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Enquanto a campanha eleitoral se prolonga já com pouco tempo para surgirem novidades susceptíveis de alterar significativamente as expectativas dos partidos políticos e dos seus apoiantes, o governo actual continua a não ter pudor em utilizar mais uma vez os procedimentos jurídicos para interferir com o funcionamento da justiça e da vida política em Portugal. Foi o que aconteceu há dias com um pedido de esclarecimento aparentemente ingénuo do primeiro-ministro à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Tratava-se da legislação que ainda regula o comportamento dos membros do governo em relação aos contratos do Estado com empresas nas quais participa financeiramente algum dos seus familiares próximos. Até há dias, todos supúnhamos que a lei ainda vigente era tão cristalina que o dito governo até já introduzira legislação a fim de a mudar e assim facilitar, senão favorecer, futuros negócios dos governantes e seus familiares com o Estado, isto é, com o dinheiro de todos nós!

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