A história dos espaços noticiosos televisivos guarda uma lista de vários momentos inusitados, desde quedas em direto a sismos. Um rato em pleno estúdio não seria dos cenários mais rebuscados. Uma série de publicações alegam que foi exatamente essa a situação pela qual passou uma pivot da Al Jazeera, quando estava no ar. As câmaras terão captado tudo, nomeadamente o pânico da jornalista. “QUE SUSTO EM PLENA TRANSMISSÃO! Um rato invade o estúdio principal da Al Jazeera durante um jornal ao vivo. A reação? Mista entre pânico e profissionalismo”, lê-se numa das publicações que circulam no Facebook.

No momento em que o animal surge em cima da mesa de trabalho da pivot, a jornalista ‘salta’ da cadeira para se afastar do rato e depois volta, numa momento de pânico.

No entanto, o vídeo não é real. No momento em que a jornalista se levanta, a cadeira roda e fica virada ao contrário. Contudo, no momento em que se volta a sentar, fá-lo com se a cadeira estivesse na sua posição natural, o que demonstra como o vídeo foi fabricado. Foi gerado com recurso a Inteligência Artificial.

Para além disso, Saad Abedine, produtor e editor de notícias da Al Jazeera, confirmou na rede social X que aquela situação nunca aconteceu. “A Al Jazeera nunca teve essas cadeiras, esse cenário ou essa apresentadora”, diz o responsável dos estúdios de Londres da cadeia televisiva árabe.

“Estou aqui há 11 anos e posso confirmar que nunca vimos um rato”, acrescentou Abedine, para, de seguida, e num tom mais descontraído, escrever que a Al Jazeera tem “gatos suficientes” nos estúdios.

Conclusão

O momento em que um rato invade os estúdios da Al Jazeera com a emissão a decorrer, e assustando a jornalista que estava no estúdio, não é real. O editor responsável pela versão em inglês da Al Jazeera (e cujos estúdios estão baseados em Londres) esclareceu que aquela situação nunca ocorreu e que não há ratos na empresa.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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