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Angela Merkel nunca tinha partido tão fragilizada para uma cimeira do Conselho Europeu. Esta quinta-feira, quando se sentar à mesa com os restantes líderes europeus para falar, entre outros temas, sobre a crise de refugiados na Europa, a chanceler alemã sabe que o seu futuro político depende do que dali conseguir tirar.

Neste mês de junho, a tensão dentro do recém-formado governo da Alemanha — depois das eleições de setembro de 2017, só em março de 2018 é que foi encontrada uma solução governativa, entre a CDU, a CSU e o SPD — chegou a um nível inédito. O tema dos refugiados, e a entrada de requerentes de asilo dentro da Alemanha, está no centro da discórdia entre Angela Merkel e membros do seu próprio governo, cuja curta existência está agora por um fio.

Além dos adversários em casa, Angela Merkel tem-nos também fora de portas, a nível europeu. Apesar de poder contar com o apoio de Emmanuel Macron (França) e de ter alguns pontos de entendimento com Pedro Sánchez (Espanha) e até com Alexis Tsipras (Grécia) , a questão dos refugiados coloca-a em maus lençóis perante um crescente número de países: Itália, Áustria, Hungria, República Checa, Polónia ou Eslováquia são apenas alguns deles.

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