Estão a circular nas redes sociais várias publicações que alegam mostrar a colisão entre dois helicópteros no Rio de Janeiro, Brasil, a 14 de junho de 2026, num acidente que provocou a morte a seis pessoas. “TRAGÉDIA NO RIO: Colisão entre helicópteros mata cantor Oliver Tree e outras cinco pessoas”, lê-se numa das publicações. Nas imagens, é possível ver dois helicópteros a cair em direção ao solo.

No acidente deste mês, no Rio de Janeiro, duas aeronaves acabaram por cair num parque de estacionamento na localidade de Recreio dos Bandeirantes, a oeste da cidade. Segundo os bombeiros, as seis vítimas mortais seguiam nos dois helicópteros. De acordo com a polícia civil, entre os mortos estava o cantor norte-americano Oliver Tree Nickel, que estava na cidade durante uma pausa de sua digressão internacional. Morreram também o youtuber argentino Gaspar Prim, o diretor de vídeo argentino Lucas Vignale e o produtor musical brasileiro Lucas “Frota” Brito Chaves, além de dois pilotos.

As causas do acidente ainda estão a ser apuradas pelas autoridades. O portal G1 adiantou que o dono do helicóptero no qual viajavam os artistas foi multado em 2025 por recusa da entrega de documentação ao regulador da aviação.

No entanto, uma pesquisa com recurso a frames do vídeo que está a circular nas redes sociais mostra que as imagens não se referem ao acidente do Rio de Janeiro, mas sim a uma outra colisão, entre dois helicópteros em pleno ar e que ocorreu na Malásia em 2024.

O acidente aconteceu perto da base naval de Lumut, no oeste do país, durante um treino, provocando a morte a todos os dez tripulantes das duas aeronaves.

Conclusão

O vídeo que circula nas redes sociais não mostra a colisão entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, mas sim uma outra colisão, que teve lugar em 2024, na Malásia, e que também provocou a morte a todos os ocupantes das duas aeronaves.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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