Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Fala-se há algum tempo de uma “esquerda governamental” mas em Portugal nunca houve tal coisa desde o 25 de Abril; nem aliás uma “direita”. O que tem havido é um “centrão”. A verdade é que tudo tem estado subordinado aos interesses dos partidos com vocação de governo, ou seja, o PS e o PSD. Foi assim que a evolução do país redundou na paralisia política e na crescente abstenção eleitoral. A aproximação da eleição presidencial mostrou, entretanto, que há uma “esquerda” que pretende continuar a governar contra o acordo supra-constitucional que garantiu o poder, até final de 2015, ao partido ou à coligação mais votados e excluía alianças espúrias feitas depois das eleições.

Tal pacto vigorou até ao dia funesto em que o PS levou a “extrema-esquerda” para o poder a fim de evitar a derrota que sofrera perante a coligação PSD+CDS… Constâncio tentara fazer o mesmo contra Cavaco em 1986 mas Soares – recém-eleito Presidente – não deixou! O certo é que, cinco anos após o “golpe” de 2015, a actual política governamental não é de “esquerda” nem de “direita”. No presente momento, reduz-se à promessa europeia de dinheiro a rodos para evitar uma crise ainda pior à da pandemia que se arriscaria, por sua vez, a abrir espaço a uma “extrema-direita” cada vez mais acirrada. Trata-se unicamente de os partidos de governo da UE não perderem o poder…

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.