Érika Hilton, pessoa eleita deputada no Brasil e que se afirma como “mulher” transexual (homem biológico que se considera mulher) diz que teve seu visto emitido pelos Estados Unidos com a informação de “género masculino”, sendo um caso de “transfobia de Estado”. Será verdade?
Primeiramente, vamos definir os conceitos da forma que os defensores da “identidade de género” definem. Segundo a militância, existem dois conceitos distintos: sexo e género. O sexo é aquilo que é imutável, da biologia, cromossomas XY e órgão genital masculino definem o sexo masculino, e cromossomas XX e órgão genital feminino definem o sexo feminino. E o género?
Segundo a militância TQ+ (não vou incluir LGB aqui porque muitos gays e bissexuais não compactuam com as demais letras da militância), o género é uma “construção social”, independente dos conceitos de sexo, tendo a ver com a aparência de uma pessoa e com os papéis que ela exerce na sociedade. Com base nisso, pessoas como a deputada brasileira Érika Hilton, do sexo masculino, são do género feminino, porque é a forma como ela se vê e se identifica dentro dos papéis da sociedade.
Após definirmos sexo e género, voltemos à questão inicial: houve transfobia de Estado? A deputada recebeu o visto com a informação de “género masculino”? A verdade é que tal informação é falsa. O visto norte-americano traz apenas a informação de sexo, sem qualquer menção a género. O visto da deputada veio corretamente com a informação de sexo. E como a própria militância diz, uma pessoa trans é aquela cujo sexo e género ela entende serem diferentes. Logo, para dizer que houve transfobia, a militância vai ter que redefinir tudo aquilo que definiram sobre sexo e género, pois pela atual definição, não houve qualquer caso de transfobia.