Nestes dias, Theresa May deve andar à beira de um ataque de nervos. Nunca tendo sido defensora do Brexit, caiu-lhe no colo um dos mais delicados momentos políticos que a Grã-Bretanha enfrentou nas últimas décadas. Não terá sido a negociadora mais brilhante, mas, verdade seja dita, tinha tudo contra si.

Especialmente, os três inimigos deste processo: uma União Europeia inflexível, que quer punir Londres pela sua ousadia; um Partido Conservador rancoroso, que prefere deitar tudo a perder do que ceder à Europa; e um líder da oposição muito mais preocupado com o seu futuro político do que com os destinos do país.

Seria de esperar, caso imperasse a racionalidade dos interesses das instituições e do estado, que todos os envolvidos quisessem um soft Brexit. Mas todas as partes parecem demasiado ressentidas para que se chegue a um acordo razoável, seja para quem for. Senão veja-se.

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