Seis meses depois do lockdown as escolas e as universidades vão reabrindo, mas também re-fechando. Abrem-se portas, fecham-se turmas, isolam-se grupos de crianças e jovens, professores e alunos voltam para casa para cumprir quarentenas mais ou menos penosas e solitárias, enquanto outros têm a sorte de poder continuar a ter aulas presenciais.

Disse a sorte? Sim, é uma sorte podermos voltar a estar cara a cara, olhos nos olhos, com alguma normalidade e até proximidade, apesar do distanciamento social e de todos os protocolos sanitários que nos cabe cumprir escrupulosamente.

O Instituto Superior Técnico reabriu ontem e a alegria foi a marca do dia. Para muitos alunos, professores e staff foi como se o espaço da Alameda (e, presumo, também o do Tagus Park) tivesse aberto para uma grande festa inaugural. Impressiona o entusiasmo e a adesão dos que estiveram presentes. Mais do que impressionante, foi contagiante. Diria mesmo comovente, pois percebia-se o cuidado individual no cumprimento das novas regras.

Moro quase ao lado do IST, mas não falo apenas a partir do que observo da minha janela. Falo por ter conversado demoradamente com o Presidente do Técnico, eleito em Janeiro deste ano, quando nada nem ninguém poderia prever o impacto desta pandemia. E falo, porque também eu participo dessa espécie de exaltação diária dos afortunados que se sentem gratos por poderem retomar alguma normalidade.

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