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Alexander Isak tornou-se o jogador mais caro da história da Premier League (e o quarto mais caro da história)
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▲Alexander Isak tornou-se o jogador mais caro da história da Premier League (e o quarto mais caro da história)

Getty Images

▲Alexander Isak tornou-se o jogador mais caro da história da Premier League (e o quarto mais caro da história)

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Os galácticos, os que deixaram milhões em Lisboa, os que fecharam quase tudo em junho: como a Premier esmagou a concorrência no mercado

Liverpool contratou dois jogadores acima dos 100 milhões, Arsenal juntou Gyökeres a Zubimendi, City investiu em junho, Chelsea vendeu para comprar: como a Premier fez dos maiores mercados de sempre.

Há um ano, quando o mercado de transferências encerrou, Julián Álvarez era o protagonista por um simples e valioso motivo: ao custar 75 milhões de euros ao Atl. Madrid para deixar o Manchester City, foi o dono do negócio mais caro de todo o verão. Um valor elevado, é certo, mas que não deixava de ser o espelho de uma janela nivelada por baixo e com mais contenção do que explosão.

Um ano depois, o cenário não podia ser mais distinto. À boleia da Premier League e do Liverpool, o mercado de verão contou com duas transferências acima dos 100 milhões de euros e banalizou aquele que era até aqui o jogador mais caro da história de Inglaterra – já que os 121 milhões que o Chelsea pagou ao Benfica por Enzo Fernández ficaram muito abaixo dos 144 que o Liverpool pagou ao Newcastle por Alexander Isak ou até dos 125 que Florian Wirtz custou.

Sem que seja possível fazer desde já as contas finais dos milhões movimentados pela Premier League nos últimos meses, é simples perceber que a primeira divisão de Inglaterra distanciou-se e muito das outras principais ligas europeias. A 17 de agosto, na matemática do Football Transfers, já era possível perceber que a Premier League já tinha investido mais de 2.200 milhões de euros – muito longe dos 780 da Serie A, dos 550 da Bundesliga, dos 450 da La Liga e dos 430 da Ligue 1.

Nos últimos dias e ainda sem a contratação recorde de Alexander Isak, a Sky Sports já indicava que este é já o maior mercado de sempre na Premier League: mais de oito mil milhões movimentados, ligeiramente acima do valor total do verão de 2023/24, que era ainda o maior até à data. O investimento dos clubes ingleses aconteceu destacadamente em avançados, mas os defesas custaram mais do que os médios, com o Manchester City a evidenciar-se nos guarda-redes graças à integração de James Trafford e Gigi Donnarumma.

▲ Ainda antes de contratar Alexander Isak, Liverpool já tinha investido mais de 100 milhões de euros em Florian Wirtz

Getty Images

Liverpool. Os donos do Monopólio que ficaram com uma equipa digna de outro mundo

Protagonistas do primeiro ao último dia. Depois de conquistar a Premier League na temporada passada, afastando a concorrência do Arsenal e aproveitando os anos vazios de Manchester City e Manchester United, o Liverpool olhou para o mercado de verão como a oportunidade de fortalecer ainda mais um plantel já talentoso e resolver os problemas criados por algumas saídas.

Logo nos primeiros dias de mercado de transferências e na concretização de um negócio que estava mais do que confirmado ainda com a temporada anterior a decorrer, os reds quebraram o próprio recorde de contratações e o da Premier League e garantiram Florian Wirtz, médio ofensivo alemão de 22 anos que conquistou a Bundesliga e a Taça da Alemanha com Xabi Alonso no Bayer Leverkusen, por 125 milhões de euros. Com o meio-campo aparentemente resolvido, até porque Gravenberch, Mac Allister, Chiesa e companhia iriam todos ficar, o Liverpool atirou-se às alas.

A saída de Trent Alexander-Arnold para o Liverpool abriu uma vaga na direita da defesa, enquanto que à esquerda Andy Robertson continuava sem grande alternativa numa altura em que já não tem o rendimento de outros tempos. Os eleitos acabaram por ser alvos cirúrgicos: Milos Kerkez, do Bournemouth e antigo alvo do Benfica, para a esquerda e por mais de 46 milhões de euros, e Jeremie Frimpong, para a direita e também do Bayer Leverkusen, por cerca de 40 milhões de euros.

No início de julho, a trágica morte de Diogo Jota deixou um novo vazio no ataque de Arne Slot. As saídas consentidas de Darwin e Luis Díaz, que rumaram a Al Hilal e Bayern Munique e significaram um encaixe financeiro de mais de 100 milhões de euros, permitiam ao Liverpool continuar a olhar para o mercado com otimismo e dinheiro para gastar. Hugo Ekitike, antigo jogador do PSG que estava agora no Eintracht Frankfurt e também interessava ao Newcastle, não demorou a rumar a Anfield por cerca de 95 milhões de euros – tornando-se, à altura, a segunda transferência mais cara da história dos reds, apenas atrás de Florian Wirtz.

Logo nos primeiros dias de mercado de transferências e na concretização de um negócio que estava mais do que confirmado ainda com a temporada anterior a decorrer, os reds quebraram o próprio recorde de contratações e o da Premier League e garantiram Florian Wirtz, médio ofensivo alemão de 22 anos que conquistou a Bundesliga e a Taça da Alemanha com Xabi Alonso no Bayer Leverkusen, por 125 milhões de euros.

Em negócios menos badalados, o Liverpool foi resolvendo problemas e dossiês. Vendeu Harvey Elliott (Aston Villa, 40 milhões), Jarell Quansah (Bayer Leverkusen, 35 milhões), Ben Doak (Bournemouth, 23,5 milhões), Caoimhín Kelleher (14,8 milhões) e Tyler Morton (Lyon, 10 milhões), emprestou Konstantinos Tsimikas à Roma e recebeu Mamardashvili, guarda-redes que estava assegurado desde a temporada passada e que tinha ficado cedido ao Valencia. Aproveitou as saídas para reforçar o eixo defensivo com Giovanni Leoni, central de 18 anos que estava no Parma e custou 31 milhões de euros, mas amealhou o suficiente para o xeque-mate final.

Numa autêntica novela de mercado que envolveu uma quase greve, uma recusa em jogar pelo clube com o qual ainda tinha contrato e a ideia de que tudo iria fazer para garantir a transferências, Alexander Isak tornou-se o verdadeiro protagonista do verão. O avançado sueco do Newcastle não equacionou voltar a vestir a camisola dos magpies depois de ter conhecimento do interesse do Liverpool e o assunto só ficou resolvido nas últimas horas – e com valores recorde.

Ao custar 144 milhões de euros ao Liverpool, Alexander Isak torna-se não só o jogador mais caro da história do clube como também o jogador mais caro da história da Premier League – ultrapassando o 121 milhões de euros que o Chelsea pagou ao Benfica por Enzo Fernández no final de 2022 e os tais 125 de Wirtz. Já no último dia de mercado e quando tudo parecia fechado em Anfield, ainda houve tempo para dar quase 40 milhões de euros por Marc Guehi, internacional inglês que é capitão do Crystal Palace, mas o negócio caiu quando os londrinos não asseguraram o substituto pretendido.

O avançado sueco e o central inglês completaram o verdadeiro all in da equipa de Arne Slot, que conta agora com opções de topo para praticamente todas as posições do onze inicial depois de ter investido mais de 500 milhões de euros num único verão para formar um plantel praticamente galáctico.

▲ Viktor Gyökeres foi uma das principais contratações do Arsenal no mercado de verão

Visionhaus/Getty Images

Arsenal. Gyökeres com referência, Zubimendi como nome de futuro

Depois de ficar no segundo lugar da Premier League nas últimas três temporadas, o Arsenal percebeu que precisava de investimentos-chave e jogadores que oferecessem garantias para atacar o título com outros argumentos. As saídas de Jorginho e Thomas Partey, ambas a custo zero e ambas relativas a dois jogadores com muitos minutos ao longo da época, asseguraram que o meio-campo seria uma das prioridades.

Depois de recusar o Liverpool há um ano para continuar a jogar na Real Sociedad, Martín Zubimendi aceitou deixar o País Basco para reforçar o Arsenal a troco de 70 milhões de euros. Seguiu-se Christian Nørgaard, médio defensivo do Brentford que custou mais de 11 milhões de euros, e com o setor intermédio já mais apetrechado foi tempo de Mikel Arteta e companhia olharem para a grande escassez da equipa nos últimos anos: a referência ofensiva.

Com Gabriel Jesus a passar longas temporadas de fora devido a lesão nos últimos anos, o Arsenal foi forçado a jogar com Kai Havertz e Mikel Merino enquanto referências ofensivas adaptadas e que não davam as garantias de que a equipa precisa. Viktor Gyökeres depressa se tornou a prioridade do Arsenal, até porque o avançado sueco rapidamente garantiu que o clube inglês também era a sua prioridade, e a novela de algumas semanas terminou com um acordo com o Sporting por 65,8 milhões de euros mais cláusulas por objetivos.

Na defesa e com Gabriel Magalhães e William Saliba a formarem a dupla indiscutível como centrais, o Arsenal procurou reforçar a alternativa com Cristhian Mosquera, central de 21 anos que estava no Valencia e custou 15 milhões de euros. Jakub Kiwior, lateral esquerdo que também podia jogar a central, saiu para o FC Porto por cerca de 17 milhões (com taxa de empréstimo inicial de dois milhões) e abriu espaço à chegada de Piero Hincapié, equatoriano do Bayer Leverkusen, por mais de 50 milhões. Na baliza, entrou Kepa Arrizabalaga, guarda-redes espanhol que continua a ser o guardião mais caro de sempre.

Depois de recusar o Liverpool há um ano para continuar a jogar na Real Sociedad, Martín Zubimendi aceitou deixar o País Basco para reforçar o Arsenal a troco de 70 milhões de euros. Seguiu-se Christian Nørgaard, médio defensivo do Brentford que custou mais de 11 milhões de euros.

Nos corredores, os gunners não precisaram de sair de Inglaterra para arranjar companhia a Gabriel Martinelli, Leandro Trossard e Bukayo Saka e ocupar a vaga de Raheem Sterling, que nunca foi muito utilizado mas não deixava de ser uma solução para Mikel Arteta. Noni Madueke deixou o Chelsea para mudar de clube em Londres e juntar-se ao Arsenal, significando um encaixe de cerca de 56 milhões de euros nos blues, e Eberechi Eze foi autenticamente desviado do rival Tottenham numa altura em que se preparava para assinar pelos spurs depois de ganhar Taça de Inglaterra e Community Shield com o Crystal Palace. Adepto do Arsenal desde criança, tento até passado pelas camadas jovens dos londrinos, custou perto de 70 milhões de euros.

Manchester City. Quase tudo arrumado antes do Mundial do Clubes – menos a baliza

Ao contrário do que aconteceu com o Liverpool, por exemplo, o Manchester City não quis esperar pelos últimos dias de mercado para resolver os problemas que Pep Guardiola carregava aos ombros desde a temporada passada. Ainda em junho, na antecâmara do Mundial de Clubes onde não passaram dos oitavos de final, os citizens já tinham investido mais de 130 milhões de euros em quatro reforços.

Tudo começou com Rayan Aït-Nouri, lateral esquerdo argelino que estava no Wolverhampton desde 2020 e que custou 36,8 milhões de euros. Seguiu-se Rayan Cherki, médio francês que estava no Lyon e que custou 36,5 milhões de euros mais seis mediante objetivos – numa movimentação alimentada mediaticamente pelo facto de o jogador, dias antes da transferência, se ter estreado por França na Liga das Nações e ter marcado um grande golo a Espanha.

Dias depois, foi a vez de Tijjani Reijnders. O médio neerlandês de 26 anos deixou o AC Milan, onde estava desde 2023, e mudou-se para o Manchester City por 55 milhões de euros. Aos três, na altura e por um valor ligeiramente abaixo dos três milhões, juntava-se ainda o guarda-redes Marcus Bettinelli, proveniente do Chelsea. Ao todo, no espaço de seis meses e juntando Nico González, Omar Marmoush, Vitor Reis e Khusanov, que chegaram ao Etihad em janeiro, os citizens já tinham investido mais de 300 milhões de euros em 2025 – numa clara mudança de política face aos últimos anos, onde todas as contratações eram cirúrgicas e quase isoladas por janela de mercado.

▲ Logo nas primeiras semanas da janela de transferências e ainda antes do Mundial de Clubes, Manchester City garantiu o francês Rayan Cherki

Getty Images

Depois do Mundial de Clubes, na verdade, só mesmo guarda-redes voltaram a justificar um investimento do Manchester City. Na sequência do fim de carreira de Scott Carson e com a saída de Ederson a ficar confirmada já esta segunda-feira, rumo ao Fenerbahçe, os citizens completaram a reformulação da baliza com James Trafford, que estava no Burnley e que custou mais de 31 milhões de euros, e também Gigi Donnarumma, que não contava para Luis Enrique no PSG e terá motivado um investimento a rondar os 35 milhões.

Em sentido contrário, as saídas do plantel de Pep Guardiola foram entre o fim de ciclo, o início de novo capítulo e a necessidade de minutos de jovens talentos. James McAtee foi para o Nottingham Forest por 25 milhões de euros, Yan Couto saiu a título definitivo para o Borussia Dortmund por outros 20, Máximo Perrone reforçou o Como por 13, Gündogan foi para o Galatasaray e Jack Grealish, Vitor Reis e Claudio Echeverri foram emprestados a Everton, Girona e Bayer Leverkusen. Kyle Walker deixou o clube ao fim de oito anos para assinar pelo Burnley e Kevin De Bruyne, até aqui capitão, saiu a custo zero para o Nápoles de Itália.

Manchester United. A preocupação com o ataque que ainda deixou arrumar a casa

Depois da chegada de Ruben Amorim em novembro e mesmo com a contratação solitária de Patrick Dorgu no mercado de inverno, não era preciso pensar muito para imaginar que o Manchester United teria de realizar uma óbvia revolução durante o verão. Não só porque o treinador português precisava de jogadores que encaixassem melhor no seu sistema, mas também porque o próprio clube precisava de jogadores que encaixassem melhor nos seus objetivos.

Com o fim da carreira de Jonny Evans, as saídas garantidas de Christian Eriksen e Victor Lindelöf, a ida de Marcus Rashford para o Barcelona e de Rasmus Højlund para o Nápoles e o exílio de Alejandro Garnacho no Chelsea, os red devils deram óbvia prioridade a um ataque que na temporada passada nunca soube dar seguimento ao que o meio-campo até procurava criar. O objetivo Matheus Cunha ficou resolvido ainda numa fase embrionária do mercado de transferências, com o Manchester United a pagar 75 milhões de euros ao Wolverhampton pelo avançado brasileiro, e seguiu-se um namoro antigo.

Na sequência do fim de carreira de Scott Carson e com a saída de Ederson a ficar confirmada já esta segunda-feira, rumo ao Fenerbahçe, os citizens completaram a reformulação da baliza com James Trafford, que estava no Burnley e que custou mais de 31 milhões de euros, e também Gigi Donnarumma, que não contava para Luis Enrique no PSG e terá motivado um investimento a rondar os 35 milhões.

Há muito que Bryan Mbeumo interessava ao Manchester United, mas as exigências financeiras do Brentford e a aparente ausência de projeto dos red devils nunca permitiu que o negócio acontecesse. Este verão, porém, tudo ficou fechado: o avançado camaronês custou 75 milhões de euros e tornou-se uma nova solução ofensiva para Ruben Amorim. Depois disso, o Manchester United ainda chegou a intrometer-se na corrida por Viktor Gyökeres, ainda que o sueco tenha sempre deixado claro que dava total prioridade ao Arsenal, e acabou por optar por aquela que ainda foi a alternativa dos gunners ao avançado ex-Sporting.

Benjamin Sesko, avançado esloveno que estava no RB Leipzig, custou mais de 76 milhões de euros aos cofres dos red devils e tornou-se a nova referência ofensiva de Ruben Amorim. O pormaior mais curioso do mercado do Manchester United, ainda assim, acabou mesmo por ser uma saída que não aconteceu: Kobbie Mainoo pediu para ser emprestado devido à escassez de minutos, mas o treinador português vetou a mudança e manteve o médio inglês no plantel. Pelo meio, ainda houve tempo para resolver as questões de Antony e Jadon Sancho, com o brasileiro a ficar definitivamente no Betis e o inglês a seguir para o Aston Villa.

Chelsea. Muitos milhões a entrar, muitos milhões a sair

Interpretado como o clube mais esbanjador das últimas janelas de mercado, a verdade é que o Chelsea até teve um verão um tanto ou quanto discreto tendo em conta o contexto milionário que se desenvolveu na Premier League. Apesar de ter investido muito e em muitos jogadores, a equipa de Enzo Maresca esforçou-se essencialmente em vender, colocar ativos e emagrecer um plantel mais do que vasto.

Bashir Humphreys, Mathis Amougou, Carney Chukwuemeka, Armando Broja, Renato Veiga, Kieran Dewsbury-Hall, Lesley Ugochukwu, Djordje Petrovic, João Félix, Christopher Nkunku e Noni Madueke saíram todos por verbas acima dos dez milhões de euros e Nicolas Jackson rumou ao Bayern Munique ainda por empréstimo, mas com uma cláusula de obrigação de compra no valor de 80 milhões. Tudo somado e, mais uma vez, o Chelsea tinha mais do que recursos financeiros para abordar o mercado com naturalidade.

▲ Bryan Mbeumo, Benjamin Sesko e Matheus Cunha, as três contratações do Manchester United de Ruben Amorim

Getty Images

Com investimentos mais estratégicos e que têm como objetivo potenciar jovens jogadores que podem um dia ser indiscutíveis na equipa principal – Kendry Páez, Dário Essugo, Mamadou Sarr ou Estêvão –, os blues apostaram essencialmente no ataque depois de uma temporada em que conquistaram Liga Conferência e Mundial de Clubes. João Pedro foi a grande contratação do verão do Chelsea, deixando logo um impacto claro no Estados Unidos e depois de ter deixado 64 milhões de euros nos cofres do Brighton, e Jamie Gittens foi resgatado ao Borussia Dortmund por 56 milhões.

Aproveitando o facto de Alejandro Garnacho ser excedentário no Manchester United, o Chelsea contratou o avançado argentino por mais de 45 milhões de euros, acrescentando-o a um lote que já contava com Liam Delap, ponta de lança que foi a referência ofensiva do Ipswich na época passada e que custou 35,5 milhões de euros, e também Jorrel Hato, lateral esquerdo que estava no Ajax e que chegou por quase 45 milhões. Já esta segunda-feira e numa altura em que se achava que o plantel dos clubes estava fechado, Enzo Maresca ainda recebeu Facundo Buonanotte, prodígio argentino que chega por empréstimo do Brighton.

Newcastle. A participação especial de quem encaixou 144 milhões e não quis poupar

Se Liverpool, Arsenal, Manchester City, Manchester United e Chelsea iriam sempre ser os grandes protagonistas do mercado de transferências em Inglaterra, a Premier League garantiu que havia espaço para uma participação especial do Newcastle. De volta à Liga dos Campeões depois de ter ficado no quinto lugar na temporada passada, a equipa de Eddie Howe sabia que tinha de se reforçar – mas também sabia que dificilmente conseguiria segurar as pérolas do plantel.

Ainda antes da novela à volta de Alexander Isak, o Newcastle viu Callum Wilson e Isaac Hayden saírem a custo zero para QPR e West Ham, mas conseguiu realizar encaixes interessantes com Sean Longstaff, que rumou ao Leeds por mais de 13 milhões de euros, e também Lloyd Kelly, que reforçou a Juventus por mais de 17 milhões. Em sentido contrário, os magpies deram uma demonstração de força muito associada ao investimento da Arábia Saudita que está por detrás do clube.

Aproveitando o facto de Alejandro Garnacho ser excedentário no Manchester United, o Chelsea contratou o avançado argentino por mais de 45 milhões de euros, acrescentando-o a um lote que já contava com Liam Delap, ponta de lança que foi a referência ofensiva do Ipswich Town na época passada e que custou 35,5 milhões de euros, e também Jorrel Hato, lateral-esquerdo que estava no Ajax e que chegou por quase 45 milhões.

Na defesa, o Newcastle foi ao AC Milan contratar o central Malick Thiaw por 35 milhões de euros. No meio-campo, foi ao Aston Villa contratar o médio Jacob Ramsey por mais de 45 milhões de euros. No corredor, foi ao Nottingham Forest contratar o extremo Anthony Elanga por 60 milhões de euros. E no ataque, já com a certeza dos 144 milhões que vão chegar por Isak, foi ao Estugarda contratar Nick Woltemade por 85 milhões de euros – tornando o avançado alemão no jogador mais caro da história do clube. Esta segunda-feira, porém, ainda houve tempo para a oficialização de Yoane Wissa, avançado que estava no Brentford, por uma verba a rondar os 63 milhões de euros.

Ao todo, o clube orientado por Eddie Howe investiu perto de 290 milhões de euros no mercado de transferências de verão, um valor ligeiramente abaixo do dobro do que recebeu do Liverpool por Alexander Isak e que coloca o Newcastle na corrida pelos lugares cimeiros da Premier League na temporada que ainda agora começou.

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