out, Andy Warhol! Ao caricaturar-se a si próprio, Karl tornou-se icónico.

Pão e circo

Um visionário, como Anna Wintour o apelida, Karl não se fechou dentro da gaiola dourada da alta-costura, democratizando não apenas a sua imagem, mas também as suas criações. Em 2004, Lagerfeld foi o primeiro designer de moda a colaborar com a H&M, num esforço até então inédito para chegar a um público mais abrangente. Se hoje em dia já é mais do que esperada uma nova parceria entre um nome famoso da moda de luxo e a muito acessível companhia de moda sueca, há 14 anos, a coleção de Lagerfeld para a H&M fez história. Apesar de já ter então uma carreira de 50 anos, esta foi a primeira vez que um consumidor de classe média pôde facilmente comprar uma criação de Karl Lagerfeld.

“Karl percebeu cedo que o pronto-a-vestir não era o primo pobre da alta-costura, mas o centro vibrante do estilo de vida de uma nova mulher realizada. Numa altura em que muitos dos seus pares procuravam abrigo em marcas de luxo estabelecidas, ele ousou experimentar sozinho, criando para múltiplas marcas com energia suficiente para acender todas as luzes de Piccadilly Circus”, afirmou Anna Wintour a propósito do amigo.

Em dezembro de 2018, a derradeira presença de Karl no final de um desfile. Foi na Semana de Moda de Nova Iorque

Como já seria de esperar, a coleção esgotou em horas e foi este grande sucesso que permitiu à H&M continuar a convidar grandes nomes da moda (e não só) para, ano após ano, criar uma nova colaboração. Apesar do êxito comercial, Karl jurou publicamente não voltar a trabalhar com a companhia sueca. Não era fazer dinheiro que lhe interessava, mas poder chegar a um público muito mais alargado e foi aqui que os números falharam. “Eles [H&M] não fizeram a roupa em suficiente quantidade. É embaraçoso que a H&M tenha desiludido tanta gente… Acho que isto não foi gentil, especialmente para com as pessoas de pequenas cidades e países da Europa de Leste. É pretensiosismo criado por quem se diz não pretensioso”, afirmou à revista alemã Stern referindo-se ao facto de a coleção apenas ter estado à venda em 20 lojas da H&M em toda a Europa.

O segundo ponto de discórdia foi o alcance dos tamanhos em que as roupas da colaboração Karl x H&M seriam produzidos. E, aqui, a ambição do designer alemão era muito menos democrática. “O que eu desenhei foi moda para pessoas magras”, disse frustrado com o facto de a companhia sueca ter produzido roupa em tamanhos maiores do que o que ele teria desejado.

Foi este tipo de atitude e afirmações que em 2012 levou Lagerfeld ao topo da Ridiculist, uma rubrica do programa Anderson Cooper 360 da CNN, por, entre outras coisas, ter chamado a cantora Adele de gorda. Ao apresentar Lagerfeld, Anderson Cooper não poupou no desdém nem no sarcasmo e descreveu-o como “o designer de moda, cartoon de Edward Gorey e sofredor crónico da doença de pôr o pé na poça”. A ridicularização veio a propósito de afirmações que Lagerfeld proferiu quando foi o editor convidado do jornal Metro de Nova Iorque por um dia e disse, entre outras coisas: “Adele é a pessoa do momento. É um bocadinho gorda demais, mas tem uma cara linda e uma voz divina“. Sim, esta não era a primeira vez que Lagerfeld chocava – e fazia rir – o mundo com a sua visão demasiado estreita da realidade. E não seria a última.

A Dieta Karl Lagerfeld

“Há muito poucas raparigas anoréticas, mas, em França, mais de 30% são obesas. [O excesso de peso] é muito mais perigoso e mau para a saúde. As modelos são magras, mas não são assim tão magras”, disse Karl em entrevista ao britânico Channel Four News onde uma jornalista parecia estar em missão para o responsabilizar por questões como a imagem corporal e a saúde das modelos. “Poderia contar-lhe uma série de contos de moral, mas moda e realidade são duas coisas vagamente diferentes”, rematou o entrevistado.

Ao contrário do que poderia ser considerado bom senso, Karl Lagerfeld nunca se dobrou ao poder da realidade nem lhe deu prioridade sobre a fantasia. Em 2000, frustrado com o facto de não caber na roupa que queria vestir, nomeadamente nos fatos criados por Hedi Slimane para Dior Homme, Lagerfeld, então com 67 anos, não iniciou de imediato uma campanha em prol de um espectro de tamanhos de roupa mais alargado. Não, em vez disso, Karl começou uma dieta feroz.

Com Anna Wintour, diretora da Vogue americana, nos British Fashion Awards, em 2015

“Razões de saúde são um excelente motivo para perder peso, mas, se for um dos sortudos que não precisa de fazer dietas por este motivo, não há nada que o impeça de ainda assim fingir que é a saúde que o motiva para evitar ter de explicar que os seus motivos profundos e verdadeiros nada têm a ver com a medicina”, escreveu Lagerfeld nas primeiras páginas de A Dieta Karl Lagerfeld, o livro que publicou no início de 2004 para partilhar com o mundo como é que ele, com a ajuda do Dr. Jean-Claude Houdret, conseguiu perder – e manter – 42 quilos ao longo de aproximadamente um ano. Na capa, o seu famoso perfil é mostrado agora em corpo inteiro para revelar a nova silhueta estreita.

É sobejamente conhecido que artistas como Prince (1,60m) e James Brown (1,68m) usavam sapatos de plataforma ou com salto para ganhar uns quantos centímetros, mas é estranho constatar que Karl Lagerfeld, do alto dos seus 1.78m, também o fazia constantemente. Mesmo truque, outro propósito. Karl sabia que não era baixo, tão bem como sabe que se esticar a sua silhueta, mais magro parecerá. Ou da mesma forma que sabia que, cobrindo o pescoço com uma gola de camisa altíssima e as mãos com as famosas luvas de dedos cortados Chanel, estava a esconder o rasto desse célebre vilão que é o envelhecimento.

“Foi bom para a minha credibilidade profissional poder mostrar que sou capaz, não de apenas criar transformações, mas também de mudar a minha aparência. As botas, as camisas, as calças pretas e o conjunto completo representaram uma espécie de camuflagem. Funcionou perfeitamente e eu vivi muito bem nessas roupas — ou, melhor, por detrás delas. Os óculos escuros, o leque, eram como uma parede entre mim e o mundo”. Karl sabia que moda e realidade são “coisas vagamente diferentes”, mas gostava de as baralhar e confundir.

O amigo Jacques

Aos seis anos de idade, Karl já era capaz de manter uma conversa em francês e em inglês. Da infância, uma época “simples”, como ele a recorda, a simplicidade não advém de nenhuma espécie de humildade, mas de se centrar em torno de um único objetivo: “Eu apenas queria uma coisa: sair dali e ser um adulto. Odiava ser uma criança e já sabia muito bem que não queria viver no campo”. Em Hamburgo, Karl Otto Lagerfeldt — o T final desapareceu do apelido para ajudar a internacionalização — passava os dias a esboçar mulheres e roupa de toda a espécie, numa solidão onírica. Uma criança recatada, que desde tenra idade não viu grande interesse no outro. Karl sonhava constantemente com Paris, onde a moda era rainha.

Seriam esses constantes esboços que se tornariam no seu bilhete de ida para a capital francesa quando, aos 21 anos, venceu o primeiro prémio de um concurso organizado pelo Secrétariat International de la Laine. O esboço de um casaco foi considerado o melhor e valeu-lhe um emprego como assistente de Pierre Balmain. Da Balmain, para Jean Patou e daí para a Chloé, a Fendi e a Chanel, o sucesso seguiu Karl e engrandeceu-o sempre.

Apesar das afirmações menos felizes, ele é um dos designers de moda mais influentes do mundo, uma figura tão familiar que se torna fácil esquecer o porquê de ele estar nesse pedestal. Só os seus 35 anos à frente da Chanel são um feito por si só, o equivalente da moda a Isabel II e o seu mais longo reinado da história. Mas houve uma mulher que lhe torceu sempre o nariz e raramente lhe reconheceu mérito.

A mãe, Elisabeth Bahlmann, preferiu sempre as criações de Sonya Rykiel às do filho e nunca se interessou muito pelo trabalho de Karl. “Não quero ir ver as pessoas para quem o meu filho trabalha”, recontou Karl as palavras da mãe. Bahlmann nunca quis assistir a um desfile do filho e morreu em 1978 sem nunca o ter feito. Tinha 81 anos. “A minha mãe costumava dizer-me: ‘Tu pareces-te comigo, mas não és tão bom como eu’. Outros tempos, outras formas de pensar”, justificou Karl em entrevista por detrás dos constantes óculos escuros.

De Elisabeth Bahlmann, Karl herdou não só as feições, mas a longevidade e a capacidade de ser curto e grosso. E, aparentemente, frio. Nos muitos artigos de jornal, entrevistas, documentários e em toda a tinta que já correu com o seu nome, poucos ou nenhuns indícios surgiram de uma vida amorosa para além de Choupette, a gata siamesa com quem gostaria de casar — como anunciou ao mundo em 2013. “Nunca pensei que iria apaixonar-me desta forma por um gato”, confessou Lagerfeld na introdução de Choupette: The Private Life of a High-Flying Cat, o livro sobre este amor lânguido pela gata com mais de 114 mil seguidores no Instagram. Foi a sua companheira fiel e fotografou-a para inúmeras campanhas de moda, inclusive a capa da Vogue Brasil onde Choupette assume o protagonismo com Giselle Bunchen na edição de dezembro de 2014.

Como Anna Wintour alertou durante o seu discurso, Karl odiava o passado, quase tanto como revelar o íntimo. Sobre essa parte da sua vida, um novo livro chegou pela mão da jornalista Marie Ottavi para revelar alguns detalhes. Lançado em 2017, em França, Jacques de Bascher: Dandy de l’ombre é o retrato de uma personagem hedonista que soube tirar partido da sua beleza para estar no centro dos excessos de Paris nas décadas de 1970 e 1980.

“Ele era o francês com mais classe que eu alguma vez conheci”, recorda Lagerfeld no livro de Ottavi, numa das raras ocasiões em que fala sobre o homem com quem viveu durante 18 anos. “Quando Jacques de Bascher era jovem era um demónio com o rosto de [Greta] Garbo. Mais ninguém se vestia como ele, Jacques estava à frente de toda a gente. Ele fez-me rir mais do que qualquer outra pessoa. Ele era o oposto de mim. Ele também era detestável e impossível. Ele era perfeito”, afirmou Karl sobre aquele que foi o seu grande (e possivelmente único) amor.

Karl não bebia, não fumava nem nunca tomou drogas, garantia o próprio. Já Jacques fez do seu estilo de vida decadente o seu maior feito. Segundo Ottavi, Bascher rapidamente se tornou num célebre membro da vida noturna parisiense e do jet set local. Forjou amizade com a entourage de Andy Warhol e aproximou-se mentamente de Karl Lagerfeld, Yves Saint Laurent e das “fantásticas criaturas que os rodeavam, estonteantes homens e mulheres cujas vidas consistiam em ser belos, dançar, vestir bem e, claro, tomar drogas e ter sexo, e mais sexo e mais sexo”. Ao ler excertos do livro sobre a vida deste dandy libertino, parece que a única pessoa com quem Bascher não dormiu foi mesmo Karl Lagerfeld. “Eu amei infinitamente aquele rapaz, mas não tive nenhum contacto físico com ele”, garantia Lagerfeld. Ambos formaram durante 18 anos um casal considerado moderno e invulgar, lançando as bases do que poderia hoje ser chamado relação aberta. Karl sabia das aventuras sexuais de Jacques, mas preferia não fazer perguntas. O sistema funcionou até que Jacques seduziu Yves Saint Laurent criando fricção entre Lagerfeld e Pierre Bergé, o companheiro de Yves. “Ele foi a causa de incríveis casos de ciúme”, recordou Lagerfeld. “Claro que eu sabia do affair com Saint Laurent. Eu fui amigo chegado do Yves durante mais de 20 anos. O Pierre [Bergé] acusou-me de engendrar o caso para desestabilizar o Saint Laurent”.

Pode até ser que Jacques de Bascher tenha vivido com Yves Saint Laurent o que não viveu com Karl, mas o dandy francês amava o desafio da conquista mais do que o sabor da presa. E foram muitas as perseguições e capturas. Em 1989, com 38 anos, Bascher foi um dos primeiros casos de morte por complicações derivadas da SIDA. Karl dormiu no chão do hospital e esteve ao lado “do seu amigo Jacques” até ao fim.

No final de um desfile da Chanel, em 2001 © AFP/Getty Images

“Quando o meu amigo Jacques ficou doente, eu comecei a perder interesse na minha aparência. Sentia-me antiquado no elegante fato italiano feito à minha medida. Comecei a comprar as minhas roupas de marcas como Matsuda, Comme des Garçon e Yohji Yamamoto. Passei de um S para um M para um L e depois para um XL”, escreve Karl no seu livro de dieta, descrevendo o tamanho do seu desgosto com etiquetas de roupa.

“O Karl não é apenas um dos nossos maiores e mais prolíficos designers, ele é também um linguista, um fotógrafo, um decorador de interiores, um colecionador, um realizador, um artista e um filantropo, e a lista não acaba aqui. Às vezes, pergunto-me se ele não é também um físico louco que descobriu uma forma engenhosa de acrescentar horas ao dia”, disse Anna Wintour sobre Karl Lagerfeld antes de lhe entregar o prémio de Outstanding Achievement Award em Moda. Acima de todos estes ofícios, unindo-os, talvez a maior arte de Karl seja a da sobrevivência. Por ocasião dos seus 85 anos, cumpridos a 10 de setembro de 2018, o homem que dizia ter um contrato vitalício com a Fendi e a Chanel nem considerava a possibilidade de se reformar. A sua colaboração com a modelo Kaia Gerber, a filha de Cindy Crawford, acabara de chegar às lojas Karl Lagerfeld. O rosto do designer, a caricatura, a máscara que ele compôs tão eficazmente ao longo dos anos ganhara uma barba no verão. E quem sabe que mais truques não teria na manga. Mais uma vez, a sua vontade de ferro lá estava para recusar o que os outros consideravam sensato. Mas Karl acabaria por ser travado pela doença, que se arrastava já há algum tempo. Em janeiro deste ano, foi ruidosa a sua ausência no final do desfile de alta-costura da Chanel, apresentado na capital francesa. E os súbditos do último dos kaisers da moda temeram o pior. Lagerfeld morreu terça-feira, 19 de fevereiro, em Paris. Fim de festa, saudade eterna, para o artífice dos desfiles-espetáculo.

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