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“Quando esta campanha terminar, vamos viver a crise das nossas vidas. Mais uma vez, às mãos do PS que desgovernou Portugal ao longo dos últimos anos”. Ato um. “E mais uma vez vamos arranjar desculpas para aquilo que aconteceu”. Ato dois. “Mas desta vez vai ser diferente: não iremos para o poder corrigir o que os outros fizeram e dar-lhes poder de novo quatro anos depois”. Ato três. E finalmente: “Desta vez não iremos apenas remendar o PS. Desta vez vamos remetê-los para a insignificância histórica que sempre deveriam ter tido em Portugal”.

A ideia, transmitida entre tantas outras e às vezes tão contraditórias, passou quase despercebida. Em cima do coreto de Santarém, entusiasmado pelo regresso à campanha, insuflado pela massa humana que o adorava, inspirado pelos sinais divinos que volta não volta diz receber, André Ventura arriscou adivinhar o futuro: um dia vingará Pedro Passos Coelho e a direita que caiu às mãos de António Costa.

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