1243,3kWh poupados 1243,3 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

GettyImages-2218800567
i

▲Manifestação em Los Angeles

Bloomberg via Getty Images

▲Manifestação em Los Angeles

Bloomberg via Getty Images

Rusgas, protestos e militares. Sete respostas para entender como Los Angeles se transformou num "barril de pólvora"

Para conter protestos pró-imigração, Trump enviou militares para Los Angeles. Decisão é polémica, mas o Presidente e o governador da Califórnia podem retirar dividendos políticos do confronto.

    Índice

    Índice

Um “barril de pólvora”, acusações cruzadas e carga policial. Los Angeles (LA) está a ser palco de várias manifestações abertamente contra a política migratória adotada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump. Os protestos não ficaram sem resposta. No sábado, a administração norte-americana enviou dois mil soldados da Guarda Nacional para a cidade, uma ação bastante criticada pelo governador da Califórnia, Gavin Newsom, e pela autarca de LA, Karen Bass.

Num tópico que Donald Trump sabe que mobiliza o Partido Republicano, a resposta contra os protestos está a ser musculada na Califórnia. Já os democratas Gavin Newsom e Karen Bass acusam a administração Trump de, ao enviar tropas, fazer um “espetáculo” em torno dos protestos para obter dividendos políticos e de exceder os poderes previstos pela Constituição norte-americana.

No início do ano, na sequência dos grandes incêndios que lavraram em Los Angeles, já se tinha assistido ao escalar da tensão entre as autoridades californianas e a administração Trump. No estado norte-americano com mais habitantes, as ordens federais são olhadas com muita desconfiança e a imigração é um tópico em que claramente autoridades estatais e federais estão em polos opostos. A animosidade da Califórnia às suas políticas — e como a pode instrumentalizar para proveito próprio — é um trunfo que o Presidente norte-americano sabe que pode usar para unir o Partido Republicano e desviar a atenção de outros assuntos. 

▲ Protestos em Los Angeles

Anadolu via Getty Images

O que causou os protestos?

Desde que regressou à Casa Branca, o Presidente norte-americano deu grande ênfase à questão da imigração, incluindo a deportação de todos aqueles que estão em situação irregular em solo norte-americano. Inspirada pelo conselheiro Stephen Miller, a administração Trump tem levado a cabo várias rusgas em todo o país, deportando milhares de pessoas.

No entanto, tem havido alguma contestação a estas políticas. A Califórnia é o caso mais paradigmático. Fazendo fronteira com o México, o estado tem mais de dez milhões de pessoas que nasceram fora dos Estados Unidos. Tendo em conta estes dados, o Serviço de Imigração e Controlo das Fronteiras dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) tem agido intensivamente na Califórnia, contra a vontade de grande parte dos poderes estatais.

Durante a última semana, o ICE fez rusgas em vários pontos de Los Angeles, incluindo perto de escolas e até de zonas comerciais. Isso revoltou em particular os grupos defensores dos imigrantes, que convocaram várias manifestações — até perto dos centros de detenção do ICE. Milhares de pessoas saíram às ruas para protestarem contra os métodos daquele organismo diretamente controlado pelo governo, através do Departamento de Segurança Interna.

GettyImages-2218796521

▲ Manifestantes pedem o fim do ICE

Los Angeles Times via Getty Imag

A autarca de Los Angeles, Karen Bass, corporizou o que muitos californianos sentiam, denunciando as rusgas no X: “Esta manhã [sexta-feira] tivemos conhecimento de ações federais de fiscalização de imigração em várias localizações de Los Angeles. Como mayor de uma cidade orgulhosa dos imigrantes, que contribuem para a cidade de diversas formas, estou profundamente zangada com o que aconteceu. Estas táticas instalam o pânico nas nossas comunidades e prejudicam os princípios básicos de segurança da nossa cidade”.

“Nós não vamos apoiar isto“, garantiu numa nota, publicada no X na sexta-feira passada. Em resposta, Stephen Miller deixou uma ameaça: “Não tem nenhuma influência nisto. A lei federal é suprema e a lei federal vai ser colocada em prática”. 

Como reagiu a administração Trump?

A resposta foi musculada e rápida. No sábado, o czar das fronteiras da presidência norte-americana, Tom Homan, anunciou na Fox News que a administração Trump decidira “mobilizar” e enviar soldados da Guarda Nacional para LA. Nas redes sociais, o Presidente norte-americano confirmou a notícia e acusou o governador da Califórnia, Gavin Newsom (a quem trata, de forma depreciativa, por Gavin “Newscum” num trocadilho com a palavra scum, “escumalha”), e a autarca de Los Angeles, Karen Bass, de “não saberem fazer o seu trabalho”. “Toda a gente sabe que eles não sabem. Por isso, o governo federal vai agir e resolver o problema.” 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, detalhou de que forma é que o “problema” ia ser resolvido. No X, a responsável pela comunicação da presidência norte-americana aproveitou para criticar duramente as “multidões violentas que atacaram os agentes do ICE e agentes federais que levavam a cabo as operações de deportação básica em Los Angeles”.

“Como resultado desta violência, os líderes irresponsáveis da Califórnia abdicaram completamente da sua responsabilidade em proteger os seus cidadãos”, atirou Karoline Leavitt, explicando que foi por isso que o “Presidente Trump assinou um memorando presidencial que ordenou a mobilização de dois mil agentes nacionais para endereçarem a falta do cumprimento da lei, que foi permitida que se alastrasse”.

Os republicanos uniram-se e aplaudiram a decisão. Criticaram duramente, por exemplo, que bandeiras de outros países fossem envergadas por muitos manifestantes em Los Angeles e atacaram em particular Gavin Newsom. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, acusou o governador de “estar ao lado dos criminosos que atacaram” os agentes do ICE, quando estes “tentaram incansavelmente arranjar os falhanços da administração Biden”. “O Presidente Trump fez exatamente o que precisa de fazer para restaurar a ordem.”

Pode Trump acionar a Guarda Nacional?

O envio de militares não foi bem recebido pelas autoridades californianas. Esta foi, aliás, a primeira vez desde 1965 que um Presidente norte-americano envia agentes da Guarda Nacional sem o consentimento do governador. Há 60 anos, o democrata Lyndon B. Johnson enviou tropas para o estado do Alabama para evitar mais violência, na véspera de uma manifestação a favor da proteção dos direitos civis da população negra, num estado profundamente conservador.

▲ A Guarda Nacional em Los Angeles

Anadolu via Getty Images

Em 2025, Donald Trump voltou a ignorar o consentimento das autoridades estatais e enviou militares para o estado da Califórnia. Composta por soldados na reserva, a Guarda Nacional é, como explica a Associated Press, uma entidade híbrida que serve tanto para responder a crises estatais, como a crises federais.

No entanto, há apenas três situações em que o Presidente norte-americano pode acionar a Guarda Nacional: o primeiro caso é quando os EUA estão em perigo de serem invadidos; o segundo é quando o Presidente é incapaz de “executar as leis dos Estados Unidos”; e o terceiro é quando existe uma rebelião ou perigo de uma rebelião contra a autoridade do governo norte-americano.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 3.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui e o segundo aqui.]

Terá sido com esta última justificação que o Presidente norte-americano considerou pertinente convocar a Guarda Nacional para agir em Los Angeles. Contudo, segundo a Reuters, vários analistas jurídicos consideram que as manifestações em Los Angeles não configuram uma “rebelião” — e não impediram o governo federal de executar as leis norte-americanas.

epa12165546 A Waymo self driving car burns as activists protest immigration raids in Los Angeles, California, USA, 08 June 2025. US President Donald Trump has deployed 2,000 National Guard troops, despite not receiving a request from the state of California for any additional assistance, following large protests against ongoing immigration enforcement raids in the Los Angeles area over the last couple of days.  EPA/CAROLINE BREHMAN

▲ Carros da polícia incendiados nos motins em Los Angeles

CAROLINE BREHMAN/EPA

Em 2020, durante os protestos que irromperam em vários pontos dos Estados Unidos após a morte de George Floyd, Donald Trump já tinha apelado às autoridades estatais para mobilizarem militares da Guarda Nacional. No entanto, alguns estados recusaram-se a fazê-lo; e a administração de Donald Trump nada fez, contrariamente ao que aconteceu em 2025 em Los Angeles.

Como reagiram as autoridades californianas?

Nas redes sociais e em várias entrevistas, o governador da Califórnia não tem poupado nas críticas ao chefe de Estado norte-americano e já avançou que vai processar a administração pela decisão de enviar tropas da Guarda Nacional.

Em declarações aos meios de comunicação social norte-americanos, Gavin Newsom acusou Donald Trump de ser um “mentiroso”. O governador alegou que falou com o Presidente norte-americano na sexta-feira à noite “durante quase vinte minutos”: “O assunto [dos protestos] quase nunca foi abordado”. “Eu tentei falar sobre LA, mas ele queria falar sobre outros assuntos. Tivemos uma conversa muito decente.”

GettyImages-2166818810

▲ Democrata Gavin Newsom, governador da Califórnia

CQ-Roll Call, Inc via Getty Imag

O governador californiano assegurou que Donald Trump nunca “falou sobre a Guarda Nacional” na conversa telefónica e que a decisão o deixou em choque. “Ele é um mentiroso. Não dá para trabalhar com o Presidente. Só existe trabalhar para ele e eu nunca vou trabalhar para Donald Trump”, assegurou.

Sobre o envio de militares, o democrata descreveu-o no X como uma decisão “propositadamente inflamatória apenas para escalar tensões”. “As autoridades de Los Angeles são capazes de garantir a ordem e o cumprimento da lei. Estamos coordenados com a cidade e o condado e não há necessidade”, escreveu Gavin Newsom, que acusou mesmo a presidência de norte-americana de “querer um espetáculo”.

As mesmas críticas foram replicadas pela autarca de Los Angeles. A democrata Karen Bass falou numa “escalada caótica”. “Falei com representantes da administração Trump para lhes dizer que o departamento da polícia de Los Angeles conseguia controlar as coisas que estavam a acontecer aqui e não havia necessidade de federalizar as tropas. Tê-las aqui é provocação e não era necessária na nossa cidade”, afirmou a autarca, que se desdobrou ainda em críticas às rusgas do ICE.

GettyImages-1567458097

▲ A democrata Karen Bass, autarca de Los Angeles, deixou críticas à atuação da administração Trump

Los Angeles Times via Getty Imag

A antiga candidata presidencial Kamala Harris também reagiu. No X, a democrata, natural da Califórnia, recordou que “Los Angeles é a sua casa”. “Estou horrorizada com o que estamos a testemunhar nas ruas da cidade. Usar a Guarda Nacional é uma escalada perigosa que significa provocar caos”, disse, acusando a atual administração de ter como objetivo “causar o medo”. Garantiu também que os protestos pelos direitos dos imigrantes têm sido “maioritariamente pacíficos”.

Tal como aconteceu com os republicanos, o Partido Democrata uniu-se em torno desta questão, criticando as ações da administração Trump. Esta segunda-feira, o governador da Califórnia anunciou que ia processar a presidência, insistindo que não havia “necessidade de a Guarda Nacional” ter sido acionada para Los Angeles. “Foi feito de uma maneira ilegítima e por um período de tempo que é uma séria violação da soberania” da Califórnia.

Na nota pública em que processa a administração Trump, o governador da Califórnia pede à presidência que “rescinda imediatamente” a ordem e para que a Guarda Nacional volte a ser “controlada pelo Estado da Califórnia e seja acionada quando for apropriado”.

Trump dá sinais de recuar?

Até ao momento, não há indicação de que o Presidente vá voltar atrás na sua decisão. Numa publicação na Truth Social esta segunda-feira à tarde, Donald Trump defendeu que tomou uma “excelente decisão” ao enviar a Guarda Nacional para lidar com os “motins violentos na Califórnia”. “Se não o tivéssemos feito, Los Angeles teria sido completamente destruída”, alega.

O chefe de Estado norte-americano também saudou o “bom trabalho” da Guarda Nacional, referindo que os protestos da “esquerda radical” não serão “tolerados”.

Segundo o memorando da Casa Branca, a Guarda Nacional pode estar até 60 dias em Los Angeles, caso seja necessário. Cabe ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, ordenar quando os militares se devem retirar. Ao mesmo tempo, o governante “pode usar outros ramos das Forças Armadas necessários para aumentar ou apoiar a proteção das funções federais”.

Em concreto, Pete Hegseth já ameaçou que os “fuzileiros navais” na base de Camp Pendleton (localizada na Califórnia) estão em “estado de alerta máximo” e podem “também ser mobilizados”. O secretário da Defesa justificou a medida com os protestos “violentos” contra os agentes do ICE, que têm como “objetivo prevenir a remoção de criminosos ilegais” de solo norte-americano.

Quantas pessoas foram presas?

Até ao momento, pelo menos 56 pessoas foram detidas na sequência dos protestos em Los Angeles. No entanto, para os próximos dias, os grupos de defesa dos imigrantes estão a convocar mais manifestações — o que significa que este número poderá aumentar.

GettyImages-2218812242

▲ Foram detidas 56 pessoas até ao momento

Los Angeles Times via Getty Imag

Além disso, em solidariedade com o que se passa em LA, já houve registo de manifestações na cidade de São Francisco. A polícia desta cidade californiana deteve pelo menos 60 pessoas, após estas terem vandalizado edifícios públicos e danificado carros.

O que pode ganhar Trump com isto?

A ação é drástica. Depois de já o ter feito em 2025 durante os incêndios, o Presidente norte-americano volta a desafiar claramente o governador da Califórnia. Durante o primeiro mandato, o chefe de Estado já tinha avisado muitas vezes que iria enviar tropas da Guarda Nacional para tentar controlar protestos. Em 2025, concretizou a ameaça. Uma fonte policial disse à CNN Internacional que a resposta pode ter sido exagerada — e que pode motivar novos motins.

Mas esta é, como realça a BBC, uma luta política que Donald Trump deseja travar. Colocando na mira os seus principais rivais ideológicos — a elite do Partido Democrata da costa oeste — o Presidente norte-americano consegue mobilizar a base eleitoral. Ainda para mais num tópico tão sensível como a política migratória.

epa12158844 United States President Donald Trump participates in a Roundtable Discussion with members of the Fraternal Order of Police at the White House in Washington, DC, USA, 05 June 2025.  EPA/CHRIS KLEPONIS / POOL

▲ Trump tem interesse em começar uma guerra contra a elite democrata da costa oeste

CHRIS KLEPONIS / POOL/EPA

“A Casa Branca acredita que a lei e a ordem, e o fortalecimento agressivo da política de imigração, são assuntos vencedores [para Trump]. As suas ações vão entusiasmar a base eleitoral e podem convencer alguns independentes preocupados com a segurança pública”, considera a BBC. Ao mesmo tempo, a presidência desgasta a imagem do Partido Democrata, com destaque para Gavin Newsom — que é um pré-candidato às primárias democratas em 2028 e que poderá entrar, ao vencê-las, na corrida à Casa Branca.

Incêndios em Los Angeles reabrem guerra entre Trump e o governador da Califórnia, um dos favoritos para suceder a Kamala

Além disso, a polémica acontece numa altura em que é preciso unir os republicanos. A par da divergências públicas com o magnata Elon Musk sobre a projeto de lei orçamental — a que Donald Trump deu o nome de “Projeto de Lei Grande e Bonito” —, há vários membros do Partido Republicano com várias dúvidas sobre  o seu sentido de voto.

Neste sentido, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, criticou no X os “insurgentes que enverguem bandeiras estrangeiras”, dizendo ser inadmissível que estes “estejam a atacar agentes do ICE, enquanto a outra metade da liderança política decidiu que o fortalecimento da fronteira é algo negativo”. E depois deixou um recado: “É altura de aprovar o projeto bonito do Presidente Trump e fortalecer ainda mais a fronteira.”  

Donald Trump deve aproveitar-se do confronto no tópico da imigração neste estado democrata. Mas também é certo que Gavin Newsom também pode retirar dividendos e ganhar balanço para uma futura candidatura, assumindo o estatuto de rosto da resistência às políticas do Presidente norte-americano, num Partido Democrata ainda à procura de rumo depois da derrota de Kamala Harris.

Gavin Newsom já é encarado quase como um rival. Assim, o czar das fronteiras até sugeriu deter o político por se recusar a cumprir as ordens federais. Ora, o governador da Califórnia deixou também um desafio: “Ele é um tipo duro. Porquê é que ele não faz isso? Ele sabe onde estou. Esse tipo de conversa fiada é cansativa. Então, Tom, prende-me. Vamos lá”.

Quem concordou com a ideia foi Donald Trump: “Eu [prendia-o], se fosse o Tom. O Gavin gosta da publicidade, mas eu acho que seria uma coisa ótima. Eu gosto do Gavin Newsom. Ele é um tipo simpático, mas é completamente incompetente, toda a gente sabe disso”. Na tarde desta segunda-feira, o czar das fronteiras já voltou com a palavra atrás, assegurando que “nunca houve qualquer discussão” sobre a detenção do governador da Califórnia.

Donald Trump pode ter jogado um importante trunfo para unir os republicanos em redor do projeto de lei “grande e bonito”, desviando o foco de polémicas como a recente discussão pública com Elon Musk. Com uma vantagem: o tópico da imigração é-lhe politicamente benéfico, mobiliza a sua base eleitoral e cativa até alguns independentes.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.