A bajulice

Uma estação televisiva, a TVI, lembra o aniversário do Primeiro-Ministro e cria um espaço para que os espectadores possam, cito, dar os parabéns ao dr. Costa. Ao contrário do que corre por aí, os milhões de euros com que o Governo nacionalizou a quase totalidade dos “media” não serviram para comprar propaganda. A propaganda e a censura das dissidências já existiam com abundância, graças a Deus. O dinheiro apenas lançou as redações numa competição para distinguir as maiores manifestações de sabujice face ao poder. O empenho das redações é grande. O descaramento com que o fazem é maior. Claro que todos temos de ganhar a vida, mas vender o corpinho nas esquinas é muito mais digno do que isto. E não obriga ao uso daqueles fatos ridículos da rapaziada televisiva.

O parasitismo

Os líderes europeus discutem à mesa o “fundo de recuperação”. O sofisticado estadista que representa Portugal “esparrama-se no sofá” (está escrito, embora não pelo “jornalismo” caseiro) enquanto espera. Durante semanas, os noticiários chamam comentadores para apelar ao patriotismo e insultar os países renitentes em patrocinar pelintras. Cá dentro, o estadista também insulta esses forretas repugnantes. Lá fora, derrete-se com mesuras e mão estendida. Por fim, chega o acordo e a garantia de incontáveis milhões. Em partes menos folclóricas da Terra, corre a lenda de que costumamos gastar as esmolas em mulheres e vinho. É uma lenda: de facto, gastamos tudo em lixo.

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