Próximo de Pedro Passos Coelho, foi eleito presidente da distrital do PSD/Lisboa em março deste ano, sucedendo a figuras como Marcelo Rebelo de Sousa, Pacheco Pereira ou Manuela Ferreira Leite. De acordo com informações nunca desmentidas, Carlos Moedas terá tentado impor outra solução, no caso Sebastião Bugalho. Mas não guarda rancor ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa (“era o que faltava”) e diz-se agradado com a ideia de ter o eurodeputado como porta-voz — nem o facto de Bugalho ter apenas dois anos de militância o incomoda.
Em entrevista ao Observador, no programa Vichyssoise, o também deputado social-democrata fala sobre a mais recente crise nos exames nacionais, reconhecendo a instabilidade que o processo causou, mas também sobre o desafio que representa a aprovação do próximo Orçamento do Estado. A tática, essa, está bem ensaiada: pressionar a oposição. “Chumbar um orçamento de um Governo que foi a votos há um ano e meio, é explicável e compreensível para algum português? Julgo que não.”
Bruno Ventura foi ainda confrontado com as possíveis ambições de Pedro Passos Coelho, mas prefere não contribuir para esse peditório. Para o presidente da distrital do PSD/Lisboa, as opiniões do antigo primeiro-ministro devem ser valorizadas e todos aqueles que se deitam a adivinhar o que Passos quer para o futuro estão, na verdade, a prestar um mau serviço ao partido e ao país.
“Incerteza nos exames nacionais gerou consternação”
É inevitável começarmos pela questão dos exames nacionais. Ao longo de todo o processo, Fernando Alexandre disse várias coisas, algumas delas contraditórias: que os problemas com os exames nacionais eram fake news; que a culpa era dos agrafadores; dos diretores das escolas, que tinham feito mal a convocatória; da empresa informática, que fez asneira; dos pais que tinham imprudentemente marcado férias… Não temos tempo para dissecar tudo o que aconteceu, mas, do ponto de vista político, a comunicação de Fernando Alexandre revelou desnorte?
Mais importante do que avaliar a qualidade de comunicação de um ministro é avaliar as decisões políticas do ministro neste contexto. Este é um momento que gera consternação. Devemos assumir. A incerteza que existiu nos últimos dias gera consternação e preocupação. E devemos assumir esse erro, que tem uma origem operacional. O ministro tinha algumas decisões. A primeira era se abdicava do financiamento do PRR para a digitalização das avaliações dos exames e optou por não abdicar desse financiamento — esta digitalização das avaliações traz mais-valias no rigor da avaliação e traz mais-valias na transparência da avaliação. Depois, perante o erro, que é operacional, o ministro tinha uma de duas decisões: ou mantinha os prazos ou adiava os prazos.
E tomou as duas, porque disse que mantinha e depois decidiu adiar.
Não, peço desculpa. Quando se verificou esta consternação, o ministro tomou a decisão de adiar.
Depois de ter dado garantia de que não iam ser adiados.
Reparem, no momento em que os técnicos estão a dar indicações ao ministro de que tudo é cumprido dentro dos prazos e que isso não compromete o rigor, é normal que o ministro informe o país de que os prazos serão mantidos. Mas era importante garantir que os professores tinham os seus prazos de avaliação. Logo, ou o ministro insistia em comprimir os prazos ou garantir que os alunos eram avaliados com justiça e com rigor, sem sobrecarregar professores. Claro que há um custo político, mas tomou uma opção. Como políticos, não lidamos sempre com cenários perfeitos. Às vezes, no mau cenário, temos que tomar uma decisão por mais impopular que ela seja. Este ministro deu prioridade ao que é mais importante para a vida dos alunos e das famílias, que é o rigor na avaliação.
O ministro não fica, portanto, fragilizado?
Não.
Não falta um pedido de desculpas?
O ministro fê-lo nas entrevistas que deu, disse que lamentava. O líder parlamentar do PSD também disse. Estou aqui a dizer que é lamentável. Não há dúvidas nenhumas sobre isso. Sabemos que isto tem impacto. Esse não é o ponto. Agora, há um custo de transição de modelo de avaliação. O ministro apostou num modelo que traz mais qualidade na avaliação, porque padroniza. Houve aqui um custo que se traduz num adiamento dos prazos de avaliação do ensino superior, em média, de 3 a 4 dias. É um quadro ideal? Não. Gerou consternação? Sim. Mas o ministro deu prioridade ao rigor e à segurança da avaliação.
Se a segunda fase de exames nacionais enfrentar os mesmos problemas, a vida de Fernando Alexandre fica mais difícil?
Sou político, não sou analista. Não estou aqui para antecipar esses cenários.
Mas o ministro tem obrigação política de garantir que não se volta a repetir.
Com serenidade, podemos ter muito mais garantias de que os problemas foram identificados e corrigidos.
“Estou muito contente com Bugalho a dar a cara pelo partido”
É líder da distrital do PSD/Lisboa. Tivemos, há umas semanas, o Congresso do PSD, muita governamentalização — quase todos os ministros discursaram em horário nobre. Ao mesmo tempo, nesse mesmo Congresso, Sebastião Bugalho, com dois anos de militância, foi anunciado vice-presidente e porta-voz do partido. Isto é um bom sinal para as estruturas do PSD? Não estão a ser atiradas para um plano secundário?
É um ótimo sinal. Significa que o partido consegue atrair quadros de qualidade que têm muitos anos de militância, como consegue atrair quadros que não eram militantes do partido e projetá-los. E tenho muito gosto em ter ministros a falar no Congresso. Significa que estamos a governar.
Mas essas pessoas com muitos anos de militância não estão a ter um espaço tão relevante como outras figuras e parece que Luís Montenegro teve de ir buscar uma pessoa com apenas dois anos de militância para representar o partido. Não é um sinal de esvaziamento do papel das estruturas do PSD?
Não está nada esvaziado. Estou muito contente com o papel que a distrital do PSD/Lisboa representou nesse Congresso, com a reflexão pública que lançámos. Não nos sentimos de todo diminuídos. Mas vocês também têm responsabilidade neste debate. Às vezes, parece que existe um bocadinho de esquizofrenia. Os partidos são muito criticados porque não vão buscar gente nova e depois estamos a fazer um quadro dramático porque alguém há dois anos não era militante e hoje é vice-presidente do partido. Estou muito contente que o PSD tenha um quadro novo como o Sebastião Bugalho dar a cara pelo futuro do partido.
E a ideia de ter Sebastião Bugalho como um futuro líder do PSD agrada-lhe?
O PSD tem um líder que é primeiro-ministro. Não vos vou dar o título da entrevista que vocês desejam. As pessoas estão-se nas tintas para isso. O PSD tem um líder que é primeiro-ministro e que tem a oportunidade de fazer o que este partido não fez desde 1991. O PSD não teve um ciclo longo de transformação portuguesa, merecedor da confiança dos portugueses desde 1991. O futuro da liderança é uma não-questão.
“Lutaremos para pedir maioria de confiança”
Aos problemas na Saúde e no acesso à Habitação, somou-se agora a instabilidade na Educação. O custo de vida continua a aumentar. Os alertas sobre o estado das contas públicas repetem-se, o ministro das Finanças já afastou mais descidas no IRS e o prometido bónus nas pensões pode ser uma miragem… Cheira a fim de festa no PSD?
Nunca estivemos em festa. Tivemos a governar com responsabilidade. Falemos dos dados macroeconómicos. Garantimos a redução da carga fiscal sobre a classe média como não acontecia há duas décadas. Conseguimos subir o salário mínimo e reduzir o IRS sobre a classe média, o que é um sinal importante. Tivemos dois anos sucessivos com superávit. Reduzimos a dívida pública. Esse aumento de despesa de que falam é o aumento referido pelo professor Mário Centeno, que é a despesa líquida do Estado, despesa que fixámos maioritariamente em pessoal. Isso aconteceu de facto, mas aconteceu porque enfrentámos, em 2024, um quadro de emergência, de sangria de talento, na Educação, na Segurança Pública, na Defesa Nacional e na Saúde. Tínhamos de responder a essa emergência e remunerar com dignidade.
No entanto, um governo de centro-direita pode voltar aos défices. Isso não pode ser um problema reputacional para o Governo?
Não. A União Europeia estipula claramente o que é um défice saudável. Se temos contas públicas saudáveis e decidimos, por momentos de catástrofe, como aconteceu duas vezes de forma sucessiva, com o estreito de Ormuz e antes com o comboio de tempestades, é nesses momentos que o Estado é preciso, para responder a choques externos nos quais o Governo não tem responsabilidade.
A questão do défice anda de mãos dadas com a questão do crescimento económico, que era a grande promessa do governo da AD. Até ver, não há resultados de encher o olho.
Não são resultados como os dez anos do Professor Cavaco Silva, com duas maiorias absolutas. Cá lutaremos. Somos um partido de vocação maioritária. Cá lutaremos para pedir essa maioria de confiança aos portugueses, para que possamos produzir mudanças que permitam esse nível de crescimento económico. Mesmo assim, deixem-me dizer que crescemos acima da média europeia e crescemos acima da média europeia e quando o nosso maior mercado exportador, que são os países da União Europeia, estava a contrair. Crescemos tanto como gostaríamos? Não, não crescemos, o contexto internacional também é bem diferente.
Os socialistas poderão dizer o mesmo. Enfrentaram uma pandemia, enfrentaram a guerra na Ucrânia e, no entanto, o PSD acusava o Governo de António Costa de não conseguir pôr a economia a crescer.
Quando isso aconteceu, o mercado europeu estava em crescimento. Agora, conseguimos um crescimento com o mercado europeu em contração. Já agora, veremos se esse tal milagre socialista, tendo em conta o que se passou com a migração, não será corrigido. Nessa altura, quando virmos de facto os dados macroeconómicos verdadeiros dos últimos quatro anos de governo socialista, veremos melhor o sucesso da política da AD.
“Ninguém compreenderia chumbo do OE”
Além de líder da distrital de Lisboa é também deputado do PSD, que teve esta semana as suas jornadas parlamentares, marcadas pelas renovadas críticas ao Chega e ao PS. Depois de tudo a que temos assistido, não é de assumir que o Governo está bloqueado no Parlamento?
As melhores pessoas para vos dar essa resposta são o secretário-geral do Partido Socialista e o líder do Chega. Têm de dizer se a intenção deles é bloquear ou não o Governo. Se o PS e o Chega entendem que a melhor forma de estar na oposição é bloquear o Governo, têm que o assumir perante os portugueses. Uns não podem fazer de conta que são muito contra o socialismo e os outros não podem andar sempre a dizer que é preciso linhas vermelhas e depois governarem juntos a partir da Assembleia da República. Em democracia não se responsabilizam só os governos. O papel da oposição também é responsabilidade. Não pedimos adesão. Só pedimos que respeitem a vontade do povo. Temos um programa de Governo para executar.
O próximo grande desafio é o Orçamento do Estado. O Chega já sinalizou que está fora. Acredita que será José Luís Carneiro a salvar mais uma vez o Orçamento?
Não faço a mínima ideia. Vamos enfrentar o Orçamento do Estado com o seguinte quadro: os últimos reembolsos do PRR são pagos em 2027, o ano marcado pelas consequências do tal comboio de tempestades; vivemos num contexto internacional de insegurança, obrigados a reforçar o investimento em Defesa. Acham que é a altura certa para andar a chumbar Orçamentos para segurar os respetivos eleitorados? Será que estes partidos não conseguem olhar um bocadinho para fora da fronteira partidária e perceber que o país precisa de ter um Orçamento? Julgo que esta é a principal questão que deve ser colocada.
Governar em duodécimos seria um drama.
Governar em duodécimos nunca é bom para o país. O Presidente da República quis garantir que o Orçamento não tinha uma relação automática com uma crise política que levaria a eleições, precisamente porque o país teve muitas eleições. Agora, não vamos mentir: num quadro internacional e nacional como este, por motivos partidários, chumbar um orçamento de um governo que foi a votos há um ano e meio, é explicável e compreensível para algum português? Julgo que não.
Acredita convictamente que a legislatura vai chegar ao fim?
Claro que acredito.
Mesmo com o quadro que descreveu?
É uma questão de respeitar a vontade dos portugueses. Os portugueses estão fartos de eleições. O facto de não nos terem dado uma maioria absoluta não significa que a mensagem política não tenha sido evidente: Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal, deve formar governo e deve governar. Esse é o caminho que iremos seguir.
Se houver eleições antecipadas, o PSD deve pedir maioria absoluta?
Reparem, o PSD fez história na democracia portuguesa pelo seguinte: deixámos sempre um país melhor do que aquele que recebemos, mas também o fizemos porque somos um partido de vocação maioritária. Conquistámos maiorias de confiança para fazer essa transformação. Esse é, de facto, o desafio central do partido. Só poderemos ser responsabilizados se conseguirmos entregar políticas e resultados.
Logo, deve pedir maioria absoluta.
Meus caros, não tenho dúvidas nenhumas: sei de que partido faço parte; somos um partido de vocação maioritária e não vamos abdicar disso.
Percebemos que não queiram antecipar cenários, mas é importante saber a sua posição de princípio numa questão que se pode vir a colocar no futuro: se o PS vencer as eleições legislativas, mas existir uma maioria de direita, o PSD deveria governar com o Chega?
Peço-vos que me respeitem um bocadinho. Não sou analista, não sou político.
Estávamos a pedir-lhe uma posição de princípio.
A minha posição de princípio é esta: deve governar quem ganha.
Portanto, recusa ‘geringonça’ de direita mas também diz que, em caso de vitória do Chega, o PS e o PSD não devem juntar-se para impedir que o Chega governe. É isso?
Sou dirigente do PSD. Não tenho outra equação que não seja o PSD ganhar eleições.
Mas já disse que governa quem ganha.
É uma convicção de princípio.
“Passos é o primeiro interessado em que isto corra bem”
Na sua primeira grande entrevista como líder do PSD/Lisboa não escondeu a profunda admiração por Pedro Passos Coelho e defendeu que o partido devia ouvir e valorizar as intervenções do antigo primeiro-ministro. Se Luís Montenegro falhar, o futuro do partido pode passar por Passos?
Vou repetir: não tenho outra equação. Luís Montenegro mereceu a confiança dos portugueses. Tem direito de governar e de se recandidatar para lutar por essa maioria de confiança. Merece esse apoio. Sou contra esse automatismo — uma figura com a estatura política do Pedro Passos Coelho emite uma opinião e tem que ser imediatamente candidato a alguma coisa? Acho que isso revela alguma imaturidade democrática.
O próprio Pedro Passos Coelho disse que voltaria se isto corresse mal. A pergunta que lhe fazemos é sobre se considera ou não que esse regresso é um assunto arrumado?
Não tenho a ousadia nem a arrogância de falar em nome do Pedro Passos Coelho. Vejo muita gente que parece que tirou licenciaturas e mestrados em “Comunicação de Pedro Passos Coelho”. Não tenho essa ousadia. E, do que conheço da personalidade política dele, sei que é o primeiro interessado em que isto corra bem, porque seria bom para o país. É por isso que o admiro. É um homem muito menos preocupado com essas análises e questiúnculas partidárias e muito mais preocupado com o futuro do país.
A confessa admiração que tem por Passos Coelho não ficou afetada quando o antigo primeiro-ministro falou em “prostitutos sem caráter”?
Não, não ficou. E acho que esse é um exercício desagradável. Pedro Passos Coelho estaria a falar numa conferência, podem ter feito uma pergunta em abstrato…
Não, não houve pergunta. Foi uma intervenção de fundo.
Mas podia estar a responder a uma questão num ambiente de conferência e, a meio, tira-se uma citação… E porque é que isso tem imediatamente que ver com o PSD? Possivelmente estava a falar de como é a Europa estava a reagir ao populismo… Por amor de Deus.
“Desagradado com Moedas? Era só o que faltava”
Surgiram notícias, nunca desmentidas, de que Carlos Moedas tentou convencer Sebastião Bugalho a concorrer contra si e tomar a distrital do PSD/Lisboa. Conseguiu perceber as motivações do presidente da Câmara Municipal de Lisboa?
Não, nem procurei perceber. Só falo por mim. Quis liderar a distrital do PSD/Lisboa, apresentei uma candidatura e fui procurar apoios para fazê-lo. A minha preocupação era o que é que oferecia, o que é que a minha liderança podia oferecer a Lisboa.
Mas ficou desagradado com esse gesto de Carlos Moedas?
Não. Não sei sequer se isso é verdade ou se deixa de ser verdade. Mas se for verdade, não há problema nenhum. Era só o que faltava.
Não o incomodou?
Nada.
A caminho dos cinco anos de presidência, Carlos Moedas tarda em encontrar uma solução definitiva para o problema do lixo. Os problemas de mobilidade agravaram-se. O acesso à habitação continua a ser um enorme desafio… Moedas tem feito um bom trabalho em Lisboa?
Tem feito um trabalho extraordinário. Naquilo que depende dele, tem dado resposta na aceleração de prazos de licenciamento para nova habitação, entrega de resultados concretos com nova habitação, reforçou a equipa de higiene urbana, que começa a apresentar resultados. Neste mandato, Carlos Moedas conquistou uma maioria [com uma ex-vereadora do Chega]. Tenho total confiança na capacidade de gestão de Carlos Moedas.
Depois de ter adiado até ao máximo o anúncio da recandidatura em 2025, faz sentido que Moedas já esteja a pedir uma grande maioria para 2029, quando lhe faltam mais de três anos de mandato?
Não posso responder por Carlos Moedas. Mas, como devem imaginar, fico contentíssimo pelo presidente da Câmara de Lisboa deixar claro que irá a votos para procurar renovar a confiança dos lisboetas.
Falávamos do futuro do PSD no pós-Montenegro… Esse futuro pode passar por Carlos Moedas? Seria um bom presidente do partido e candidato a primeiro-ministro?
Vou repetir: estou-me nas tintas para esse tema. Quero saber é como é que ajudo o meu partido a fazer algo que não consegue fazer desde 1991, com políticas que mudem para melhor a vida das pessoas, nomeadamente nas periferias urbanas. Saber como é que pode responder a estes problemas que geram frustração na vida das pessoas e ajudar o meu país a construir uma maioria de confiança com Luís Montenegro, que está no início do ciclo político. Essa conversa sobre política e futura liderança, com honestidade, é uma conversa para vocês. A mim não me interessa nada e aos portugueses que trabalham todos os dias interessa muito menos.
Falou nos problemas que existem nas periferias das grandes cidades e também nas frustrações que se foram acumulando, fenómenos que coincidem em grande parte com o crescimento do Chega. Se o Governo falhar, o crescimento do Chega pode ser um problema sério para o PSD? Dito de outra forma, se o Governo resolver os problemas, o Chega pode ultrapassar o PSD?
Estou muito convicto de que forças políticas como o Chega germinaram precisamente a partir da frustração dos portugueses comuns com a falta de respostas em áreas essenciais como a Segurança, a Escola Pública, a Saúde… A missão do meu partido no Governo é, de facto, resolver esses problemas. Já estamos a conseguir fazê-lo, com certeza de que o combustível de um partido com a natureza do Chega reside na frustração das pessoas. Agora, não resolveremos isso com berros no meio do ruído.
“Férias com Bugalho? Preferia Poço”
Vamos entrar no bloco “Carne ou Peixe”, onde só pode escolher uma de duas opções. É de Vila Franca de Xira. Quem preferia ter como parceiro numa pega: Paulo Núncio ou Pedro Pinto?
Paulo Núncio, porque já está experimentado e porque sei que aguenta a dor. Não muda de posição só porque fica mais difícil.
Com quem gostaria de assistir a um jogo do seu Benfica: André Ventura ou José Luís Carneiro?
André Ventura.
Quem levava para umas férias em Cabo Verde: Sebastião Bugalho ou Alexandre Poço?
Alexandre Poço.
Quem preferia ter como guia turístico num passeio pela capital: Ricardo Mexia ou Carlos Moedas?
Os dois. Seriam ambos companhias agradáveis.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR