O Natal de Maria Mota este ano já iria ser diferente. Iria passá-lo pela primeira vez no Alentejo, na casa do seu companheiro, com toda a família: as duas filhas e as do seu companheiro, os pais, a irmã e o cunhado que vivem no Norte e a sobrinha que vive em Madrid. A pandemia, no entanto, acabou por lhe arruinar os planos. “A ideia era fazermos uma celebração todos juntos, na mesma casa, mas não foi possível. Será possivelmente para o próximo ano”, diz a diretora do Instituto de Medicina Molecular (iMM) João Lobo Antunes, em Lisboa, ao Observador.

Em vez disso os dois dias do Natal serão passados com diferentes pessoas e com as devidas regras para impedir a transmissão do novo coronavírus. No dia 24 de dezembro a investigadora, que lidera a equipa que desenvolveu um teste de diagnóstico para a Covid-19 recorrendo a reagentes existentes em Portugal, irá rumar até Vila Nova de Gaia para passar a ceia de Natal em casa da irmã e do cunhado com os pais. Nem as filhas da cientista, que passam a consoada com o pai biológico, nem a sobrinha e respetivo marido irão estar presentes.

Na véspera ou dois dias antes, Maria Mota e os familiares, à exceção dos pais que têm 82 anos, vão fazer um teste PCR para garantir que não estão infetados.
Maria Mota, diretora do iMM

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