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Já é uma tradição de todas as campanhas. Mesmo antes de irem para a estrada, os principais candidatos juntam-se para o Debate da Rádio. A Rádio Observador, a Antena 1, a Renascença e a TSF organizam este confronto decisivo que é ouvido (em direto por FM e depois em podcast), visto (com uma transmissão em vídeo nos sites e no YouTube) e lido (no site de cada rádio). Com a força de todas estas rádios juntas, as respostas dos candidatos chegam a milhões de pessoas. Nestas presidenciais, tudo acontece na sexta-feira, 2 de janeiro, entre as 9h30 e as 11h30 — o horário nobre da rádio. |
O que se vai passar naquelas duas horas começa a ser preparado muito antes num grupo de WhatsApp (claro). É aí que se juntam os quatro moderadores: Rui Pedro Antunes, do Observador, Natália Carvalho, da Antena 1, Susana Madureira Martins, da Renascença, e Judith Menezes e Sousa, da TSF. Depois, os quatro encontram-se presencialmente para definir os temas e fazer um primeiro brainstorming de perguntas. A seguir, o trabalho continua com várias vídeo-chamadas em diferentes dias. |
Ao mesmo tempo, os quatro jornalistas vão fazendo alterações constantes a um documento partilhado que serve de guião. Nesse documento, cada moderador tem uma cor própria. O nosso Rui Pedro Antunes, por razões, digamos, pessoais, opta sempre por uma variação de verde. Como é evidente, há mudanças de última hora. Nas últimas legislativas, como houve um debate a oito na RTP na noite anterior, foi preciso rever o plano logo a seguir, até às 3h30 da manhã. Os quatro tiveram apenas três horas de sono antes de entrarem em estúdio. |
No grande dia, os moderadores vão falando entre eles pelo WhatsApp ao longo do debate para decidirem adaptações e cortes nas perguntas consoante o tempo disponível. No ouvido, têm sempre a voz de Carla Pinto, da Antena 1, que da régie os vai informando, pelo auricular, se lhes escapar, por exemplo, que um determinado candidato está a pedir a palavra. O resto, só depende dos candidatos. |
Do nosso lado, estamos prontos — está quase. |
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Talvez lhe tenha escapado
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Presidenciais 2026
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A família de Jorge Pinto vive há séculos em Amarante. Pai e avô foram autarcas rivais; um primo tirou os judeus da clandestinidade. Investigação Observador e Associação Portuguesa de Genealogia.
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Presidência da República
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Marcelo lamenta não ter sido ouvido antes de Montenegro tomar posição em Kiev sobre botas no terreno. Fonte de Belém garante que Presidente quis marcar reunião antes de período oficial de campanha.
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Aeroporto de Lisboa
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Traçado da linha de alta velocidade de Lisboa a Madrid vai aproximar-se do futuro aeroporto Luís de Camões e terá um bypass (desvio) para permitir ligações ferroviárias em shuttle até 200 km por hora.
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Primeiro-Ministro
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Luís Montenegro acredita em "três anos e meio sem eleições nacionais" e pede "unidade nacional" para país crescer. Só fala de reforma laboral de forma velada. E quer todo o país com "mentalidade CR7".
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Ministério da Educação
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Erros nas candidaturas aos quadros do Estado levaram professores com formação em ensino a ficar sem trabalho este ano. Querem lecionar, mas não lhes é permitido — e culpam o Ministério da Educação.
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Indústria
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A Secil nasceu nas encostas da Arrábida. Passou por guerras, nacionalizações e privatizações. Agora vai parar, por 1,4 mil milhões de euros, aos espanhóis da Molins.
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Panamá
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Natal de 1989: os EUA invadem o Panamá para derrubar um Presidente acusado de fraude eleitoral e narcotráfico. 36 anos depois, a mesma narrativa é utilizada na Venezuela — mas há muitas diferenças.
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Tiroteio
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“Estava a estudar lá poucos minutos antes.Tive sorte”, relata aluno. Crime abalou a comunidade da Universidade de Brown. Polícias e homenagens multiplicam-se num campus quase vazio.
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Espaço
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Nasceu na Bélgica, mas é filho de portugueses que sempre mantiveram ligação ao país. Ao Observador, o engenheiro da ESA recorda a génese do Ariane 6 e discute o futuro do setor espacial em Portugal.
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Livros
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Para quem procura o equilíbrio escrito num mundo desorientado; para quem anseia pela descoberta ou pela fuga; para os que apenas querem ler: esta é a lista dos nossos títulos favoritos deste ano.
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Cinema
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Desencontros trágicos e dilemas políticos, lado a lado com dramas pessoais e pedaços dolorosos de História: assim vivemos nas salas de cinema, guardando também interpretações memoráveis.
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Séries
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No final de um ano em que a televisão demonstrou mais uma vez ser tela criativa ímpar, eis os títulos que mais impacto deixaram — e a certeza de que vamos sempre a tempo daquilo que ainda não vimos.
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Música
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Se há discos que são óbvios vencedores neste final de ano, outros há que, sorrateiros mas decididos, conquistaram o mesmo estatuto. Ei-los, orgulhosos, os títulos que fizeram a nossa banda sonora.
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Espetáculos
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Histórias de chegada, exclusão e luta emergem em quase todas as peças do ano. O que fica de 2025? Um périplo pelos grandes momentos do teatro e da dança que passaram pelos palcos nacionais.
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Casas Reais
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É no próximo ano o casamento da princesa do Liechtenstein em Portugal, o polémico julgamento do filho da princesa da Noruega e as mudanças de André para Sandringham e da infanta Sofia para Paris.
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Cinema
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Ilusionista, marca imitada, repetida, variada, nunca suplantada, polémica, imortal. O Nimas, em Lisboa, dedica-lhe uma das maiores retrospetivas de sempre entre nós: 37 fitas, incluindo raridades.
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Opinião
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As elites estão mais vezes enganadas do que o povo ou não celebrássemos nós o "Governo do povo, pelo povo e para o povo". As razões porque se auto-iludem são ainda mais evidentes no tempo do algoritmo
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A generalização de suspeições sobre os políticos e a normalização das queixas anónimas como ferramenta de combate político é um erro que pagaremos caro.
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O PS não precisa de estados de alma e de estar num modo de indignação permanente. Carneiro precisa que ajudem a recuperar o partido e precisa de gente com gelo nos pulsos e capacidade de trabalho.
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Lá nasceu uma nova falácia. Desde que estou vivo creio ser a primeira. E vale todo o tempo que esperamos por ela. Ainda por cima de origem nacional, para ajudar a balança comercial mesmo no fim do ano
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Se há tempo para adiar a única solução que afasta o perigo existencial, é porque afinal a solução não é única e o perigo não é assim tão existencial. Como se terá processado essa descoberta?
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