Vivemos tempos em que o ruído é tomado como voz e a agressividade confundida com coragem. Nestas circunstâncias, a moderação surge como o verdadeiro ato de ousadia.
No mundo contemporâneo, ser moderado é nadar contra a corrente da pressa, da raiva, da polarização. É escolher a ponderação quando outros se entregam ao impulso. É construir pontes enquanto a maioria se compraz a erguer muros.
A moderação não é a ausência de convicções – é a presença da razão. Exige domínio interior, discernimento e uma profunda confiança nos próprios princípios. Só quem é verdadeiramente forte suporta o silêncio quando tudo grita à sua volta. Só quem é seguro da sua identidade consegue ouvir o outro, admitir as suas razões, sem sentir que isso o diminui.
O diálogo é, por isso, uma demonstração suprema de força: a capacidade de compreender sem abdicar de pensar. Aristóteles, o filósofo, dizia que a virtude reside no meio-termo. Essa sabedoria antiga tem uma pertinência urgente na sociedade digital que vive de extremos — do “tudo” ou “nada”, do “nós” contra “eles”.
É no espaço intermédio que nasce o entendimento, é na escuta que se encontra a verdade partilhável. O diálogo não dilui convicções, depura-as. Testa as próprias ideias à luz das dos outros e, nesse exercício, purifica-as da arrogância e do erro. Voltando à Grécia antiga: a dialética produz conhecimento novo.
A cultura do diálogo é, portanto, o antídoto contra a barbárie do monólogo coletivo. A moderação – tantas vezes caricaturada como fraqueza – é a coragem de quem não cede ao impulso das paixões destrutivas.
O forte dialoga porque confia na solidez dos seus argumentos; o inseguro grita porque teme o silêncio que o obrigaria a pensar. A moderação é força dos fortes. Nasce do autodomínio, da serenidade, da sabedoria. É o instrumento dos que não têm medo da complexidade e acreditam que o progresso humano só é viável onde há escuta, respeito e entendimento mútuo.
Numa época de ruído e de pressa, o moderado é o verdadeiro revolucionário: é aquele que ousa sustentar em público que a sensatez e a empatia podem mover o mundo.
António José Seguro representa para mim, mais do que o rosto credível da política nacional, a esperança num tempo em que Portugal parece perdido entre extremos e desilusões. Não apoio Seguro por conveniência partidária, mas pela convicção profunda de que só um moderado como ele, alguém com capacidade genuína para dialogar e unir, pode devolver ao país a serenidade de que este precisa.
Sempre admirei em António José Seguro a forma como se posiciona, não acima, mas ao lado dos portugueses, com o instinto inato de inclusão. A sua maneira de escutar e de compreender os problemas reais das pessoas inspira confiança e respeito.
O seu percurso está recheado de provas de coragem e de dignidade. Não se deixou dominar pelas lógicas partidárias nem cedeu à tentação do populismo. Manteve-se fiel a uma ética tão sólida quanto discreta, servindo o país pelo compromisso com a democracia e não por ambição pessoal. Fez do respeito pelas diferenças a sua bandeira.
O país precisa de um Presidente da República sereno, íntegro e capaz de devolver confiança e estabilidade às instituições. António José Seguro será uma referência ética como Presidente, um agregador de vontades, um símbolo de dignidade para todos os portugueses.