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Muitos já devem ter entrado um dia numa velha arrecadação. A primeira reação é de sufoco com o cheiro a mofo misturado com uma humidade que repugna. Após recuperar a respiração, a nossa mão começa a procurar o interruptor e logo se acende uma lâmpada que nem dez volts tem. A nossa vista demora alguns minutos a ambientar-se ao crepúsculo. A confiança cresce e decidimos avançar. Após os dois primeiros passos, e já confiantes, acabamos por tropeçar num objeto que está no meio do caminho e caímos sobre algo que nem percebemos o que é. Em pânico, tentamos recuperar o fôlego, erguer-nos de novo e procurar a porta para sair. A nossa roupa em 5 minutos ganhou um cheiro pestilento a bafio, e as mãos, e mais peganhosas era impossível. Por último, os espirros chegam. O nosso pensamento é um só: fechar a porta, desaparecer e nunca mais voltar. A cena descreve na perfeição o universo partidário e político em Portugal.

A génese e construção da Iniciativa Liberal desde o final de 2015 não foi um ato de romper com a realidade partidária/política Portuguesa. A missão única foi construir um partido em conjunto com os que pretendem realmente um futuro diferente. Um futuro onde mérito, competência e transparência ao nível de qualquer Executivo Governamental e da Administração Pública são fatores nucleares e não negociáveis. Um futuro onde a liberdade de escolha do cidadão deixe de ser tema de debate. Um futuro onde o Estado prime pela qualidade dos seus serviços e deixe de constranger a evolução dos que querem investir no seu país.

Construir um partido é extremamente difícil. Família e recursos próprios são os primeiros elementos a pagarem com a decisão. Assim foi em 2015 quando éramos três e assim continua a ser hoje quando somos muitos, muitos mais. Acresce aqui dizer que construir um partido político num Portugal totalmente sequestrado por clientelismos políticos é complexo e um ato de coragem. Muitos foram os que tiveram a coragem ao longo dos anos de se juntarem à Iniciativa Liberal. Outros ainda a procuram com medo de serem estigmatizados ou mesmo punidos no local de emprego. A radicalização partidária, sobretudo da esquerda partidária, é hoje uma realidade perigosa que urge debater.

Entre aqueles que com coragem se juntaram à Iniciativa Liberal quando esta era ainda uma associação, estava o Tiago. Ratifico, o candidato Presidencial Tiago Mayan. O Tiago desde sempre revelou uma característica fundamental para alguém que ambiciona desempenhar um cargo político, e ainda mais para quem ambiciona ser o Presidente de todos os Portugueses. O Tiago sabe escutar. É simples quanto isto. Para além de ser a mais importante das componentes na área de comunicação, revela extrema inteligência e uma extraordinária capacidade de se integrar com o universo em redor.

Todos nós da Iniciativa Liberal sabemos o quão difícil seria esta campanha que hoje termina. Determinação, trabalho e coragem nunca faltaram e o maior exemplo veio do Tiago Mayan. Soube liderar por exemplo e com motivação todos os que em Portugal e noutras latitudes se associaram à sua campanha para a Presidência da República. Uma candidatura pelo futuro de Portugal.

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