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A língua portuguesa é uma língua viva no tempo e no espaço. Uma língua que um povo pequeno e pobre mas aventureiro levou pelo mundo fora. E que tem em Portugal, no Brasil, em Angola, em Moçambique, em Cabo Verde, na Guiné, em S. Tomé, em Timor, séculos de criadores, de inventores, de inovadores, no romance, na poesia, na música, no teatro, na vida de todos os dias. É uma língua grande e plástica e plural e aberta como toda a vida que vale a pena ser vivida. Vive nas palavras dos escritores – poetas, novelistas, cronistas, historiadores – e até nas daqueles que são um bocado disso tudo ou até dos que não são nada disso.

Quando penso na língua portuguesa, viajo no tempo até aos poetas dos cancioneiros d’Amor e d’Amigo, que a usaram para bem dizer, e passo pelos que a usaram com Escárnio para Mal Dizer. Penso em Fernão Lopes, em D. Duarte, em Zurara, em João de Barros, em Diogo de Couto que com ela fizera a crónica dos nossos dias de então.

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