Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica por aqui. Continuaremos a acompanhar aqui a evolução da guerra na Ucrânia ao longo de este sábado. Fique connosco.

  • Parlamento russo deve debater anexação de regiões do Donbass na quinta-feira

    A agência de notícias russa TASS noticia que o Parlamento russo, a Duma, deverá votar uma proposta de lei para anexar na Federação Russa as regiões do Donbass ocupadas pelo exército russo na próxima quinta-feira.

    Desde esta sexta-feira que decorrem referendos nas regiões de Donetsk, Ligansk, Kherson e Zaporíjia para votar a integração das regiões na Rússia.

  • Ucrânia pede ao Conselho de Segurança reunião sobre referendos de anexação russa

    A Ucrânia solicitou hoje que o Conselho de Segurança se reúna na terça-feira para abordar os referendos de anexação que a Rússia convocou em várias regiões, considerando que são uma “violação brutal” da Carta da Nações Unidas.

    O embaixador ucraniano, Sergiy Kyslytsya, solicitou a reunião com urgência numa carta ao seu homólogo francês, Nicolas de Rivière, atual presidente do órgão, pedindo também que um representante do Governo da Ucrânia e o secretário-geral da ONU, António Guterres, possam intervir.

    Kyslytsya acusou a Rússia de “continuar a violar a soberania e integridade territorial da Ucrânia, organizando um simulacro de ‘referendos’ nos territórios temporariamente ocupados” para consultar sobre a sua anexação, na qual as autoridades pró-russas destacaram uma alta participação, enquanto a Ucrânia denunciou numerosas coações.

    O embaixador aparentemente enviou a carta durante a conferência de imprensa do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, depois de este ter participado hoje na Assembleia Geral da ONU, onde afirmou que o Governo russo “respeitará inquestionavelmente os resultados dos referendos”, embora não tenha respondido se prosseguirá com a anexação imediata após a publicação dos resultados.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros russo acusou também a União Europeia e Estados Unidos de não serem “neutros” e fazerem parte do conflito.

    Serguei Lavrov falava numa conferência de imprensa após a sua participação na Assembleia Geral da ONU e depois de ser questionado sobre se um resultado favorável significaria uma anexação imediata, ao que respondeu: “A Rússia respeitará a expressão do povo ucraniano”.

  • Rússia admite que há 2.300 carros a tentar passar fronteira em direção à Geórgia

    A Rússia admitiu este sábado a existência de uma fila de cerca de 2.300 veículos na fronteira com a Geórgia, que esperam na Ossétia do Norte para passarem pelo desfiladeiro Verjni Lars, o único entre os dois países.

    “Atualmente, no território da República da Ossétia do Norte-Alânia, há uma acumulação significativa de carros à espera para passarem pela fronteira de Verjni Lars. Há cerca de 2.300 no total”, disse o Ministério do Interior daquela região russa.

    A polícia da Ossétia pediu aos cidadãos para que não viajem em direção à Geórgia.

    A fila está a aumentar desde quarta-feira, dia em que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a mobilização parcial para enviar cerca de 300.000 reservistas para combater a Ucrânia.

  • ONG denuncia que há menores de idade entre os detidos nas manifestações na Rússia

    A ONG russa OVD, que denunciou esta tarde que mais de 700 pessoas já foram detidas nos protestos contra a mobilização ordenada pelo Kremlin, deu mais pormenores sobre as detenções.

    De acordo com a associação, citada pela Sky News, haverá menores de idade entre os detidos. Ao todo, cerca de 300 terão sido detidos em Moscovo e 150 em São Petersburgo. Os restantes foram detidos em protestos um pouco por todo o país, incluindo em regiões mais isoladas como a Sibéria.

  • Zelensky apela à deserção dos militares russos: "Chegou vosso momento decisivo"

    “É melhor não aceitar uma carta de que convoca para a guerra que morrer num país estrangeiro como criminoso de guerra. É melhor fugir de uma mobilização criminosa que ficar ferido e depois assumir a responsabilidade em tribunal por participar numa guerra de agressão. É melhor renderem-se ao cativeiro ucraniano que ser morto pelos ataques das nossas armas.” Num vídeo divulgado esta noite — como se tornou hábito nos últimos meses —, Volodymyr Zelensky dirige-se diretamente aos russos que estão a ser convocados para reforçar as fileiras na Ucrânia instigando-os a não participar no conflito.

    O vosso momento-chave chegou: neste momento, está a ser tomada a decisão sobre se a vossa vida chegou ao fim ou não.”

    O Presidente ucraniano compara a mobilização parcial de reservistas, decidida pelo Kremlin esta semana, a uma “convocatória para a sepultura”. Zelensky defende que os comandantes russos desvalorizam a vida dos militares que estão a ser chamados para a guerra — “eles só precisam de voltar a preencher as posições deixadas vazias pelos mortos, feridos, aqueles que fugiram ou os militares russos capturados”.

    Depois, numa mensagem para as próprias fileiras ucranianas, Zelensky refere-se ao “heroísmo” dos militares sob o comando de Kiev e à luta pela “independência e justiça” para garantir: “Não deixam qualquer dúvida de que a Ucrânia vai prevalecer e que todos os invasores do nosso território serão derrotados.”

  • "Ainda existem nazis na Ucrânia." O discurso de Lavrov na ONU em que as culpas foram todas colocadas nos EUA

    O ministro dos Negócios Estrangeiros russo fez um discurso na Assembleia-Geral onde justificou ação na Ucrânia com “desnazificação” e “ameaça” à Rússia. E acusou EUA de tentarem dominar o mundo.

    “Ainda existem nazis na Ucrânia.” O discurso de Lavrov na ONU em que as culpas foram todas colocadas nos EUA

  • Índia e Brasil devem entrar no Conselho de Segurança para "equilibrar" países seguidistas dos EUA

    Sobre a situação da Ucrânia, Lavrov volta a dizer que há tendências “nazis” dentro do país. “Qualquer observador imparcial sabe que este regime falha em representar de forma verdadeira as pessoas que vivem na Ucrânia”, afirma, dizendo que este não é “um regime honesto”.

    Relativamente à proposta de tornar a Índia e o Brasil em membros permanentes do Conselho de Segurança, Lavrov diz que muitos países seguem as “indicações” dos Estados Unidos na ONU, apontando diretamente o dedo a países como a Alemanha e o Japão. A adesão destes países, diz, ajudaria a equilibrar essa tendência.

  • Lavrov diz que Rússia cumpre tratados da ONU e deixa críticas a secretário-geral

    Na conferência de imprensa após o seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas, o ministro dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov invocou repetidamente os tratados das Nações Unidas para justificar a ação do governo russo atualmente.

    Questionado por uma jornalista alemã sobre por que razão tantos russos estão a abandonar o país, Lavrov respondeu com outra pergunta: “A Alemanha não sabe quais são as convenções que dizem que há liberdade de movimento?”

    Perante outras questões sobre as críticas do secretário-geral que apelou à adesão dos tratados no que diz respeito a violação de territórios, Lavrov foi crítico de António Guterres. “O secretário-geral tem dito muitas coisas. Mas não me lembro de ele ter sido tão ativo para promover os acordos de Minsk”, diz, dizendo que a Rússia defende os tratados internacionais, incluindo “o direito à auto-determinação”.

  • Apoio à China e Palestina, cautela com o Irão. Os recados finais de Lavrov na Assembleia-Geral da ONU

    Sobre outros temas, Sergei Lavrov assegura ainda que a Rússia continuará a ter um papel “na região do Indo-Pacífico”, num sinal de apoio à China, e defende a defesa do Estado da Palestina.

    Afirma também que o mundo deve estar atento ao desenvolvimento do programa nuclear iraniano, mas que tal deve ser feito de forma “sustentada”.

    Lavrov cita ainda o antigo secretário-geral da ONU Dag Hammarskjöld, dizendo que “As nações unidas não foram criadas para levar os países para o paraíso, mas sim para os salvar do inferno”. E, antes de terminar, sublinha que a questão da Ucrânia deve ser primordialmente resolvida através da diplomacia.

  • Rússia sugere que Índia e Brasil se tornem membros permanentes do Conselho de Segurança

    O ministro dos Negócios Estrangeiros russo aproveitou ainda o seu discurso na Assembleia-Geral da ONU para deixar críticas às Nações Unidas e, em particular, ao secretário-geral António Guterres.

    Lavrov defendeu ainda a reforma do Conselho de Segurança, para incluir países de mais áreas geográficas do mundo. “Apoiamos a candidatura da Índia e do Brasil a um assento permanente”, declarou.

    “As Nações Unidas têm de ser protegidas, mas isso tem de acontecer numa plataforma honesta”, afirma.

  • "Ainda existem nazis na Ucrânia", afirma Lavrov

    Sobre a situação na Ucrânia, Sergei Lavrov justificou a “operação militar especial” russa no país com dois argumentos: proceder à “desnazificação da Ucrânia” e garantir a segurança nas fronteiras próximas da Rússia, que se sente “ameaçada”.

    “A Rússia reconhece a independência das antigas repúblicas soviéticas”, assegurou Lavrov, que acrescentou que, porém, “é inaceitável levar mais armamento para as fronteiras com a Rússia”. Justificou ainda os referendos no Donbass como sendo uma defesa de “cidadãos que se sentem russos”.

    Para além disso, Lavrov invoca o que diz serem vestígios da influência da II Guerra Mundial no país, dizendo que “ainda existem nazis na Ucrânia” e que a Rússia está a tentar levar a cabo uma desnazificação.

    “Estamos a seguir à risca a Carta das Nações Unidas”, garantiu, culpando uma vez mais os norte-americanos por terem criado “uma situação impossível” no panorama internacional.

  • Lavrov acusa Estados Unidos de tentarem "fazer de todo o mundo o seu quintal"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, usou o seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas para lançar um duro ataque aos Estados Unidos, que responsabiliza pela crise na Ucrânia e uma tentativa de domínio da ordem internacional.

    “Os EUA estão a tentar fazer de todo o mundo o seu quintal”, afirmou Lavrov, citando os exemplos prévios da ação norte-americana no Iraque e na Líbia, bem como o bloqueio económico a Cuba. “O Ocidente quer fraturar e destruir a Rússia”, acusou.

    Lavrov acusou os Estados Unidos de estarem a tentar interferir na ordem mundial através da NATO e a provocarem a China ao se oferecerem para fornecer armamento a Taiwan. “O secretário-geral das Nações Unidas tem de presar atenção a todos estes assuntos”, decretou.

    O representante russo considerou que as sanções aplicadas por vários países à Rússia na sequência da guerra na Ucrânia são “ilegais” e “contra a Carta das Nações Unidas”. Disse ainda que têm um alcance “grotesco e sem precedentes na História moderna”. Também a atual crise energética, disse, “é culpa dos Estados Unidos e é o resultado da irresponsabilidade da União Europeia”.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros fala na Assembleia-geral das Nações Unidas

    Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo intervém na Assembleia Geral das Nações Unidas. O responsável russo defende que o mundo vive um “momento dramático” e que a “segurança internacional se deteriora” rapidamente.

    Em vez de [a comunidade internacional] procurar um compromisso, lidamos com desinformação, encenações e provocações” no contexto do conflito na Ucrânia.

  • Mais de 700 detidos em protestos contra mobilização

    O grupo independente da sociedade civil russa OVD denunciou este sábado que mais de 730 pessoas foram detidas por protestarem contra a mobilização parcial para a guerra na Ucrânia desde que esta foi ordenada, há três dias.

    Segundo o mesmo grupo, citado pelo jornal The Guardian, houve detenções em 32 cidades russas.

  • Rússia aprova lei que facilita cidadania para estrangeiros que estejam no Exército

    O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou este sábado uma lei que facilita a concessão de cidadania russa aos estrangeiros que estejam a cumprir serviço nas Forças Armadas russas.

    Todos os estrangeiros que tenham assinado um contrato de pelo menos um ano para servir militarmente a Rússia têm agora o caminho facilitado para obterem a cidadania russa, não sendo sequer necessário ter um visto de residente, de acordo com a CNN.

  • Autoridades pró-russas relatam participação elevada em referendos sobre anexação

    As autoridades pró-russas no leste e sul da Ucrânia referem uma participação elevada no primeiro dia de votação dos referendos de anexação, este sábado no seu segundo dia, enquanto residentes e fontes ucranianas denunciam coação para participar na consulta.

    Segundo o líder da autoproclamada república de Donetsk, Denis Pushilin, a participação no primeiro dia de votação foi de 23,64%, enquanto na vizinha Lugansk foi de 21,97%.

    “Estou próxima da Rússia e considero-me russa. Apesar de ter nascido e crescido em Lugansk, onde vivo há 64 anos, sempre quis estar perto da Rússia”, disse à agência oficial TASS a primeira pessoa a introduzir este sábado o seu voto nesta região pró-russa.

    Noutro vídeo, uma jovem residente de Antratsit qualificou de “histórica” a votação, acrescentando: “Voto pela paz, a felicidade e o nosso bem-estar”.

    No sudeste, na região de Zaporíjia, a presidente da comissão eleitoral, Galina Katiushchenko, disse que 20,5% dos votantes já participaram no referendo de anexação à Rússia.

    A participação na consulta na província de Kherson, no sul, foi de 15,3%, segundo a presidente do órgão eleitoral pró-russo, Marina Zakhrova.

  • Confrontos entre recrutas e polícia na cidade de Omsk, na Sibéria

    Um jornalista da agência Reuters dá conta de que terá havido confrontos entre recrutas convocados para irem para a Ucrânia e agentes da polícia na cidade de Omsk, na Sibéria.

    De acordo com o Sky News, os confrontos terão começado depois de as pessoas terem entoado cânticos onde apelavam aos agentes da polícia para que fosse com eles “morrer nas trincheiras”.

    Nas redes sociais circulam imagens não verificadas dos confrontos.

  • Ponto de situação. O que aconteceu no 213º dia de conflito na Ucrânia?

    A guerra na Ucrânia está este sábado no 213.º dia, marcado pelos referendos nas regiões ocupadas pelos russos e pela demissão do vice-ministro da Defesa da Rússia. Aqui fica um resumo do que aconteceu até agora.

    • Continuam este sábado a decorrer em quatro províncias ucranianas ocupadas pelas tropas de Moscovo os referendos de adesão à Federação Russa — votações promovidas pelas forças russas e que a comunidade internacional já disse que não vai reconhecer como válidos. Os ucranianos estão a queixar-se de coação por parte das forças russas para votarem a favor da anexação.
    • A Rússia demitiu o vice-ministro da Defesa. O general do Exército Dmitri Bulgákov, responsável pelo abastecimento e munições, foi demitido do cargo “por ter recebido outro destino”, informou o governo de Moscovo em comunicado, sem acrescentar detalhes.
    • Há uma fila de cerca de 10 quilómetros na fronteira entre a Rússia e a Geórgia. As pessoas estão a ter de esperar mais de 20 horas para conseguir cruzar a fronteira. Na quarta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma mobilização parcial da população russa com o objetivo de recrutar cerca de 300 mil militares.
    • A Lituânia não vai dar o estatuto de refugiado aos russos que procurarem entrar no país para escapar à mobilização, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros daquele país no Twitter. “Os russos têm de ficar e lutar. Contra Putin”, escreveu o ministro Gabrielius Landsbergis.
    • O presidente do Conselho Europeu afirmou ser a favor de que a União Europeia abra as portas aos cidadãos russos que são objetores de consciência e que ignoram o apelo de Vladimir Putin.
    • Os comandantes russos estão “cada vez mais preocupados” com os recuos das forças da Rússia na Ucrânia, diz o Ministério da Defesa britânico num relatório sobre os desenvolvimentos no terreno publicado na manhã deste sábado.
    • O Chanceler alemão, Olaf Scholz, reiterou que o abastecimento energético para o inverno é seguro e salientou que o seu Governo está a preparar medidas para baixar os preços do gás e da eletricidade.
    • A construtora automóvel Toyota pôs fim à produção de veículos na Rússia. A empresa já tinha suspendido as operações na única fábrica na Rússia a 4 de março devido à interrupção no fornecimento de materiais e componentes essenciais.

  • Nova lei promulgada por Putin prevê 10 anos de prisão para quem fugir à mobilização

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, promulgou este sábado uma nova lei que introduz duras penas de prisão para os russos que recusarem lutar na guerra contra a Ucrânia.

    Segundo o The Moscow Times, a lei foi apresentada em julho deste ano no parlamento russo, a Duma, e foi aprovada num processo invulgarmente rápido esta semana, dias antes de Putin anunciar a mobilização parcial da população russa para a guerra na Ucrânia.

    A nova lei prevê penas duras para diferentes crimes:

    • Desertar durante o período de mobilização ou de guerra: até 10 anos de prisão.
    • Objeção de consciência: até 3 anos de prisão.
    • Rendição voluntária ao inimigo: até 15 anos de prisão.
    • Pilhagens durante o tempo de mobilização e de guerra: até 15 anos de prisão.

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