A Meta anunciou um acordo de compra da startup chinesa Manus, que no início deste ano deu nas vistas no negócio da inteligência artificial (IA). A empresa opera na área dos agentes de IA, ou seja, na automatização de tarefas a pedido dos utilizadores.

Há um novo agente de IA vindo da China. Manus é um segundo “momento DeepSeek” ou um novo “hype” da indústria?

O negócio foi anunciado esta segunda-feira. A empresa de Mark Zuckerberg destaca em comunicado que a aquisição permitirá “desbloquear oportunidades de negócio” em vários dos produtos de IA que a tecnológica desenvolve. Na nota, a dona do Facebook e Instagram explica ainda que “continuará a operar e a vender o serviço Manus, assim como a integrá-lo nos produtos”. Também há planos para escalar os agentes de IA “a muitos mais negócios”, diz a Meta.

Os novos “colegas” de trabalho que “um dia vão queixar-se aos recursos humanos”. O que são os agentes de IA que estão a chegar às empresas?

De fora do anúncio da Meta e da Manus fica o montante de aquisição. Mas, de acordo com o Wall Street Journal, que cita fontes anónimas, a transação rondará os dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros). O jornal norte-americano especifica que a startup estaria à procura de financiamento quando foi abordada pela Meta.

A Manus tem fundadores chineses mas está atualmente sediada em Singapura. Os produtos da empresa não estão disponíveis no mercado chinês, refere a Reuters. A empresa tem uma parceria com a chinesa Alibaba para o desenvolvimento de modelos de IA.

“Juntarmo-nos à Meta permite-nos construir sobre uma base mais forte e sustentável sem alterar o funcionamento da Manus ou a forma como as decisões são tomadas”, afirmou em comunicado Xiao Hong, CEO da Manus, também conhecido como Red (Xiao). “Estamos entusiasmados com o que o futuro reserva com a Meta”, explica este fundador que irá reportar a Javier Olivan, diretor de operações da Meta, detalha o WSJ.

Numa publicação no X, Red Xiao diz que “isto não é só uma aquisição”. “É uma validação de que o futuro para o qual estamos a trabalhar é real e que está a chegar mais cedo do que qualquer pessoa esperava”. Também afirma que “isto não é o fim”, já que, através da passagem para a Meta, “será possível desenvolver a uma escala” que os fundadores “nunca conseguiram imaginar”.

A nota da Manus explica que a prioridade da startup será “garantir que esta mudança não será disruptiva para os clientes”. A empresa continuará a operar a partir de Singapura, onde tem cerca de cem trabalhadores.