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Nadim Habib, economista, consultor e professor na Nova SBE, ficou conhecido por contar que, quando se colocou a hipótese de sair de Londres e vir para Portugal, para o país da mulher, viu isso com bons olhos porque queria um pouco mais de descanso. Olhou para os dados económicos de Portugal e presumiu que se trabalhava pouco por cá — mas quando se mudou para Portugal, ficou em choque ao descobrir que, afinal, os portugueses trabalham muito — a produtividade é que é baixa.

E é baixa porque, de um modo geral, as pessoas trabalham imensas horas mas produzem pouco (e com pouco valor). A culpa disso é dos “erros básicos de gestão” que penalizam a maioria das empresas portuguesas, onde falta a agilidade e a disciplina essencial para criar mais valor e adaptar os processos a um novo cliente, “brutalmente exigente”, e ao novo colaborador, que já não é o empregado de antigamente.

Quem é Nadim Habib?

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Nadim Habib nasceu na Dinamarca, filho de uma mãe dinamarquesa e pai libanês. Além da Dinamarca, viveu no Líbano, Bruxelas e, depois, foi para a London School of Economics, na capital britânica. É Mestre (M.Sc.) em Economia pela LSE e é, também, consultor internacional nas áreas de estratégia, inovação e criatividade. Foi CEO da Formação de Executivos da Nova SBE e da Angola Business School, tendo também trabalhado para diversas multinacionais no Reino Unido, Bélgica e Portugal. Mudou-se para Portugal no início da década de 90 e, hoje, coordena o programa “Leading for Organizational Agility“, na Nova SBE. Tem três filhos.

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Recusando por completo a ideia de que a legislação laboral seja um problema, em Portugal, Nadim Habib critica os “truques” a que as empresas recorrem (designadamente na altura de contratar) e fica espantado com os “exercícios de ficção” coletiva como é, nos dias de hoje, toda a gente ter, a cada ano, de marcar férias até 31 de março — “e é o próprio chefe, normalmente, que depois diz eh pá marca lá uns dias quaisquer e depois muda-se“.

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