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Só no outono e inverno do próximo ano é que os países com planos de vacinação contra o novo coronavírus poderão recuperar um estilo de vida semelhante ao que tinham antes da pandemia de Covid-19. Semelhante mas possivelmente não igual, porque só nessa altura saberemos se as vacinas resultaram mesmo e se permitem um relaxamento total das medidas de restrição impostas ao longo deste ano.

Esta é a realidade que Miguel Castanho, investigador principal do Instituto de Medicina Molecular, projeta para 2021. Em entrevista ao Observador, o bioquímico disse acreditar que, ao longo do próximo verão, o país poderá ter atingido os 60% a 70% de vacinação da população, o necessário para construir a imunidade de grupo essencial para esse tal regresso à normalidade (possível). No entanto, só depois no inverno poderemos confirmar de facto o impacto da vacinação e então perceber se poderemos apagar de vez a forma como vivemos este ano e vamos viver seguramente ainda grande parte do próximo.

Outros especialistas, noutros países, são mais otimistas. Moncef Slaoui, conselheiro científico principal da Operação Warp Speed (o programa governamental norte-americano que procura acelerar o desenvolvimento e distribuição de uma vacina contra a Covid-19) apostou que a vida iria regressar ao normal em “maio ou qualquer coisa perto disso” do próximo ano. O epidemiologista Arthur Reingold, da Universidade da Califórnia, também afirma que deve demorar até ao início do verão para que a vida volte à normalidade nos Estados Unidos. Mas que normalidade é essa? Será mesmo a mesma que tínhamos antes da pandemia, há um ano?

Que normalidade esperar em 2021

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