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Não fará parte, certamente, dos desejos pedidos com as 12 passas. Nem das resoluções para o ano novo. Mas tal como não há sábado sem sol nem domingo sem missa, também não há janeiro sem aumentos. Sabedoria popular à parte, vejamos o que nos espera em 2026 neste especial que a secção de Economia do Observador preparou. Rendas? Podem subir até 2,24%. Seguros? São esperados aumentos até 10% na saúde. Alimentação? O preço da carne é certo que aumenta e o do pão também aponta nesse sentido. Transportes? Os passes ficam na mesma, mas os bilhetes vão custar mais. E nas telecomunicações? Pode contar com uma fatura mais cara em janeiro. A loucura inflacionista de anos recentes abrandou, e espera-se que assim continue no próximo ano. Mas em alguns bens e serviços essenciais, o bolso das famílias volta a não ser poupado. |
Pensões, IAS, idade da reforma: em atualização |
Nos últimos dias foram confirmados outros aumentos (ou, em alguns casos, atualizações à luz da fórmula legal). Desde logo, a atualização das pensões mais baixas em 2,8% (ou no mínimo 9,29 euros), como já tinha sido possível antecipar com a inflação de novembro e o PIB do terceiro trimestre. Um bónus para os pensionistas, como aconteceu nos últimos dois anos, só lá para o meio do ano e apenas se as contas o permitirem. As pensões de janeiro, e não apenas as de fevereiro, como tinha sido avançado, já vão ser pagas de acordo com os novos valores. |
Assegurada está também a atualização do complemento solidário para idosos, que passa a ter um valor de referência de 670 euros mensais (8.040 euros para 12 meses), mais 40 euros face aos atuais 630 euros. |
Oficial é ainda o valor do novo indexante dos apoios sociais (IAS), que será de 537,13 euros, um montante que compara com os 522,5 euros de 2025. O IAS é um indicador relevante para apurar, por exemplo, o limite ao subsídio do desemprego, que no próximo ano será de 1.342,82 euros. |
Na ronda de diplomas obrigatórios de fim de ano foi ainda publicada a subida do salário mínimo nacional em 2026 para 920 euros, mais 50 euros face a 2025, cumprindo-se o acordo de valorização salarial. |
O que também não pára de subir é a idade da reforma, que em 2027 avançará para os 66 anos e 11 meses. Quem se reformar em 2026 terá de contar 66 anos e nove meses. |
O fator de sustentabilidade que penaliza as reformas antecipadas determina que em 2026, quem não tenha 40 anos de descontos terá uma penalização de 17,6%, face aos 16,9%, de 2025. |
Como resolver o problema dos acessos ao novo aeroporto? Com um bypass |
O futuro aeroporto de Lisboa ainda é um cenário mais ou menos distante no tempo (e há problemas sérios para resolver no atual) mas, aos poucos, o Luís de Camões vai ganhando contornos de realidade. Como chegar ao Campo de Tiro de Alcochete é uma das principais preocupações em torno do projeto. E o que já se sabe é que o novo aeroporto vai ter ligações ferroviárias de alta velocidade através de um bypass, ou seja, de um desvio, que será construído a partir da linha de alta velocidade que vai ligar Lisboa e Madrid. A solução surge no recente relatório sobre as acessibilidades ao novo aeroporto, como explica a Ana Suspiro, e prevê uma linha ferroviária que vai permitir ligações ferroviárias em shuttle até 200 km por hora. |
A ligação será feita diretamente a partir da saída da futura terceira travessia do Tejo, a sul, na nova linha que vai ligar o Barreiro a Évora. As acessibilidades consideradas prioritárias, nomeadamente a que envolve a ligação ferroviária pela ponte Chelas-Barreiro, devem estar concluídas em 2034/35. O novo aeroporto deverá ser inaugurado entre 2036 e 2037. |

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A EMPRESA |
Houve quem nem tivesse dado conta que fechou. Mas durante alguns anos, as toalhas que hoje surgem nas contas de Instagram de várias influencers deixaram mesmo de ser produzidas. Estávamos nos anos da troika e a Torres Novas tinha completado 166 anos. Em 2020, em plena pandemia, a marca renasceu, pela mão do sobrinho-neto do último dono. O regresso não foi fácil e saiu do bolso dos sócios. Mas hoje a Torres Novas é uma referência na roupa de cama, nas toalhas de mesa e de praia, e acabou de abrir uma loja própria em Lisboa. E apesar de não ter um nome fácil de pronunciar em inglês, vai fazendo também o seu caminho lá fora, atracada à história e à qualidade reconhecida dos têxteis-lar portugueses. |
Esta é a última newsletter de Economia de 2025. Na próxima semana voltamos a chegar à sua caixa de correio à quarta-feira, como habitual. Obrigada por nos subscrever e por acompanhar a informação económica com o Observador. Um excelente 2026! |